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Testemunhos

Plataforma de Disserta√ß√Ķes

André Pinto

FCT - UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA

O tema da minha tese foi "Deep Learning for multi-seizure detection on single-lead frontal EEG". Quanto √† escolha do teu tema, eu tinha definido √† partida que queria fazer a tese fora de Portugal e portanto comecei a sondar v√°rias faculdades por poss√≠veis temas. A KU Leuven apresentou-me uma lista de temas interessantes, do qual este foi o que mais gostei pois involvia Deep Learning e era aplicado √† sa√ļde (particularmente Epilepsia, que era um tema que j√° tinha explorado num projeto de Eletrofisiologia).

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Como tiveste conhecimento da tua oportunidade de tese e como te candidataste a esta oportunidade? 

O meu primeiro contacto com eles foi durante o 4 ano da faculdade, no entanto os temas da tese só foram lançados em Maio (final do 4 ano). Isto pois habitualmente na KU Leuven as teses duram 1 ano e começam em Setembro. No entanto, eles têm também a possibilidade de fazer teses de 1 semestre e foi isso que fiz. Portanto, o que eu recomendaria para alguém que estivesse a pensar fazer a tese fora, é começar a entrar em contactos durante o final do 4 ano para perceber como funcionam os processos nos diferentes sítios e os diferentes timings.

 

A partir do momento em que soubeste que terias esta oportunidade de tese, o que foi necessário comunicar à tua faculdade? Neste sentido, quais as burocracias implicadas e como obtiveste a bolsa de estudos?

Assim que fui aceite na tese que escolhi pela minha orientadora na KU Leuven, o que se seguiu foi tratar da formaliza√ß√£o do Learning Agreement e da proposta de tese (que tem de ser aceite pela coordena√ß√£o do curso). Isto ocorreu tudo durante Junho do meu 4 ano, uma vez que tinha de ter o Learning Agreement pronto at√© 24 de Junho para poder concorrer √† bolsa. Pelo que me lembro as bolsas s√£o atribu√≠das por ano letivo, e como eu pretendia usufruir da bolsa no segundo semestre, tive de me candidatar nessa altura. Unicamente o Learning Agreement tem de ser aceite a tempo para concorrer √† bolsa. Lembro-me que a proposta de tese s√≥ foi aceite pela coordena√ß√£o durante o 1¬ļ semestre do 5¬ļ ano. E em termos de burocracias diria que este √≠nicio do processo com o LA e a proposta de tese foi o mais chato. De resto n√£o houve mais burocracia. Unicamente a submiss√£o do traineeship certificate no final do per√≠odo de acolhimento, que requer uma avalia√ß√£o qualitativa da parte do supervisor

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese em contexto  internacional?

Infelizmente, devido à pandemia do Covid-19, o meu período fora foi interrompido abruptamente. Acabei por estar na Bélgica durante cerca de pouco mais de 1 mês, tendo continuado o resto da tese em Portugal remotamente. Nesse sentido, acabei por não usufruir de muitas das vantagens conhecidas dos programas Erasmus+. No entanto, mesmo remotamente, tive bastante acompanhamento da parte da minha orientadora e dos tutores, que estavam envolvidos no meu projeto da parte da KU Leuven.

Acho que fazer a tese fora de Portugal pode ser particularmente interessante porque mostra um pouco como funciona o ambiente de investiga√ß√£o naquela universidade e tamb√©m no pr√≥prio pa√≠s de acolhimento. Pode tamb√©m funcionar como uma via aberta para um doutoramento no seguimento do projeto. E evidentemente, a oferta √© muito maior com o alargamento de horizontes. Eu tinha pesquisado os temas das teses dos anos passados em MIEB na FCT e nenhum me atra√≠a particularmente, e sabendo eu que gostava de fazer uma tese em Deep Learning, acabei por procurar noutros s√≠tios. A √ļnica desvantagem diria que √© mesmo a burocracia envolvida. Requer paci√™ncia, cumprimento de v√°rias deadlines. Mas apesar de tudo compensa sem d√ļvida a experi√™ncia

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

Conselho geral para quem pretende fazer a tese fora: fa√ßam as coisas com anteced√™ncia, pesquisem e descubram os prazos corretos. E tamb√©m, fa√ßam quest√Ķes. A sec√ß√£o de mobilidade existe para vos ajudar, tal como o coordenador de Erasmus do curso.

Jo√£o Loureiro

UNIVERSIDADE DE COIMBRA

A minha tese foi sobre monitoriza√ß√£o n√£o invasiva de par√Ęmetros hemodin√Ęmicos. Sabia que queria trabalhar em algo mais pr√≥ximo dos cuidados de sa√ļde e, tendo em conta as compet√™ncias que adquiri, parecia adequado.

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Como tiveste conhecimento da tua oportunidade de tese e como te candidataste a esta oportunidade?

A coordena√ß√£o do nosso curso disponibiliza um conjunto de t√≥picos e as suas descri√ß√Ķes (e contactos) aos alunos do primeiro ano de mestrado. Ao olhar para todas as op√ß√Ķes √© not√°vel toda a variedade de temas e institui√ß√Ķes com as quais podemos trabalhar. Ap√≥s contactar os orientadores, candidatei-me junto da coordena√ß√£o do curso e foi-me atribu√≠do.

 

A partir do momento em que soubeste que terias esta oportunidade de tese, o que foi necessário comunicar à tua faculdade? Neste sentido, quais as burocracias implicadas, quer no início, quer  no decorrer, quer no fim da mesma?

Fiquei bastante surpreendido com a facilidade com que o processo se tratou. Para todos os efeitos, o facto de eu ter estado no estrangeiro n√£o implicou nada por parte da minha universidade e todas as burocracias foram tratadas com a empresa e entidades p√ļblicas do pa√≠s onde realizei a tese (contrato de est√°gio e permiss√£o de resid√™ncia)

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese em contexto empresarial internacional?

H√° todo um mundo de vantagens em fazer a tese em contexto empresarial, ainda mais se for noutro pa√≠s . Contactos, experi√™ncia em contexto laboral/industrial, e conhecer em primeira m√£o outras realidades s√£o, eu diria, as principais. Claro que tudo isto implica tamb√©m muito mais cuidados e responsabilidades. Para mim a √ļnica desvantagem √© mesmo o ir para outro s√≠tio sem o apoio imediato ao qual possamos estar habituados.

 

Obtiveste uma Bolsa? Se sim, qual, e qual foi o processo para a obter?

De facto foi possível obter duas bolsas. Tinha uma remuneração por parte da empresa e consegui bolsa de mobilidade ERASMUS. Enquanto que a primeira foi automática, tive que desencadear o processo da segunda com os serviços internacionais da minha universidade. A partir daí foi só cumprir os requisitos a nível de documentos e foi uma mobilidade outgoing normal.

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

O meu primeiro conselho é manterem a mente aberta. Estes processos não são tão complexos quanto posso parecer e, na minha opinião, mais que vale o esforço. Em segundo, não tenham problemas e falar com colegas, professores e empresas para perceber onde estas oportunidades existem.

Jo√£o Dias

UNIVERSIDADE DE COIMBRA

Eu n√£o tive oportunidade de fazer erasmus no 4¬ļ ano, aquele em que a malta vai fazer cadeiras ao estrangeiro, viajar e conhecer outras culturas e sempre tive a vontade de ter uma experi√™ncia internacional mais ainda pelos benef√≠cios que teria para o meu futuro profissional, a n√≠vel de soft skills e visibilidade curricular.¬†Descobri ent√£o que o programa Erasmus tem uma vertente de est√°gios que muitos dos meus colegas de anos passados usaram para fazer a sua tese no estrangeiro. O programa Erasmus est√°gios direciona-se tanto para fazer est√°gios em empresas ou universidades e centros de investiga√ß√£o e √© esse est√°gio atrav√©s do qual podem fazer tese! . A minha¬† tese com o t√≠tulo ‚ÄúA Study on Bending Stiffness Characterization of Biohybrid¬† Microrobots using External Magnetic Actuation‚ÄĚ foi realizada no Surgical Robotics Laboratory da Universidade de Twente e basicamente consistiu em aplicar campos magn√©ticos a c√©lulas revestidas com nanopart√≠culas excit√°veis e fazer com se locomovessem. Como este, h√° bastantes outros temas de tese nesta √°rea e com outro tipo de microrobots, para al√©m de se poder trabalhar com v√°rias outros investigadores e universidades da europa.

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Que antecedência aconselhas para começar a tratar deste processo?

Este mesmo programa Erasmus Est√°gios tem requisitos muito bem clarificados, deadlines e outras informa√ß√Ķes que precisamos de submeter ao fazer a candidatura. Uma das coisas mais importantes √© o prazo de submiss√£o, que na Universidade de Coimbra √© at√© 31 de janeiro. Por isso, se algu√©m quer fazer a tese no estrangeiro do ano letivo, por exemplo, 2024/2025 tem at√© janeiro de 2024 para submeter a respetiva candidatura, ou seja com um ano de anteced√™ncia, mas creio que universidades diferentes t√™m m√©todos e deadlines diferentes pelo que aconselho a informarem-se com cuidado.

 

Como tiveste conhecimento da tua oportunidade de tese e como te candidataste a esta oportunidade?

Outra coisa muito importante tamb√©m a submeter na candidatura √© o tema do est√°gio, no meu caso o tema da minha tese. A minha estrat√©gia passou por investigar os sites das universidades onde os meus colegas v√£o fazer o seu ‚Äúerasmus normal‚ÄĚ, ou seja, aquelas que t√™m protocolo com a minha universidade. Durante essa investiga√ß√£o basicamente encontrava o contacto dos professores respons√°veis pelos centros de investiga√ß√£o ou laborat√≥rios das √°reas que me interessavam (rob√≥tica e instrumenta√ß√£o m√©dica) e depois enviava-lhes um email a questionar acerca da exist√™ncia de projetos de tese de mestrado em que eu pudesse trabalhar.Obtive respostas positivas pouco tempo depois de entrar em contacto com os professores, e depois disso submeti a candidatura. Do que me lembro ainda s√£o precisas bastantes informa√ß√Ķes, mas foi tudo relativamente simples, foi literalmente preencher um formul√°rio.¬†

 

A partir do momento em que soubeste que terias esta oportunidade de tese, o que foi necessário comunicar à tua faculdade? Neste sentido, quais as burocracias implicadas, quer no início, quer  no decorrer, quer no fim da mesma?

Mais tarde, quando a candidatura foi aceite, recebi um email da Universidade de Twente, onde fiz a tese, que também tem os seus requisitos para alunos estrangeiros, para proceder à candidatura no seu site. Um dos requisitos mais importantes é o exame de inglês, que também tem de ser tratado com a devida antecedência porque a entrega do diploma pode demorar. Eu fiz o TOEFL porque na altura era o que me entregava o diploma a tempo, mas o IELTS costuma ser mais fácil e acessível.

No fim do estágio, há relatórios a preencher, tanto da minha universidade, como a de Twente e ainda do próprio programa Erasmus, mas também nada de extraordinário.

 

Obtiveste uma Bolsa? Se sim, qual, e qual foi o processo para a obter?

O bom ainda de fazer a tese pelo programa Erasmus é que também temos acesso à bolsa que o programa disponibiliza, o que é uma grande ajuda a nível económico até porque na maioria dos países europeus o custo de vida é bem mais caro. Outra bolsa que também tive acesso foi à do Santander Global, mas nem todas as universidades do país têm essa parceria e quem sabe até poderão ter outras.

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese em contexto internacional?

Quanto a vantagens e desvantagens, eu diria que¬† a maior vantagem em fazer a tese no estrangeiro √© que tens a possibilidade de trabalhar um tema bastante fora do comum em Portugal, eu por exemplo trabalhei na √°rea da microrob√≥tica. Para al√©m dos contactos que fazes com um vasto n√ļmero de pessoas de v√°rios pa√≠ses a n√≠vel profissional, tamb√©m tens a oportunidade de viajar e conhecer outras culturas e pessoas num ambiente mais informal e divertido. Diria ainda que outra vantagem √© o facto de recebermos a bolsa que mencionei acima Quanto a desvantagens, eu diria que n√£o h√°: se tiverem uma mentalidade aberta a coisas novas, independentemente de azares que eventualmente possam acontecer, ir√£o levar esta experi√™ncia como algo realmente espetacular.

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

O meu conselho a quem vai fazer a tese é que se tiverem a oportunidade de a fazer no estrangeiro que o façam, que não desistam a meio do processo porque as aventuras e memórias que terão acabarão por compensar!

Sim√£o Santos

UNIVERSIDADE DO MINHO

O tema da minha tese foi sobre o desenvolvimento de um biossensor para a detecção de biomarcadores para DPOC.

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Que antecedência aconselhas para começar a tratar deste processo?

Eu comecei a tratar do meu processo de Erasmus assim que foi possível. Já foi há algum tempo, mas na altura comecei a tratar de tudo no ano anterior à saída. Assim que os professores ou o gabinete de Erasmus começaram a mencionar a possibilidade, eu dediquei-me a encontrar a posição e projeto certo.

 

Como tiveste conhecimento da tua oportunidade de tese e como te candidataste a esta oportunidade?

Na altura foi o Professor que estava dedicado ao Erasmus que fez uma apresentação com as várias hipóteses de Erasmus.

 

A partir do momento em que soubeste que terias esta oportunidade de tese, o que foi necessário comunicar à tua faculdade? Neste sentido, quais as burocracias implicadas, quer no início, quer no decorrer, quer no fim da mesma?

Sendo que o meu Erasmus foi normal, o protocolo já estava criado. Neste sentido, só tive de seguir o processo normal. Tive de criar os learning agreement e os PRA e assinar os protocolos tanto na Universidade do Minho como na USN na Noruega.

 

Obtiveste uma Bolsa? Se sim, qual, e qual foi o processo para a obter?

Obtive somente a bolsa normal que o Erasmus providencia.

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese em contexto internacional?

A meu ver, as vantagens são a possibilidade de estabelecer novos contactos e abrir horizontes para o futuro. Neste sentido, podes sair da tua zona de conforto, e para além de trabalhares numa tese científica, trabalhas também em ti próprio. Desvantagem são, talvez, o aumento da burocracia, mas que com o acompanhamento certo também não dá assim um trabalho muito extensivo.

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

O meu conselho √© que, no caso de fazerem uma tese de mestrado, analisem bem o projeto e a universidade em que o v√£o fazer. √Č a √ļnica maneira de perceber se, no sentido profissional, v√£o de facto tirar o m√°ximo da experi√™ncia.

Patrícia Barros da Silva

UNIVERSIDADE CAT√ďLICA PORTUGUESA

Realizei a tese no Karoslinka Institutet em Estocolmo em 2015, no laborat√≥rio da Molly Stevens, com o tema ‚ÄėThe role of the cryptic basement membrane during the epithelial‚Äďtomesenchymal ransition‚Äô. O objetivo passou por desconstruir o efeito biol√≥gico de um fragmento da Laminina-111 na transi√ß√£o epit√©lio-mesenquimal que contribuiu para a publica√ß√£o ‚ÄėPreventing tissue fibrosis by local biomaterials interfacing of specific cryptic extracellular matrix information‚Äô na Nature Communications. Durante o per√≠odo de planeamento e decis√£o sobre onde fazer a tese, o meu foco foi em quem me inspirava e com quem queria aprender, e foi assim que encontrei a Molly Stevens, que continua, at√© hoje, a ser a minha inspira√ß√£o. Foi ela que me sugeriu trabalhar neste projeto com a minha orientadora, Christine-Horejs, no laborat√≥rio que estavam a come√ßar no Karolinska. Sendo o meu background em Engenharia Biom√©dica, foi necess√°rio um per√≠odo de aprendizagem para conseguir contribuir e desenvolver um projeto orientado para Biologia celular e molecular, mas que rapidamente virou uma paix√£o e foi o tema que continuo ainda hoje a trabalhar.

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Que antecedência aconselhas para começar a tratar deste processo?

Eu comecei a contactar a Molly quase um ano antes de começar a minha tese de mestrado e só obtive resposta 3 meses antes de ir, quando já tinha tudo planeado para ir para a Universidade Católica de Leuven, que acabei por rejeitar. Da minha experiência, um ano antes é o ideal pois, possivelmente, terão de insistir bastante até obterem uma resposta.

 

Como tiveste conhecimento da tua oportunidade de tese e como te candidataste a esta oportunidade?

Fui completamente autodidata e √© o m√©todo que recomendo. Na altura, todos os alunos da minha turma pediram apoio e contactos √† nossa professora Ana Leite, contudo as op√ß√Ķes n√£o me cativaram. Desta forma decidi come√ßar a primeira procura pelas melhores universidades do mundo e focar-me na √°rea de Bioengenharia. At√© descobrir a hip√≥tese da Imperial College of London e da Molly Stevens, considerada, pelo The Times, uma das Top 10 cientistas do UK com menos de 40 anos.

 

A partir do momento em que soubeste que terias esta oportunidade de tese, o que foi necessário comunicar à tua faculdade? Neste sentido, quais as burocracias implicadas, quer no início, quer no decorrer, quer no fim da mesma?

Quando recebi uma resposta positiva da Molly, apenas tive de enviar o learning agreement para a minha supervisora Christine Horejs que tratou de preencher a parte do grupo que me iria receber com aprovação do departamento em que o grupo estava inserido no Karolinska, o MBB- Department of Medical Biochemistry and Biophysics.

 

Obtiveste uma Bolsa? Se sim, qual, e qual foi o processo para a obter?

Obtive a bolsa de estágio do escalão máximo devido ao país. A parte burocrática da bolsa foi tratada pela coordenadora de mobilidade da minha faculdade.

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese em contexto internacional?

Fazer a minha tese fora do pa√≠s foi sem d√ļvida a melhor decis√£o que podia ter tomado √† data. Come√ßando pelas vantagens, a Su√©cia √© um pa√≠s maravilhoso para quem gosta de pa√≠ses n√≥rdicos como eu. A faculdade tem condi√ß√Ķes excecionais, muito orientadas para o bem-estar dos alunos, como palestras semanais com almo√ßo inclu√≠do, fruta e caf√© gratuito, bares de departamentos da faculdade que promove conv√≠vios todas as semanas, gin√°sio com personal trainer aberto 24h, sauna, e sala de luz e de descanso. Al√©m do mais tem uma bolsa de apoio, no valor de 1000 euros mensais, a alunos de mestrado que realizem a tese , no entanto eu apenas tive conhecimento depois. O grupo onde trabalhei era maravilhoso, apesar de pequeno (no in√≠cio √©ramos apenas 3), mas inserido num departamento incr√≠vel que me apoiou e sem a ajuda deles seria imposs√≠vel. Al√©m do mais o apoio e confian√ßa da Christine e da Molly foram fundamentais para a minha presta√ß√£o e bem-estar durante esta tese. A parte menos f√°cil √© sem d√ļvida a adapta√ß√£o a uma cultura e clima completamente diferente do que estamos habituados. √Č, biologicamente, um desafio. O Erasmus est√°gio sem parceria com a Universidade fez com que n√£o fosse integrada na Welcome week e n√£o tivesse acesso a student housing, o que dificultou o contacto social numa fase inicial.

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

Numa primeira fase aconselho a perceberem o que vos cativa e o que mais valorizam: o conforto, a independ√™ncia ou a aventura. Depois √© importante escolherem algu√©m que vos motive e seja um role model. Por fim, a decis√£o do tema tamb√©m √© relevante. Por um lado dever√° ser motivador para quem o escolhe e por outro lado ser um tema com futuro e relev√Ęncia no longo prazo. Algo dif√≠cil de ter a certeza na ci√™ncia, mas que certamente seria a cereja no topo do bolo.

Marta Rosadas

UNIVERSIDADE CAT√ďLICA PORTUGUESA

A minha tese teve como tema o desenvolvimento de abordagens para tratar o cancro da pele através da nanotecnologia. No meu trabalho elaborei, juntamente com os meus orientadores, nanoparticulas para a encapsulação de um fármaco para potencializar a sua absorção. Paralelamente, criamos um modelo celular 3D de cancro da pele onde foi testada a eficácia das nanoparticulas.

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Que antecedência aconselhas para começar a tratar deste processo?

Penso que no mínimo um semestre será preciso para organizar tudo. No meu caso, eu e a minha colega que veio comigo, começamos a planear com um ano de antecedência e penso que foi o timing perfeito.

 

Como tiveste conhecimento da tua oportunidade de tese e como te candidataste a esta oportunidade?

Sempre me agradou bastante a ideia de ter uma experi√™ncia no estrangeiro. Dentro da minha faculdade desde o primeiro ano de licenciatura que fomos informados sobre essa possibilidade e ouvimos testemunhos de alunos que j√° tinham feito e do qu√£o bom tinha sido. Como em mestrado temos de fazer a nossa tese, achei super interessante faz√™-la fora de Portugal.¬†Para me candidatar, recorri ao gabinete de servi√ßos de mobilidade e rela√ß√Ķes internacionais da minha faculdade que me ajudou imenso. Fui atrav√©s do programa Erasmus+. Para alunos de mestrado, apesar da ajuda, a procura por uma institui√ß√£o √© feita pelo aluno. Ent√£o contactei v√°rias institui√ß√Ķes que me agradaram, discuti os projetos que estariam dispon√≠veis em cada uma, e finalmente escolhi a que mais me agradou.

 

A partir do momento em que soubeste que terias esta oportunidade de tese, o que foi necessário comunicar à tua faculdade? Neste sentido, quais as burocracias implicadas, quer no início, quer no decorrer, quer no fim da mesma?

A ajuda dos serviços do gabinete de estudantes e mobilidade foi essencial para tratar de toda a burocracia neste processo. Inicialmente foi necessária a aprovação por parte do instituto, após a mesma foi desenvolvido um plano de trabalhos por parte da minha orientadora. Da parte da faculdade, foi necessário comunicar com a Professora que coordena a cadeira de tese de mestrado em engenharia biomédica, e entregar-lhe o plano de trabalhos para verificar se estava de acordo com os objetivos da cadeira. O instituto de investigação onde estive já tinha acolhido uma aluna da minha faculdade anteriormente, por isso a universidade e o instituto já tinham uma ligação estabelecida previamente facilitando o processo.

A meio e no final da estadia tive apenas de preencher um documento relacionado com a bolsa Erasmus.

 

Obtiveste uma Bolsa? Se sim, qual, e qual foi o processo para a obter?

Sim, tive uma bolsa Erasmus. Para a sua obtenção o gabinete de estudantes e mobilidade submeteu a minha candidatura à bolsa.

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese em contexto internacional?

Fazer a tese em contexto internacional permite-te sair da tua zona de conforto e crescer imenso a nível profissional e pessoal. Para além de melhorar as tuas capacidades práticas profissionais, desenvolves soft skills que serão valiosas no teu futuro profissional. Para além disso, tens a oportunidade de viajar, estar imerso na cultura de outro país e conhecer pessoas fantásticas. Não consigo encontrar desvantagens nesta experiência.

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

Acho que o melhor conselho que posso dar é organizares bem o teu tempo. A estadia lá passa muito rápido e planear o trabalho é essencial. Organizar o teu tempo vai fazer com que tires o máximo proveito do teu tempo de trabalho e lazer. Recomendo também que procures a associação ESN (Erasmus Students Network) da região onde estiveres, pois encontrarás outros estudantes estrangeiros e poderás participar em atividades muito divertidas.

Mariana Coutinho

UNIVERSIDADE DE AVEIRO

No meu caso, n√£o foi uma tese, mas sim um relat√≥rio de est√°gio. No documento final √© poss√≠vel ler um resumo acerca da empresa que me acolheu, uma explica√ß√£o de alguns projetos em que trabalhei e dos seus resultados. Estes projetos estavam relacionados com inova√ß√£o em sa√ļde, e alguns aspetos foram suprimidos por quest√Ķes de confidencialidade. O meu interesse est√° relacionado com a possibilidade de experienciar o ambiente empresarial, e contribuir para o desenvolvimento de produtos biom√©dicos que possam fazer a diferen√ßa na vida de muitos pacientes.¬†

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Como tiveste conhecimento da tua oportunidade de tese e como te candidataste a esta oportunidade?
Procurei vagas em empresas que pudessem receber estudantes e, após muitos currículos enviados e muitas entrevistas, acabei por ficar na Siemens Healthineers na Alemanha.  

 

A partir do momento em que soubeste que terias esta oportunidade de tese, o que foi necessário comunicar à tua faculdade? Neste sentido, quais as burocracias implicadas, quer no início, quer  no decorrer, quer no fim da mesma?

Comuniquei com o Gabinete de Rela√ß√Ķes Internacionais da Universidade de Aveiro e acabei por ir ao abrigo do programa Erasmus+, na categoria de est√°gio curricular. Como tal, foi necess√°rio que a empresa assinasse os documentos pedidos pela Universidade, antes e depois do est√°gio.¬† Para al√©m disso, assinei um contrato de trabalho com a Siemens.¬†¬†

 

Obtiveste uma bolsa ou tiveste est√°gio remunerado? Se sim, qual foi o processo?

Tive acesso à bolsa de Erasmus+, e ainda ao salário da Siemens Healthineers (daí a necessidade de um contrato de trabalho). O processo foi o descrito anteriormente. 

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese em contexto empresarial?

O modo como a inovação é feita num contexto empresarial é totalmente diferente do que aprendemos no rigoroso meio académico. Isto leva-nos a lidar com problemas de engenharia que requerem um pensamento mais realista e prático, o que considero ser uma perspetiva muito importante de se ter, preferencialmente ainda antes de concluir o curso. Creio que a maior desvantagem é todo o processo burocrático que está associado a uma experiência destas, além da própria procura do estágio e candidatura (muito semelhante à procura de emprego, na minha situação). 

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

Pensar verdadeiramente o que nos motiva e o que achamos mais interessante, al√©m do tipo de carreira que pretendemos levar. No meu caso, sabia que n√£o gostaria de seguir uma carreira no meio acad√©mico (como Doutoramento) e, por isso, decidi aventurar-me e tentar algo novo e fora da minha zona de conforto, que tamb√©m me pudesse ‚Äúabrir v√°rias portas‚ÄĚ no futuro.

Joana Carolina Brites

FCUL - FACULDADE DE CIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA

O tema da minha tese foi: ‚ÄúIMPROVING REHABILITATION THROUGH EXOSKELETONS: Pipeline for biomechanical analysis and user experience.‚ÄĚ Numa primeira abordagem, gostava de ter realizado a tese numa ONG. Estive em contacto e prestes a realizar a minha tese com a ‚ÄúMercy Ships‚ÄĚ, mas acabou por n√£o ser poss√≠vel por estarem em reestrutura√ß√£o no ano da minha tese. A 3 dias de ter de submeter todos os pap√©is para a bolsa Erasmus +, decidi que tinha de alargar o meu horizonte. Para al√©m de organiza√ß√Ķes n√£o governamentais, sempre gostei da √°rea de reabilita√ß√£o rob√≥tica, sendo que o meu primeiro est√°gio foi no Centro de Reabilita√ß√£o de Alcoit√£o, na √°rea de pr√≥teses e ort√≥teses. Enviei emails para mais de 15 laborat√≥rios de reabilita√ß√£o na Europa e em menos de 12h tive um email de confirma√ß√£o. Sorte ou n√£o, acabei por ficar nesse laborat√≥rio (Rehabilitation Research VUB em Bruxelas).

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Que antecedência aconselhas para começar a tratar deste processo? 

Confesso que sou uma pessoa que gosta de ter tudo planeado e organizado o mais cedo possível, por isso não sei se o tempo que vou dizer será exagerado. Eu comecei a procurar oportunidades por volta de 4 meses antes de submeter os papéis do Erasmus +, ou seja, 10 meses antes do começo do estágio.

 

Como tiveste conhecimento da tua oportunidade de tese e como te candidataste a esta oportunidade? 

Fiz uma pesquisa na internet para descobrir empresas/laborat√≥rios/organiza√ß√Ķes dentro das √°reas que gostava. Depois de ter uma lista, fui enviando individualmente candidatura espont√Ęnea com CV e carta de apresenta√ß√£o. Se n√£o me respondessem, enviava um segundo email como reminder uma semana depois.

 

A partir do momento em que soubeste que terias esta oportunidade de tese, o que foi necessário comunicar à tua faculdade? Neste sentido, quais as burocracias implicadas, quer no início, quer no decorrer, quer no fim da mesma? 

Tudo começa por pedir a um professor para ser o teu orientador interno. Por volta de março é necessário entregar uma carta de confirmação do sítio onde ia fazer a tese. O passo seguinte foi entregar o plano de dissertação em dezembro. Por fim, tive de submeter a tese em setembro.

 

Obtiveste uma Bolsa? Se sim, qual, e qual foi o processo para a obter? 

Sim, obtive a bolsa Erasmus +. Para obter a bolsa precisei de me mostrar interessada em dezembro do ano anterior à realização do meu estágio. De seguida, como já referido, tive de entregar em março uma carta de confirmação da minha instituição em como a tese se ia realizar. Em setembro foi necessário preencher o Learning Agreement. No fim da tese é preciso preencher alguns documentos finais com o objetivo de mostrar que os objetivos foram cumpridos.

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese em contexto internacional? 

N√£o foi a minha primeira experi√™ncia internacional, j√° tinha feito um m√≥dulo de dois meses em Copenhada no meu primeiro ano de mestrado. Quando me inscrevi para a tese no estrangeiro, pensei que a experi√™ncia ia ser semelhante √† que tive em Copenhaga, mas estava enganada. Bruxelas n√£o tem nada a ver com Copenhaga, o que me deixou desiludida. Viajando pela B√©lgica e pa√≠ses vizinhos, sinto que a pior cidade √© mesmo Bruxelas, acho que tive azar. Mas nem tudo √© mau, vou por isso explicar algumas vantagens e desvantagens gerais de realizar a tese no estrangeiro e em particular em Bruxelas. Vantagens: 1 – Novo mundo para descobrir, novas culturas, novas realidades‚Ķ Sair da bolha do nosso pa√≠s! Este para mim √© um dos pontos mais importantes, visto que a nossa realidade muda com as nossas experi√™ncias. 2 – Novas oportunidades de emprego futuro. Assim que terminei a tese tive logo uma oferta de emprego, tamb√©m na B√©lgica, com um sal√°rio muito acima da m√©dia do sal√°rio portugu√™s. 3 – Novos amigos e muitas viagens. Especialmente em Bruxelas, o ambiente √© muito internacional, facilitando conhecer novas pessoas com a mesma mentalidade que tu. Relativamente a viagens, √© muito mais barato viajar quando est√°s no centro da Europa! Flixbus e Comboios s√£o muito baratos! Desvantagens: 1 – Para quem √© muito ligado √† fam√≠lia e/ou amigos √© bastante dif√≠cil estar longe e perder os momentos importantes. Para mim esta √© a maior desvantagem. 2 – O tempo. Pelo menos em Bruxelas, 90% dos dias est√° frio, nevoeiro ou a chover. N√£o h√° muito sol, o que √© complicado de gerir para quem vem de Portugal. 3 – Comida. Muito inferior √† portuguesa… pre√ßos muito caros para peixe e carne. Para quem n√£o tem um sal√°rio no pa√≠s, √© dif√≠cil fazer boas refei√ß√Ķes a pre√ßos acess√≠veis. 4 – Em Bruxelas, dependendo da zona onde est√°s, existem muitos sem-abrigo, drogados, lixo no ch√£o, etc… H√° zonas um pouco degradadas e pouco seguras.

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

Escolham a tese não só com base no projeto nem só com base no país. A melhor forma de escolherem a tese é fazer uma combinação entre o sítio onde gostavam de passar uma temporada e o projeto que é proposto. Durante a tese, respirem! Muita coisa vai correr mal, muita coisa vai correr bem. Todos passam por uma fase má na tese, o importante é não stressar nessa fase, e continuar o projeto com baby steps. No fim do dia, é só mais um trabalho académico.

Beatriz Padrela

FCUL - FACULDADE DE CIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA

O Tema da minha tese é "Reproducibility and sensitivity of brain network backbones: a demonstration in Small vessels disease". O meu interesse na altura baseou-se no facto de eu estar à procura de um estágio em neuro-MRI e gostei muito deste projeto que se baseava na técnica de diffusion MRI.

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Que antecedência aconselhas para começar a tratar deste processo?

Cumpri os prazos da FCUL, mas basicamente para começar em Setembro comecei a comunicar com a UMC Utrecht em Março do mesmo ano.

 

Como tiveste conhecimento da tua oportunidade de tese e como te candidataste a esta oportunidade?

Procurei no linkedin, e na internet no geral, nos sites das v√°rias UMCs da Holanda.

 

A partir do momento em que soubeste que terias esta oportunidade de tese, o que foi necessário comunicar à tua faculdade? Neste sentido, quais as burocracias implicadas, quer no início, quer no decorrer, quer no fim da mesma?

Há passos específicos para os estágios de Biomédica. Porque há vários passos para o plano Eramus+ e uns documentos para preencher, até para receberes a bolsa para o estágio, mas já não me recordo exatamente.

 

Obtiveste uma Bolsa? Se sim, qual, e qual foi o processo para a obter?

Estas burocracias são as mesmas todos os anos, mas também já não me recordo em concreto de todas as fases desse processo.

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese em contexto internacional?

Vantagens: conhecer o ambiente internacional, melhorar a comunica√ß√£o em ingl√™s (falada e escrita), aprender m√©todos novos de an√°lise, de trabalho, de lidar com pessoas e ambientes diferentes. √Č muito estimulante. Aprendi e cresci imenso.

Desvantages: um bocadinho o medo inicial do desconhecido e o medo de falhar. Que acabam por ser vantagens porque criam as condi√ß√Ķes de desafio! Tamb√©m o arranjar casa na Holanda √© uma grande desvantagem. Isso sem d√ļvida tem de ser tratado com muita anteced√™ncia. No caso da UMC Utrecht eles t√™m uma resid√™ncia para alunos/trabalhadores da UMC, mas tem de ser contactada com muito tempo de avan√ßo!

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

Aproveitar o plano Erasmus+ de biomédica para ter uma experiência internacional. Começar a enviar emails com antecedência e fazer no mínimo 6 meses de estágio!

João Ortiz e Luís Cunha

FCT - UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA

Lu√≠s: O tema da minha disserta√ß√£o baseia-se na modela√ß√£o de modelos musculoesquel√©ticos para estudar a evolu√ß√£o da marcha de uma crian√ßa com paralisia cerebral ap√≥s uma cirurgia ortop√©dica. Tem como objetivo principal perceber se, ao utilizar um modelo gen√©rico, as altera√ß√Ķes a n√≠vel da simetria de marcha, for√ßas musculares e contribui√ß√£o muscular para a acelera√ß√£o do centro de massa est√£o de acordo com o esperado. Fazer a U.C. de Biomec√Ęnica na FCT foi o que despertou o meu interesse para este tema.¬† A partir da√≠ foi explorar o que era poss√≠vel fazer nesta √°rea e descobri a parte da modela√ß√£o e a sua utilidade n√£o s√≥ no meio cl√≠nico, como no do desporto.¬†

Jo√£o: O tema da minha disserta√ß√£o baseia-se na modela√ß√£o de modelos musculoesquel√©ticos e c√°lculo das for√ßas musculares e contribui√ß√Ķes musculares para a acelera√ß√£o do centro de massa, de forma a ser poss√≠vel estimar a carga mec√Ęnica a que o ligamento cruzado anterior est√° sujeito durante a execu√ß√£o de manobras desportivas de alta intensidade. Atrav√©s deste processamento foi poss√≠vel comparar membros inferiores saud√°veis com membros inferiores que tinham sofrido uma rotura do ligamento e posterior cirurgia de reconstru√ß√£o e tamb√©m permitiu-me analisar a influ√™ncia da antecipa√ß√£o da tarefa nessas mesmas cargas mec√Ęnicas. Embora tenha abordado o tema da biomec√Ęnica numa U.C. do mesmo nome pertencente ao meu plano curricular, o meu interesse nesta √°rea surgiu da visita a laborat√≥rios de biomec√Ęnica ao longo do meu percurso acad√©mico como tamb√©m do meu interesse no desporto e na investiga√ß√£o cient√≠fica relacionada com o mesmo.

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Como obtiveram conhecimento das vossas oportunidade de tese e como se candidataram a esta oportunidade? 

Partindo do nosso interesse na √°rea da biomec√Ęnica, do desporto/meio cl√≠nico, fomos pesquisando os laborat√≥rios que trabalhavam nessa √°rea em Portugal e os projetos desenvolvidos no laborat√≥rio de biomec√Ęnica e morfologia funcional da FMH despertaram o nosso interesse. O passo seguinte passou por obter o e-mail do diretor do laborat√≥rio e entrar em contacto com o mesmo de forma a demonstrar o nosso interesse e averiguar a possibilidade de realizar a disserta√ß√£o no √Ęmbito dos projetos que estariam a decorrer naquela altura.

 

A partir do momento em que souberam que teriam oportunidade de tese, o que foi necessário comunicar à tua faculdade?

Para al√©m da necessidade de ter um(a) co-orientador(a) da nossa faculdade (FCT) para ter o papel de elo de liga√ß√£o entre as duas institui√ß√Ķes, n√£o houve nenhuma burocracia adicional relacionada com o facto de termos realizado a disserta√ß√£o de mestrado numa faculdade diferente.

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese num laboratório fora da vossa faculdade?

A maior vantagem em fazer noutra faculdade é certamente ter a oportunidade de aprender sobre uma área nova e diferente que não tinha sido explorada no decorrer do nosso plano curricular. Em específico, foi muito interessante conhecer o laboratório e o equipamento que lá utilizam, como o sistema de captura de movimento ou as plataformas de força e perceber o seu funcionamento.  Por outro lado, a inexperiência e falta de bases teve de ser colmatada com um trabalho de pesquisa e investigação mais intensivo, mas no grande plano acabou por ser um ponto mais positivo do que negativo.

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

Para algu√©m que procura um tema de tese fora da faculdade, √© muito importante ter o feedback de pessoas que j√° desenvolveram algum tipo de trabalho nesse mesmo laborat√≥rio ou institui√ß√£o para perceber o modo de funcionamento para que nos possamos nos adaptar. A nossa tese foi quase exclusivamente feita a partir de casa, mas o maior conselho que poder√≠amos dar seria tentar ao m√°ximo estar fisicamente com quem nos est√° a acompanhar. Dessa forma tornamo-nos mais produtivos e a resolu√ß√£o de problemas e esclarecimento de d√ļvidas torna-se mais simples e r√°pida. Al√©m disso, trabalhar a partir de casa durante um semestre pode ser desmotivador. E √© importante lembrar que a tese n√£o deixa de ser um projeto da faculdade como outro qualquer. Por √ļltimo, tentem ir adiantando a escrita da tese e n√£o deixem acumular para o fim.

Filipa Gamanho

INSTITUTO SUPERIOR T√ČCNICO

A minha tese, de t√≠tulo ‚ÄúDevelopment of a Clinical Decision Support System for rational prescribing of antibiotics and decrease of antimicrobial resistance rates‚ÄĚ consistiu no desenvolvimento de um sistema de apoio √† decis√£o m√©dica que suporte um modelo de prescri√ß√£o racional de antibi√≥ticos. Numa primeira fase, houve uma revis√£o da forma como a prescri√ß√£o terap√™utica √© atualmente feita em Portugal e l√° fora, dos fatores que influenciam a escolha do antibi√≥tico a prescrever, da sua dose, frequ√™ncia e via de administra√ß√£o e da forma como estes se devem adaptar √†s caracter√≠sticas de cada paciente. Este conhecimento resultou n√£o s√≥ de uma revis√£o bibliogr√°fica, mas tamb√©m de uma s√©rie de meetings com profissionais de sa√ļde dentro da √°rea. Ap√≥s conceptualizar as medidas de apoio √† prescri√ß√£o, a minha tese teve tamb√©m aliada uma grande componente de programa√ß√£o em SQL, onde implementei um sistema que sugere a cada m√©dico o melhor antibi√≥tico a prescrever a cada paciente.

O meu interesse neste tema resultou da sua multidisciplinaridade e relev√Ęncia atual no nosso setor ‚Äď a digitaliza√ß√£o da sa√ļde e subsequente aglomera√ß√£o de dados cl√≠nicos nos hospitais torna imprescind√≠vel a utiliza√ß√£o de sistemas que facilitem o uso destes dados pelos profissionais de sa√ļde e os guiem na sua tomada de decis√£o. Neste momento, e na √°rea da prescri√ß√£o de antibi√≥ticos, n√£o existe nenhum sistema em uso em Portugal.

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Como tiveste conhecimento da tua oportunidade de tese e como te candidataste a esta oportunidade?

A minha disserta√ß√£o de mestrado resultou de uma candidatura espont√Ęnea para a Glintt. Por saber que queria fazer a minha disserta√ß√£o em contexto empresarial, durante o meu √ļltimo ano de curso, procurei diversas empresas com projetos inovadores no setor da sa√ļde e a Glintt foi uma das que me despertou interesse. Ap√≥s uma sucess√£o de entrevistas, foi-me proposto este tema e eu aceitei.

 

A partir do momento em que soubeste que terias esta oportunidade de tese, o que foi necessário comunicar à tua faculdade? Neste sentido, quais as burocracias implicadas, quer no início, quer no decorrer, quer no fim da mesma?

No meu caso, mesmo antes de receber a proposta de disserta√ß√£o por parte da Glintt, comuniquei ao coordenador de curso o meu interesse em fazer a tese fora do T√©cnico. Ap√≥s ter a confirma√ß√£o final do meu tema de tese na Glintt, foi necess√°rio enviar um requerimento √† √°rea de coordena√ß√£o de bioengenharia com o tema proposto e alguns dados oficiais dos meus orientadores e da empresa em quest√£o. √Č importante referir que, em teses empresariais, √© necess√°rio ter-se um orientador externo (no meu caso, da Glintt) mas tamb√©m interno, do T√©cnico ‚Äď quando auto-propomos um tema de tese √† coordena√ß√£o, temos de levar j√° a confirma√ß√£o dos dois orientadores. Depois de a coordena√ß√£o aprovar o tema de tese, √© necess√°rio assinar-se um acordo de confidencialidade entre o T√©cnico, o aluno e a empresa e que deve ser entregue durante o decorrer da tese.

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese em contexto empresarial?

Eu diria que a maior vantagem √© realmente aproximares-te do mercado de trabalho e abrires a porta para um poss√≠vel primeiro emprego. Perceberes a din√Ęmica dentro da empresa, o tipo de projetos, o ambiente no escrit√≥rio, entre outros. Pelo contr√°rio, traz tamb√©m diferentes responsabilidades ‚Äď por vezes, os desafios s√£o tantos que √© f√°cil quereres explorar fora do fio condutor do tema principal da tese e √© necess√°rio relembrares-te (ou relembrarem-te) que uma tese em contexto empresarial n√£o deixa de ter as mesmas diretrizes e deadlines que qualquer outra tese de mestrado.¬†

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

Eu diria que o mais importante √© mesmo encontrares um tema que gostes ou te desperte interesse ‚Äď n√£o tenhas medo de questionar os professores sobre novos temas que estejam a desenvolver ou, caso queiras fazer a tese fora da faculdade como eu, de procurar empresas dentro da tua √°rea e questionar pessoas que l√° trabalhem sobre essa possibilidade. Existem imensas feiras de emprego e bootcamps atualmente que podem facilitar o contacto com as empresas que te interessem.

Em segundo lugar, procurar feedback de colegas relativamente aos orientadores que escolheres para a tese. Durante o decorrer da tese, v√£o surgir imensas d√ļvidas e contratempos, e o apoio e feedback construtivo dos orientadores vai ser fulcral para manter o foco e n√≠vel de exig√™ncia desejado.

Margarida Antunes

FCT - UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA

O tema da minha tese foi ‚ÄėTowards Amyotrophic Lateral Sclerosis Interpretable Diagnosis Using Surface Electromyography‚Äô. Basicamente, a tese passou pelo desenvolvimento de um algoritmo de Intelig√™ncia Artificial para prever o diagn√≥stico de pacientes com sintomas de Esclerose Lateral Amiotr√≥fica, utilizando dados eletrofisiol√≥gicos, neste caso sinais musculares. Para al√©m disso tent√°mos desenvolver um algoritmo que fosse um pouco mais ‚Äėexplic√°vel‚Äô do que normalmente acontece com algoritmos de IA, que muitas vezes s√£o modelos ‚Äėblack box‚Äô e que portanto n√£o nos dizem o porqu√™ dos seus resultados.Eu j√° sabia h√° algum tempo que queria fazer uma tese em IA ent√£o foi s√≥ uma quest√£o de ver a lista de projetos de tese dispon√≠veis e escolher aquele que me pareceu mais interessante.

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Como tiveste conhecimento da tua oportunidade de tese e como te candidataste a esta oportunidade?

Tive conhecimento quando saiu a listagem de projetos de tese na faculdade que incluía as teses a serem realizadas em colaboração com a Fraunhofer. Falei com o professor responsável de forma a candidatar-me.

 

A partir do momento em que soubeste que terias esta oportunidade de tese, o que foi necessário comunicar à tua faculdade? Neste sentido, quais as burocracias implicadas, quer no início, quer  no decorrer, quer no fim da mesma?

No início tive de assinar alguns documentos relativos ao protocolo entre a faculdade e a Fraunhofer (local onde fiz a tese), e também documentos de confidencialidade, etc. Durante a tese não existiram burocracias que me recorde. No fim, tive de entregar a tese no secretariado do departamento de física da FCT-NOVA e também preencher o pedido de provas.

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese em contexto empresarial?

Eu fiz a tese na Fraunhofer, que é um instituto de investigação e desenvolvimento, pelo que apesar de existirem projetos mais virados para o contexto empresarial, o foco está muito na investigação. Acaba por ser interessante passar por este processo de fazer uma tese onde há uma forte componente de investigação mas depois com um objetivo muito claro para os resultados que saem da tese, ou seja, para que o que saiu da tese consiga efetivamente ser aplicado no mundo real. Portanto diria que a grande vantagem de trabalhar com a Fraunhofer é que conseguimos que o foco seja na investigação à vontade, e há muita abertura para explorarmos a tese com as nossas ideias, mas depois também conseguimos ver as coisas a passar do papel para a prática. A nível de desvantagens não vejo nenhuma. Eu adorei trabalhar na Fraunhofer.

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

Eu tive a sorte de ter uma experi√™ncia de aprendizagem incr√≠vel, que me permitiu desenvolver muitas ferramentas na √°rea de Intelig√™ncia Artificial. Portanto, diria para extra√≠rem o m√°ximo do vosso tempo a fazer a tese. Tentem aprender sobre o tema, sejam curiosos e interessados, fa√ßam perguntas aos vossos colegas de trabalho. Podem encontrar uma √°rea que realmente adorem! E n√£o coloquem tanta √™nfase na tese ou press√£o sobre voc√™s pr√≥prios. √Č s√≥ um trabalho mais longo onde podem aprender muito!

Mariana Pimenta

UNIVERSIDADE CAT√ďLICA PORTUGUESA

O tema da minha tese foi ‚Äú Gest√£o dos Equipamentos usados na √°rea da sa√ļde com fun√ß√£o de medi√ß√£o - Plataformas de Gest√£o‚ÄĚ

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Que antecedência aconselhas para começar a tratar deste processo?

O meu percurso come√ßou quando realizei no 1¬ļ semestre do 2¬ļ ano do Mestrado em Engenharia Biom√©dica um est√°gio de car√°cter volunt√°rio e individual no Gabinete da Qualidade do Hospital Santo Ant√≥nio.¬†

 

Como tiveste conhecimento da tua oportunidade de tese e como te candidataste a esta oportunidade?

Depois desse est√°gio de cerca de 5 meses, a coordenadora do Gabinete (professora na ESB da disciplina de Instala√ß√Ķes Hospitalares) informou-me que teria um tema dispon√≠vel para tese. Na minha altura a coordenadora do mestrado reuniu uma lista de propostas de tema de teses/est√°gios e t√≠nhamos que escolher 3 op√ß√Ķes por ordem de prefer√™ncia e submeter uma carta de motiva√ß√£o para a primeira op√ß√£o e o nosso curr√≠culo. Quem n√£o quisesse nenhuma daquelas propostas tamb√©m podia procurar o que pretendia. Candidatei ent√£o √† proposta de est√°gio do Hospital Santo Ant√≥nio e entrei.

 

A partir do momento em que soubeste que terias esta oportunidade de tese, o que foi necessário comunicar à tua faculdade? Neste sentido, quais as burocracias implicadas, quer no início, quer no decorrer, quer no fim da mesma?

A n√≠vel burocr√°tico a faculdade trata de tudo, desde seguros a aprova√ß√Ķes que s√£o necess√°rias.

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese em contexto hospitalar?

Na minha visão a maior vantagem de se fazer uma tese ou estágio em contexto hospitalar é que tens muita visibilidade uma vez que vais ter que reunir com algumas empresas externas e permite-te desenvolver muito a capacidade de comunicação e resolução de conflitos. A maior desvantagem é que o teu trabalho pode ser realmente reconhecido pelos teus orientadores mas nunca na perspectiva de te contratarem.

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

O meu conselho para quem vai fazer tese/ estágio é para começarem desde cedo a experimentar áreas que tenham interesse para depois no momento de decisão terem a certeza de que vão dedicar o vosso tempo numa área que efetivamente gostam e que já estejam minimamente confortáveis a nível de conhecimento.

Jo√£o Fonseca

FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO

O tema da minha tese foi: AI models to predict the outcome of Traumatic Brain Injury. Este tema despertou-me interesse porque ligava duas coisas nas quais tinha tido experiências académicas anteriores, inteligência artificial e neurociência. Sempre tive muito interesse no desenvolvimento de algoritmos inteligentes e quando apareceu a oportunidade de utilizá-los numa área clínica que gostava tanto, não hesitei em escolher este tema.

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Como tiveste conhecimento da tua oportunidade de tese e como te candidataste a esta oportunidade?

Esta oportunidade surgiu porque tinha colegas a fazer estágio no INESC TEC com o meu orientador numa área também de AI. Então, pedi-lhes o contacto desse professor e expliquei-lhe que áreas me interessavam e ele sugeriu este tema que lhe tinha sido apresentado na altura por outra investigadora no INESC. Neste tipo de institutos, há sempre novas áreas de estudo e ideias de tese a aparecer, portanto contactar algum dos professores mais próximos da área na qual queres fazer a tese pode sempre dar resultado.

 

A partir do momento em que soubeste que terias esta oportunidade de tese, o que foi necessário comunicar à tua faculdade? Neste sentido, quais as burocracias implicadas, quer no início, quer no decorrer, quer no fim da mesma?

N√£o h√° grandes burocracias. Depois de definir o tema com os orientadores, eles trataram de enviar √† institui√ß√£o de ensino a proposta de tese e esta fica dispon√≠vel na lista de teses a escolher durante o primeiro semestre. Ao fazer isto, eles podem logo indicar que a tese est√° apontada para o aluno espec√≠fico que entrou em contacto com eles. No portal da institui√ß√£o, escolhi esta oportunidade e ficou definido. No decorrer, n√£o h√° grandes burocracias, dependendo depois das cadeiras de prepara√ß√£o de tese. Naturalmente, haviam reuni√Ķes semanais com os orientadores e para a cadeira de prepara√ß√£o da tese tive que ir mostrando o progresso e algumas apresenta√ß√Ķes. No final da tese, os orientadores apontam algumas pessoas para ser o revisor principal, ao qual temos que enviar a tese at√© ao prazo definido e que depois estar√° tamb√©m presente na defesa.

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese em contexto empresarial?

Neste tipo de contexto empresarial/institui√ß√£o de investiga√ß√£o, a grande vantagem √© criar conex√Ķes com alunos de doutoramento e professores da √°rea que escolheste, que te podem ajudar quer no decurso da tese, quer a procurar outras oportunidades pois tese, sejam elas bolsas de mestrado ou at√© oportunidades de doutoramento.

 

Tiveste direito a algum tipo de remuneração ou bolsa?

N√£o tive direito a remunera√ß√£o ou bolsa, mas neste tipo de institui√ß√Ķes √† sempre possibilidade de acontecer. Aconselho perguntarem ao orientador da tese sobre essa possibilidade, sem medo de causar qualquer constrangimento, porque geralmente o orientador ficar√° mais do que feliz se conseguir fornecer esse tipo de ajuda.

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

O primeiro conselho que dou é definir o tema relativamente cedo para conseguirem de imediato fazerem um levantamento de estado de arte e pesquisarem sobre o tema. Isto dá logo uma vantagem enorme porque se começarem a testar ideias de início, mesmo que algo falhe, terão muito tempo para resolver problemas ou percalços (que vão sempre acontecer em 6 meses de investigação). Também aconselho a levaram a tese como um trabalho full-time, definirem as horas do dia que vão trabalhar para aquilo. Para além de conseguirem logo uma tese muito melhor porque conseguem demonstrar sempre todo o trabalho que foi feito (mesmo que não dê grandes frutos, porque em investigação maus resultados são na mesma resultados), também conseguem ter uma ideia de como vai ser a vida de trabalho que se aproxima e entrarão no mercado de trabalho com muita mais experiência.

Jo√£o Nunes

UNIVERSIDADE DO MINHO

O tema da minha tese relacionou-se com a an√°lise de dados biomec√Ęnicos de "quase quedas" provocadas em laborat√≥rio. Estes dados, recolhidos atrav√©s de sistemas como a Delsys ou a Xsens permitiram compreender, em termos biomec√Ęnicos, o papel de cada uma das articula√ß√Ķes e m√ļsculos dos membros inferiores na restaura√ß√£o de uma posi√ß√£o de equil√≠brio ap√≥s uma perturba√ß√£o. Al√©m de fundamental na compreens√£o dos movimentos biomec√Ęnicos naturalmente empregues pelo ser humano, esta an√°lise ser√° a base para o desenvolvimento de um dispositivo rob√≥tico para preven√ß√£o de quedas. O meu interesse, surgiu, acima de tudo pela possibilidade de contribuir para a redu√ß√£o de um problema social e econ√≥mico a n√≠vel mundial: as quedas em pessoas idosas.

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Quais foram as burocracias implicadas, quer no início, quer no decorrer, quer no fim da tua tese?

Em termos burocr√°ticos a Universidade do Minho n√£o imp√Ķe quest√Ķes burocr√°ticas de maior. No meu caso, essas quest√Ķes relacionaram-se maioritariamente com o meu per√≠odo de Erasmus.

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese na tua própria faculdade?

No meu caso realizar a tese na minha Universidade foi bastante vantajoso uma vez que j√° havia trabalho desenvolvido relacionado com a preven√ß√£o de quedas facilitando dessa forma todo o trabalho que realizei. Por outro lado, por j√° conhecer a generalidade das pessoas com quem trabalhei a integra√ß√£o acabou por se tornar mais f√°cil. Na minha opini√£o este √ļltimo ponto √© uma vantagem mas tamb√©m uma desvantagem pelo que decidirealizar um est√°gio Erasmus em empresa de forma a sair da minha zona de conforto. Complementar a disserta√ß√£o com um per√≠odo em empresa √© algo que considero bastante vantajoso uma vez que permite adquirir hard e soft-skills diferentes daquelas que se adquirem em contexto acad√©mico.

 

O que aconselhas a quem irá fazer a tese no próximo ano?

Além do que referi anteriormente, o meu principal conselho é que encarem a dissertação como um período em que podem adquirir competências e experiências que podem ser fundamentais para a entrada no mercado de trabalho.

B√°rbara Costa

UNIVERSIDADE DE AVEIRO

A minha tese intitula-se de "Magnetic Nanoparticle for cancer treatment through magnetic hypertermia". O cancro sempre me fascinou pela sua capacidade de evolu√ß√£o e "intelig√™ncia". Numa aula de uma unidade curricular no meu 4¬ļ ano, deparei-me com as nanopart√≠culas magn√©ticas e a sua potencialidade nas diversas √°reas. Ao longo do tempo, procurei perceber mais sobre a sua dimens√£o e aplicabilidade,¬† at√© ao momento em que no meio da minha pesquisa constatei a enorme potencialidade que t√™m no tratamento do cancro. Ap√≥s uma pesquisa bibliogr√°fica, deparei-me com a hipertermia magn√©tica e a partir desse momento fiquei fascinada pela √°rea e pelo impacto que o desenvolvimento de nanopart√≠culas magn√©ticas eficientes pode ter no tratamento do cancro.

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Quais foram as burocracias implicadas, quer no início, quer no decorrrer, quer no fim da tua tese?
A n√≠vel de burocracrias, em primeiro lugar, e antes de os professores apresentarem a lista de temas de teses dispon√≠veis, tendo em conta que j√° sabia a √°rea em que queria trabalhar, fui logo falar com os professores e perceber a disponibilidade para realizar um tema de disserta√ß√£o nesta √°rea. Ap√≥s isto, e dada a abertura dos meus orientadores, n√£o tive nenhum problema de cariz mais “burocr√°tico” associado √† escolha do tema, nem durante o decorrer da tese. No entanto, o final da tese demarcou-se por ser um processo bem mais burocr√°tico. Para a entrega da disserta√ß√£o e apresenta√ß√£o da prova p√ļblica √© necess√°rio entregar alguns documentos assinados pelos oreintadores e algumas declara√ß√Ķes de compromisso. E, ap√≥s a defesa da disserta√ß√£o, dispomos de 15 dias para corrigir os erros identificados na tese e por assinar e prrencher mais documentos (declara√ß√£o de direitos de autor, declara√ß√£o de aceita√ß√£o das corre√ß√Ķes por parte do presidente do j√ļri, e, por fim, a tese corrigida). Ap√≥s este processo, existem quest√Ķes burocr√°ticas internas que levam √† promulga√ß√£o da nota obtida que, consequentemente, resultam na emiss√£o do certificado de conclus√£o do curso.

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese na tua própria faculdade?

Esta pergunta √© talvez das mais subjetivas de responder, j√° que considero ser muito importante ter uma boa rede de suporte durante o per√≠odo acad√©mico e, principalmente, durante a escrita e desenvolvimento da tese. Portanto, tendo em conta esta premissa, eu diria que as maiores vantagens de fazer uma tese na pr√≥pria faculdade s√£o: o facto de estarmos “em casa”, com os nossos amigos e a nossa rede de apoio; conhecermos as unidades de investiga√ß√£o e os professores que se encontram nelas; conhecer os investigadores dos grupos; maior facilidade em pedir ajuda. No entanto, tamb√©m tem as suas desvantagens, nomeadamente, no que diz respeito √† falta de conhecimento de outras realidades das unidades de investiga√ß√£o existentes, e, acima de tudo, o facto de nos mantermos em “casa” pode ser por si s√≥ uma desvantagem, devido ao facto de nos podermos acomodar.

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

Em primeiro lugar, escolham um tema que realmente gostam, j√° que √© extremamente importante sentirem-se √† vontade com o tema que v√£o trabalhar durante quase um ano (!!!), n√£o se esque√ßam disso. Caso contr√°rio, esta poder√° ser uma grande resist√™ncia a n√≠vel de motiva√ß√£o ao longo do ano desafiante que vos espera.¬†Em segundo, e n√£o menos importante, escolham orientadores que confiem e que gostem realmente de trabalhar. Os orientadores s√£o a base principal do vosso trabalho. Se tiverem um √≥timo tema numa √°rea que voc√™s adorem e n√£o tiverem o acompanhamento adequado, a vossa experi√™ncia n√£o vai ser nada boa!!!¬†Por fim, n√£o se sobrecarreguem demasiado. A tese √© importante, √© o vosso cap√≠tulo final. No entanto, a tese √© s√≥ mais um trabalho que t√™m de escrever. √Č s√≥ mais um projeto de investiga√ß√£o que desenvolveram. Deem sempre o vosso m√°ximo, dentro dos vossos limites! √Č importante dar tudo, mas √© igualmente importante reconhecer os nossos limites e abrandar! Se at√© agora j√° tantos conseguiram apresentar a tese com sucesso, voc√™s n√£o ser√£o exce√ß√£o! Por isso, for√ßa nisso!!!

Duarte Saraiva

FCUL - FACULDADE DE CIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA

O tema da minha tese consistiu em aplicar m√©todos de Deep Learning a dados de resson√Ęncia magn√©tica funcional, com o intuito de explorar as anomalias de conectividade funcional associadas a doen√ßas neuropsiqui√°tricas. O meu interesse pela neuroci√™ncia √© algo que me acompanha desde antes de entrar na faculdade. Sempre tive curiosidade em perceber de que forma o c√©rebro funciona, e de que forma est√° alterado em pessoas que sofrem de alguma doen√ßa neuropsiqui√°trica. Tendo no√ß√£o que, na pr√°tica cl√≠nica, pouca √© a tecnologia utilizada para diagnosticar e acompanhar o agravamento destas doen√ßas, senti que, como futuro engenheiro biom√©dico, poderia procurar aplicar tecnologia para saber mais sobre estas doen√ßas.

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Quais foram as burocracias implicadas, quer no início, quer no decorrer, quer no fim tua tese?

Pelo facto de fazer a tese na minha própria faculdade, em particular no Instituto de Biofísica e Engenharia Biomédica (IBEB), não tive muita burocracia associada à minha tese. Na prática, marquei uma reunião com o professor Hugo Ferreira, que tinha sido meu professor durante o curso, e falei-lhe daquilo que eram os meus interesses. Ele falou-me de uma série de possíveis projetos, ajustámos alguns interesses, e ficou definido entre nós. Depois, tive que definir o título da tese, um pequeno plano de trabalhos, e enviar essa documentação para os serviços da faculdade para que a minha tese ficasse registada. No decorrer da tese não tive qualquer burocracia associada. No fim, tive bastante documentação para preencher, o que leva muitas vezes a atrasos quer na entrega final da dissertação, quer na defesa da mesma. Apesar da informação estar no website, há sempre algum pormenor que falha, pelo que é preciso ter atenção se a documentação enviada está mesmo como os serviços da faculdade pretendem. 

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese na tua própria faculdade?

Na minha opini√£o, a principal vantagem estar√° na maior flexibilidade de escolher o tema, e na maior flexibilidade no trabalho em si. Al√©m disso, uma vez que j√° conhecemos o local, h√° algum conforto que pode ser √ļtil nesta fase de maior instabilidade. No meu caso em particular, tinha tamb√©m como interesse realizar um doutoramento na Faculdade de Ci√™ncias da Universidade de Lisboa, e por esse motivo, fez-me todo o sentido aproveitar a oportunidade para perceber se de facto era algo que queria fazer ali. E a minha conclus√£o foi que sim, uma vez que segui para doutoramento no mesmo s√≠tio. Ainda assim, reconhe√ßo que tamb√©m tem as suas desvantagens. Penso que aproveitar a realiza√ß√£o da tese de mestrado para procurar trabalhar noutra empresa ou instituto, em Portugal ou no estrangeiro, parece-me extremamente √ļtil para viver uma excelente experi√™ncia e aprender outros m√©todos de trabalho. E isso √© algo que se perde ao realizar a tese na pr√≥pria faculdade. No fim, diria que tudo depende do que cada um pretende, e qualquer op√ß√£o ser√° boa.

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

O meu principal conselho seria para n√£o pensarem demasiado, nem que se deixem levar pelos momentos de ansiedade e stress. Naturalmente que escrever √© complicado, e na pr√°tica ter√£o momentos dif√≠ceis. O truque est√° em n√£o se deixarem afundar nos mesmos. E pelo menos, para mim, o melhor foi relativizar esses momentos. Realizar a tese √© de facto um momento importante, mas √© tamb√©m apenas mais uma experi√™ncia. Aproveitem essa experi√™ncia como o final feliz do curso que tanto se esfor√ßaram para tirar. Procurem um tema que gostem, ou um que vos deixe curiosos, e vejam as v√°rias op√ß√Ķes. Depois disso, pensem onde gostariam de passar essa experi√™ncia. Mas, acima de tudo, n√£o se deixem perder nas imensas possibilidades. A decis√£o que tomarem ser√° sempre a melhor. Depois, no dia a dia, diria que o grande desafio estar√° em fazer o projeto passo a passo. Com calma, e sem pensar em demasia no produto final. Pensem nos obst√°culos como apenas mais um passo nesse trajeto. E haver√° momentos em que o melhor passo a dar ser√° parar um pouco, ver uma s√©rie, ler um livro, fazer exerc√≠cio ou conversar com amigos. Esse passo tamb√©m √© relevante, para que fa√ßam a vossa tese com sa√ļde e felizes. Quando derem por voc√™s, j√° terminaram a tese, e ser√° tamb√©m um momento bom para recordar nesta vossa jornada universit√°ria.

Diogo Luís

UTAD - UNIVERSIDADE DE TR√ĀS-OS-MONTES E ALTO DOURO

O tema da minha disserta√ß√£o de mestrado foi "Breathing and Sound Monitoring" que consistiu no desenvolvimento de um sistema de monitoriza√ß√£o de ansiedade com especial √™nfase no sistema respirat√≥rio e correla√ß√Ķes entre par√Ęmetros deste sistema e a ansiedade. Escolhi este tema porque queria aprender e desenvolver as minhas compet√™ncias neste campo e porque √© uma √°rea que eu gosto.

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Quais foram as burocracias implicadas, que no início, quer no decorrer, quer no fim da tua tese?

Penso que as quest√Ķes de burocracias dependem um pouco de universidade para universidade e dos recursos que necessitamos para o desenvolvimento dos projetos das teses/disserta√ß√Ķes. No meu caso, n√£o tive problema algum com burocracias, pois foi s√≥ preencher papelada relativa ao desenvolvimento da disserta√ß√£o de mestrado de acordo com o que me foi pedido na minha universidade. Mas dando um exemplo mais pr√°tico, caso seja preciso usar dados de pacientes de um hospital, por exemplo, para o desenvolvimento de um determinado projeto, a quantidade de papelada e burocracia associadas v√£o ser um dos maiores obst√°culos para este projeto.

 

Quais as maiores vantagens e desvantagens de fazer uma tese na própria faculdade?

Eu desenvolvi a dissertação na minha universidade, portanto não sei bem quais as vantagens e desvantagens de a desenvolver fora. No entanto, posso dizer que foi relativamente fácil trabalhar com os professores e as burocracias também não foram um problema

 

O que aconselhas a quem ir√° fazer a tese?

Penso que o essencial é o aluno escolher um tema que esteja interessado e com a orientação de professores que o aluno tenha gostado. Também não ter medo de sair da zona de conforto e ter a mentalidade de querer aprender e melhorar as suas competências.