1. O que é a Engenharia Biomédica? 
  2. A Engenharia Biomédica está mais próxima da Engenharia ou da Medicina?
  3. Que instituições lecionam Engenharia Biomédica em Portugal, e em que ciclos de estudos? 
  4. O curso de Engenharia Biomédica difere muito de faculdade para faculdade? Se sim, como poderei saber qual o mais apropriado para mim?
  5. Quais as mudanças que ocorreram com a desintegração dos mestrados integrados?
  6. Quais as características que um Engenheiro Biomédico deve ter? Como posso averiguar se tenho o perfil indicado para concorrer a este curso?
  7. Quais as principais saídas profissionais? Quais as funções que um engenheiro biomédico exerce no mercado de trabalho?
  8. O que é um estágio? Qual a diferença entre o estágio profissional e o curricular? Quais são as vantagens e como posso ter essa oportunidade?
  9. Qual é o panorama nacional em termos de empregabilidade e nível de vida (e.g. remuneração) em Engenharia e Tecnologia? E em particular em Engenharia Biomédica?
  10. Estudar no estrangeiro irá valorizar o meu currículo? Quais as melhores Universidades estrangeiras? E qual o panorama, em termos de empregabilidade, em Engenharia Biomédica fora de Portugal?
  11. Como ingressar no ensino superior caso não seja cidadão português?
  12. Quais as funções que um engenheiro biomédico exerce no mercado de trabalho?
  13. Se eu fizer o curso em Engenharia Biomédica não me posso dedicar, no futuro, a outras áreas de engenharia?
  14. O que é uma bolsa de investigação? Posso ganhar uma enquanto estudante de licenciatura ou de mestrado?

O que é a Engenharia Biomédica? 

A Engenharia Biomédica é uma área de interface entre a Engenharia e a Saúde, usando ferramentas e conhecimentos da primeira para a resolução dos mais variados problemas na área da saúde. Como é um curso fortemente interdisciplinar, são abordadas várias áreas do saber desde Anatomia, Bioquímica e Biologia Molecular, a Física, Ciências dos Materiais e Eletrónica.

Um Engenheiro Biomédico pode optar por perfis profissionais distintos. Assim, este pode desenvolver equipamentos médicos e realizar processamento de imagem ou optar pela área da Biomecânica e Ortopedia. Da mesma forma, um Engenheiro Biomédico pode trabalhar, igualmente, na área dos Biomateriais e Medicina Regenerativa ou preferir a Gestão de Informação e Equipamentos Hospitalares.

Hoje em dia, a Engenharia Biomédica tem ganho um lugar de maior destaque, crescendo a nível nacional e fixando-se como uma profissão importante e com um contributo essencial para o aumento da qualidade de vida dos cidadãos. 

Fica a conhecer melhor aqui.


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A Engenharia Biomédica está mais próxima da Engenharia ou da Medicina?

A Engenharia Biomédica está na interface entre a Medicina e a Engenharia. Embora dependa de cada instituição de ensino, a Engenharia Biomédica apresenta-se, ainda assim, mais próxima da Engenharia do que da Medicina. Qualquer engenharia tem uma componente de física/matemática/eletrónica/programação que a medicina frequentemente carece. Assim,  a Engenharia Biomédica  apresenta-se como um curso de engenharia, que é complementado com nuances de Biologia e Medicina, para que os futuros engenheiros estejam aptos a fazer a ponte entre ambos os domínios. Uma vez que a Engenharia Biomédica abrange, como já referido, muitas áreas distintas, poderá ter alguns focos de estudo que se encontram mais próximos da Medicina do que outros.


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Que instituições lecionam Engenharia Biomédica em Portugal, e em que ciclos de estudos? 

O ensino em Engenharia Biomédica ocorre em Portugal em diversas instituições de ensino superior de renome. São estas:

Ao nível do Ensino Universitário Público:

  • Vila Real: 
    • ECT UTAD – Licenciatura em Engenharia Biomédica (3 anos)
    • ECT UTAD – Mestrado em Engenharia Biomédica (2 anos)
  • Porto:
    • FEUP  – Licenciatura em Bioengenharia (3 anos) – 2 anos de tronco comum e o restante num dos 3 ramos possíveis, sendo que um destes é o de Engenharia Biomédica
    • FEUP – Mestrado em Bioengenharia (2 anos) – um dos 3 ramos ramos é o de Engenharia Biomédica
    • FEUP – Mestrado em Engenharia Biomédica (2 anos)
  • Braga:
    • Universidade do Minho – Licenciatura em Engenharia Biomédica (3 anos)
    • Universidade do Minho – Mestrado em Engenharia Biomédica (2 anos)
  • Aveiro:
    • Universidade de Aveiro – Licenciatura em Engenharia Biomédica (3 anos)
    • Universidade de Aveiro – Mestrado em Engenharia Biomédica (2 anos)
  • Covilhã:
    • Universidade da Beira Interior – Licenciatura em Engenharia Biomédica (3 anos)
    • Universidade da Beira Interior – Mestrado em Bioengenharia (2 anos)
      • Coimbra:
        • FCT UC – Licenciatura em Engenharia Biomédica (3 anos)
        • FCT UC – Mestrado em Engenharia Biomédica (2 anos)
      • Lisboa: 
        • FCT NOVA – Licenciatura em Engenharia Biomédica (3 anos)
        • FCT NOVA – Mestrado em Engenharia Biomédica (2 anos)
        • FCUL – Licenciatura em Engenharia Biomédica e Biofísica (3 anos)
        • FCUL – Mestrado em Engenharia Biomédica e Biofísica (2 anos)
        • IST – Licenciatura em Engenharia Biomédica (3 anos)
        • IST – Mestrado em Engenharia Biomédica (2 anos)

      Ao nível do Ensino Universitário Privado:

      • Porto:
        • Universidade Católica Portuguesa – Escola Superior de Biotecnologia: Licenciatura em Bioengenharia (3 anos) + Mestrado em Engenharia Biomédica (2 anos)
          • Lisboa: 
            • Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias: Licenciatura em Engenharia Biomédica (3 anos)

          Ao nível do Ensino Politécnico Público:

          • Bragança:
            • IPB – Licenciatura em Engenharia Biomédica (3 anos)
            • ESTIG – Licenciatura em Tecnologia Biomédica (3 anos) + Mestrado em Tecnologia Biomédica (2 anos)
          • Porto: 
            • ISEP – Licenciatura em Engenharia Biomédica (3 anos)
          • Coimbra:
            • ISEC – Licenciatura em Engenharia Biomédica – Bioeletrónica (3 anos)
          • Lisboa:
            • ISEL – Licenciatura em Engenharia Biomédica (3 anos) + Mestrado em Engenharia Biomédica (2 anos)
          • Setúbal:
            • IPS – ESS – Mestrado em Engenharia Biomédica – Desporto e Reabilitação (2 anos)

          Poderás sempre consultar a lista atualizada de cursos e o modelo em que são lecionados em:  Pesquisa de Cursos e Instituições | DGES

           


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          O curso de Engenharia Biomédica difere muito de faculdade para faculdade? Se sim, como poderei saber qual o mais apropriado para mim?

          Os cursos de Engenharia Biomédica podem diferir de faculdade para faculdade e normalmente relacionam-se com as áreas em que essa faculdade (ou os seus docentes) é especialista dentro do curso. No âmbito geral, a formação dada é parecida, no entanto, dependendo da faculdade, o curso de Engenharia Biomédica, em licenciatura, poderá ser mais orientado para a eletrónica ou para a programação, para as físicas ou para as químicas. Há vários exemplos que podem ser mencionados:

          A FCT NOVA tem uma licenciatura muito orientada para a física e matemática. O ISEC, por sua vez, tem uma licenciatura muito mais baseada na eletrónica. 

          Isto acontece porque a Engenharia Biomédica é, por si só, muito abrangente, pelo que a formação pode ser abordada de forma desigual, dando mais ênfase a algumas áreas em detrimento de outras, dependendo do local. Desta forma, o que te sugerimos é que consultes, dentro das faculdades a que te pretendes candidatar, o plano curricular do curso, averiguando o foco e a maioria das disciplinas presentes no mesmo. Assim, através de comparações, chegarás ao percurso académico que consideras mais adequado para ti.


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          Quais as mudanças que ocorreram com a desintegração dos mestrados integrados?

          A desintegração dos mestrados integrados sucedeu no ano letivo 2021/2022, ou seja, já neste ano letivo todos os cursos de 5 anos foram extinguidos. 

          Desta forma, as mudanças principais são:

          •  Possibilidade de realizar a licenciatura numa instituição de ensino e o mestrado noutra instituição diferente;
          • Oportunidades de mestrado mais variadas;
          • Necessidade de completar todas as unidades curriculares da licenciatura antes do ingresso para o mestrado;
          • Com a reformulação do plano curricular, no 3º ano da licenciatura, em algumas faculdades há a oportunidade de realizar um projeto ou estágio.


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          Quais as características que um Engenheiro Biomédico deve ter? Como posso averiguar se tenho o perfil indicado para concorrer a este curso?

          Uma vez que a Engenharia Biomédica consiste numa vasta área do saber, aliando a Biologia e Medicina à Engenharia, um Engenheiro Biomédico deve ser curioso, interessado por diversas áreas e versátil. Deve apresentar facilidade com números e conceitos físicos, mas também uma sensibilidade para o estudo do corpo humano. Para além disso, deve ser persistente e criativo, dado que tem em si o poder de criar os mais diversos dispositivos e aparelhos, ou desenvolver várias investigações, interferindo na vida do cidadão comum de forma positiva. 

          Um Engenheiro Biomédico é a ponte entre a Medicina e a Engenharia, apresentando, desta forma,  uma forte motivação para a área da saúde e  da tecnologia.


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          Quais as principais saídas profissionais? Quais as funções que um engenheiro biomédico exerce no mercado de trabalho?

          Como já foi referido, a Engenharia Biomédica é um curso de extrema polivalência, o que faz com que proporcione um vasto leque de saídas profissionais. De entre estas, destacamos algumas, como: 

          • Instrumentação Médica
          • Engenharia Clínica (em unidades de saúde)
          • Investigação (em laboratórios ou centros de investigação)
          • Posições em empresas variadas (nas áreas de Biomateriais, Consultoria, Farmacêutica,…) 

          Na página de cada instituição de ensino superior, poderás encontrar mais saídas profissionais disponíveis. 

          A relativamente recente introdução da área de Engenharia Biomédica no mercado de trabalho induz, em muitos casos, confusão acerca das funções e possíveis saídas profissionais que se coadunam com o perfil de um engenheiro biomédico. Neste sentido, apresentamos um conjunto variado de empresas, nas mais diversas áreas de atuação, onde o engenheiro biomédico desempenha um papel determinante.

          Área de atuação: Consultoria

           Nova Base Empresa líder em Tecnologias de Informação, conjugando a engenharia e gestão com as ciências humanas e design, criando soluções centradas nas pessoas.

          Área de atuação: Informática Médica

          Quidgest Empresa de software, serviços profissionais e sistemas de informação, que têm como objetivo providenciar soluções através dos seus recursos. Para os nossos estudantes a empresa terá em consideração a área de Informática Médica.

          ST+I– Empresa que se dedica exclusivamente ao desenvolvimento e comercialização de Software, criando soluções integradas de Gestão Logística e Circuito do Medicamento.

          Área de atuação: Robótica e Instrumentação Clínica

          BeyonDevices– Spin-off de transferência de tecnologia, investigação e desenvolvimento da Neutroplast, S.A, que desenvolve soluções maioritariamente nas indústrias de Embalagens Primárias Farmacêuticas e Tecnologia e Dispositivos Médicos.

          Área de atuação: Reabilitação médica

          Padrão Ortopédico– Empresa de fabrico e comercialização de próteses, ortóteses e ajudas técnicas, que sempre quis estabelecer novas metas na qualidade do fornecimento de próteses e ortóteses, através de impressão 3D.

          Adicionalmente, deixamos mais algumas empresas e start-ups de relevo no campo da engenharia biomédica: Sensing Future, Outsystems, Glintt, Medtronic, RI-TE e EmotAI.


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          O que é um estágio? Qual a diferença entre o estágio profissional e o curricular? Quais são as vantagens e como posso ter essa oportunidade?

          Ao longo do percurso académico surgem diversas oportunidades de estágio. Quando falamos de estágio em Engenharia Biomédica, podemos classificá-lo em duas categorias: 

          • Profissional: estágio financiado por fundos comunitários, geridos por instituições públicas e com regulamentação específica (i.e. estágio profissional iefp);
          • Curricular: estágio organizado pela instituição de ensino, em parceria com a instituição de formação, consta no currículo (e.g. é avaliado) e, normalmente, não é remunerado.

          Estagiar é uma ótima oportunidade para aprender ou aplicar o conhecimento, adquirido durante a formação. Se pretendes estagiar em regime curricular ao longo do curso, procura quais as faculdades que integram esta possibilidade nos seus planos de estudos. Alertamos para o facto de que, recorrentemente, esta opção é facultativa, apresentando-se como uma unidade curricular opcional nos planos de estudos.

          Os estágios profissionais visam promover a inserção de jovens no mercado de trabalho ou a reconversão profissional de desempregados.

          Em particular, o estágio profissional IEFP é dirigido para jovens entre os 18 e os 30 anos, inclusive, com nível igual ou superior ao ensino secundário regular. Neste modelo de estágio, as instituições de formação são privadas,  podendo ser singulares ou coletivas, com ou sem fins lucrativos. Uma vantagem do estágio IEFP é a remuneração, que provém de uma bolsa de estágio, cujos níveis de formação de um licenciado e mestre em Engenharia Biomédica são o 6 e 7, respectivamente, e definem o montante recebido mensalmente, acrescentando o subsídio de alimentação e seguro de acidentes de trabalho.

          Mais informações sobre o estágio IEFP aqui.

          Faz a tua candidatura para o estágio IEFP aqui.


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          Qual é o panorama nacional em termos de empregabilidade e nível de vida (e.g. remuneração) em Engenharia e Tecnologia? E em particular em Engenharia Biomédica?

          Os ramos de atividade que empregam pessoas com formação em Engenharia e Tecnologia são: fabricação de equipamentos; indústria; consultadoria, atividades relacionadas com programação informática e atividades dos serviços informáticos; atividades jurídicas, de contabilidade, gestão, engenharia e atividades de ensaios e análises técnicas; investigação científica e desenvolvimento; outras atividades de consultoria, científicas e técnicas; e educação. De acordo com os dados estatísticos da PorData (2017), o ramo da investigação científica e desenvolvimento é o que apresenta uma empregabilidade mais reduzida em Portugal.

          De acordo com os dados estatísticos de 2018, o nível de empregabilidade dos formados em Engenharia Biomédica é elevado. O número de diplomados que, anualmente, ingressam no mercado é significativo, sendo o desemprego reduzido (Figura 1).

          Figura 1 Percentagem de desemprego de recém-diplomados em Engenharia Biomédica por instituição em 2018 (dados provenientes de Dados e Estatísticas de Cursos Superiores da República Portuguesa)

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          Estudar no estrangeiro irá valorizar o meu currículo? Quais as melhores Universidades estrangeiras? E qual o panorama, em termos de empregabilidade, em Engenharia Biomédica fora de Portugal?

          Portugal é um país com uma educação de elevada qualidade e com Universidades prestigiadas, no entanto, estudar fora do país de origem oferece-nos uma perspetiva completamente diferente do mundo do ensino e do trabalho, sendo esta uma das mais valias de tirar um curso no estrangeiro. Existem imensas Universidades, espalhadas pelo mundo inteiro, com o curso de Engenharia Biomédica seguindo-se uma lista de 15 Universidades recomendadas a nível mundial:

          1. The Harvard School of Engineering and Applied Sciences – EUA
          2. Rochester Institute of Technology – EUA
          3. The University of Sheffield – Reino Unido
          4. ETH Zürich – Suíça
          5. The Swiss Federal Institute of Technology in Lausanne – Suíça
          6. The Georgia Institute of Technology – EUA
          7. The University of Cambridge – Reino Unido
          8. University of Twente – Holanda
          9. The Duke University – EUA
          10. TU Dresden – Alemanha
          11. Free University Berlin – Alemanha
          12. Karolinska Institutet – Suécia
          13. University of Oxford – Reino Unido
          14. Polytechnic Institute of Milan – Itália
          15. The John Hopkins School of Medicine – EUA

          Para mais informações poderás consultar o Ranking Mundial onde encontrarás uma vasta lista de opções. 

          Relativamente ao panorama em termos de empregabilidade, estudos comprovam que a Engenharia Biomédica está  em crescimento em vários países europeus no entanto, os EUA eo Japão são dois dos países com maior número de Engenheiros Biomédicos empregados. 

          Para além disso, poderás ainda participar num programa de mobilidade para estudos ou estágios, tais como ERASMUS+, Santander Totta, entre outros.


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          Como ingressar no ensino superior caso não seja cidadão português?

          O procedimento de candidatura ao ensino superior português difere perante o estatuto de cada estudante, enquadrando-o quer no concurso especial para alunos internacionais, direcionado maioritariamente a alunos que não residem em Estados membros da União Europeia, quer no concurso de ingresso ao ensino superior para estudantes nacionais ou da União Europeia. Na eventualidade de te identificares na primeira opção descrita, é crucial consultares a página da Direção Geral do Ensino Superior para verificares se a tua situação se coaduna com o estatuto de estudante internacional. De seguida, e para iniciar o teu percurso académico em Portugal através do concurso especial para alunos internacionais, deves dirigir-te à Instituição de Ensino Superior (IES) que pretendes frequentar, nos cursos para os quais a instituição entenda proceder à abertura do mesmo concurso. No que confere à documentação necessária à candidatura, cada instituição de ensino terá um regulamento próprio onde poderás encontrar os procedimentos e documentos requeridos, sendo que o mesmo é divulgado no site da IES com antecedência não inferior a três meses em relação à data de início da candidatura. Na maioria dos casos, o ingresso ao ensino superior prevê a titularidade das provas de ingresso que permitem avaliar a capacidade para a frequência do curso pretendido. Para os estudantes titulares de um curso de ensino secundário português, as provas de ingresso concretizam-se através da realização de exames finais nacionais do ensino secundário. Assim sendo, é prática comum as IES solicitarem exames finais de disciplinas do ensino secundário não português (provas homólogas) que substituam as provas de ingresso portuguesas. Para que o procedimento descrito seja válido, é necessário que as provas satisfaçam cumulativamente as condições descritas na seguinte página, onde poderás encontrar igualmente informação referente às provas homólogas admissíveis, a realização do pedido de substituição de provas, a sua validade, entre outros. Aconselhamos-te que tenhas em atenção o custo das propinas em cada IES, pois, estas variam entre instituições sendo que em vários casos, são mais caras do que as cobradas aos estudantes nacionais. Contudo, as IES poderão ter bolsas de estudo ou de mérito direcionadas especificamente para os estudantes internacionais, deste modo também te aconselhamos que verifiques se poderás ser elegível às mesmas caso existam.

          Quanto aos alunos que não apresentam o estatuto de estudante internacional, estes concorrem com as mesmas regras que os alunos nacionais portugueses, havendo normalmente a necessidade de apresentar as provas homólogas supracitadas.


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          Quais as funções que um engenheiro biomédico exerce no mercado de trabalho?

          A relativamente recente introdução da área de Engenharia Biomédica no mercado de trabalho induz, em muitos casos, confusão acerca das funções e possíveis saídas profissionais que se coadunam com o perfil de um engenheiro biomédico. Neste sentido, apresentamos um conjunto variado de empresas, nas mais diversas áreas de atuação, onde o engenheiro biomédico desempenha um papel determinante.

          Área de atuação: Consultoria

           Nova Base Empresa líder em Tecnologias de Informação, conjugando a engenharia e gestão com as ciências humanas e design, criando soluções centradas nas pessoas.

          Área de atuação: Informática Médica

          Quidgest Empresa de software, serviços profissionais e sistemas de informação, que têm como objetivo providenciar soluções através dos seus recursos. Para os nossos estudantes a empresa terá em consideração a área de Informática Médica.

          ST+I– Empresa que se dedica exclusivamente ao desenvolvimento e comercialização de Software, criando soluções integradas de Gestão Logística e Circuito do Medicamento.

          Área de atuação: Robótica e Instrumentação Clínica

          BeyonDevicesSpin-off de transferência de tecnologia, investigação e desenvolvimento da Neutroplast, S.A, que desenvolve soluções maioritariamente nas indústrias de Embalagens Primárias Farmacêuticas e Tecnologia e Dispositivos Médicos.

          Área de atuação: Reabilitação médica

          Padrão OrtopédicoEmpresa de fabrico e comercialização de próteses, ortóteses e ajudas técnicas, que sempre quis estabelecer novas metas na qualidade do fornecimento de próteses e ortóteses, através de impressão 3D.

          Adicionalmente, deixamos mais algumas empresas e start-ups de relevo no campo da engenharia biomédica: Sensing Future, Outsystems, Glintt, Medtronic, RI-TE e EmotAI.


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          Se eu fizer o curso em Engenharia Biomédica não me posso dedicar, no futuro, a outras áreas de engenharia?

          O curso de Engenharia Biomédica permite ter conhecimentos-base que toca em várias áreas da engenharia, o que permite abrir várias portas. São vários os exemplos de engenheiros biomédicos que acabam por se dedicar mais às funções típicas de um engenheiro eletrotécnico ou de um engenheiro químico, por exemplo. Deste modo, é possível enveredares por funções e projetos que não estejam ligados à biomedicina ou biotecnologia, contudo, tal poderá exigir um aprofundamento de conhecimentos de forma autodidata que não seria exigido caso ingressasses num curso especificamente direcionado para essa área.

          Também podes optar por realizar a licenciatura em EB e especializares-te, mais tarde, num mestrado de outra engenharia, apenas ficando condicionada/o aos requisitos necessários (onde se incluem informações sobre os cursos aceites) para entrar no mestrado, para tal, basta explorares os websites das IES.


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          O que é uma bolsa de investigação? Posso ganhar uma enquanto estudante de licenciatura ou de mestrado?

          Segundo o Regulamento de Bolsas de Investigação da FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia), “as bolsas de iniciação à investigação, destinam-se à realização de atividades iniciais de investigação por estudantes inscritos num curso técnico superior profissional, numa licenciatura, num mestrado integrado ou num mestrado, visando o início da sua formação científica através da integração em projetos de investigação a desenvolver em instituições nacionais, e têm, no mínimo, uma duração de um mês.

           As bolsas de investigação, destinam-se à realização de atividades de investigação por estudantes inscritos num mestrado integrado, num mestrado ou doutoramento, visando a consolidação da sua formação científica através do desenvolvimento de trabalhos de investigação conducentes à obtenção do respetivo grau académico integrados ou não, em projetos de investigação.”

          As bolsas são uma oportunidade, tal como os estágios, de aprender e aplicar conhecimento num projeto de investigação. Tens também direito a remuneração de acordo com a Tabela de Subsídios Relativos a Bolsas, estipulada pela FCT.

          Podes encontrar estas bolsas em qualquer organização ou instituição que trabalhe em prol da produção e difusão de conhecimento, tais como instituições públicas, hospitais, laboratórios associados, etc, basta estares atenta/o aos websites dos sítios aos quais pretendes concorrer ou ao site da https://www.euraxess.pt/, onde a informação de todas as bolsas abertas e financiadas pela FCT é centralizada.


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          Estás a acabar o secundário e não sabes muito sobre esta área, apesar do teu interesse? Fala connosco! Envia um e-mail para ensino@aneeb.pt! Podes perguntar tanto questões sobre a Engenharia Biomédica em geral, como questões sobre a sua implementação em instituições de ensino específicas.