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Hospitais de Coimbra realizam com sucesso cirurgia pioneira à coluna vertebral

Crónicas de Inverno

Os hospitais de Coimbra atingiram um novo marco ao realizar com sucesso a primeira cirurgia √† coluna por meio da endoscopia biportal. Conduzida pelo Centro Hospitalar e Universit√°rio de Coimbra (CHUC), os cirurgi√Ķes Jo√£o Moreno e Carla Olim Castro, com o apoio do ortopedista Eduardo Moreira Pinto, lideraram a pioneira cirurgia endosc√≥pica biportal, tratando eficazmente um caso de h√©rnia discal lombar com incis√Ķes de menos de um cent√≠metro.

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Os hospitais de Coimbra atingiram um novo marco ao realizar com sucesso a primeira cirurgia √† coluna por meio da endoscopia biportal. Conduzida pelo Centro Hospitalar e Universit√°rio de Coimbra (CHUC), os cirurgi√Ķes Jo√£o Moreno e Carla Olim Castro, com o apoio do ortopedista Eduardo Moreira Pinto, lideraram a pioneira cirurgia endosc√≥pica biportal, tratando eficazmente um caso de h√©rnia discal lombar com incis√Ķes de menos de um cent√≠metro.

Agora, o CHUC oferece uma op√ß√£o adicional na cirurgia da coluna vertebral, beneficiando pacientes com condi√ß√Ķes como h√©rnia discal e canal estreito. Al√©m de representar um avan√ßo terap√™utico, a endoscopia permite que os pacientes tenham alta em menos de 24 horas.

Esta inova√ß√£o destaca os avan√ßos na abordagem terap√™utica e a efic√°cia de novas t√©cnicas, proporcionando uma recupera√ß√£o mais r√°pida e com padr√Ķes elevados de seguran√ßa.

Descobre mais em: https://sicnoticias.pt/pais/2023-11-20-Hospitais-de-Coimbra-realizam–com-sucesso–cirurgia-pioneira-a-coluna-vertebral-654a4cbd

#EngenhariaBiomedica #CHUC  #Cirurgia 

Startup desenvolve analgésico para dor crónica a partir do mar algarvio

Crónicas de Inverno

A startup ‚ÄúSea4Us‚ÄĚ √© uma empresa portuguesa da √°rea da biotecnologia avan√ßada, sediada em Sagres que, ao fim de 10 anos de investiga√ß√£o, est√° pr√≥xima de realizar um licenciamento de um novo analg√©sico descoberto a partir de organismos marinhos da costa algarvia, representando uma grande ajuda na luta contra a dor cr√≥nica que atinge um quinto da popula√ß√£o mundial e uma propor√ß√£o ainda maior em Portugal.

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A startup ‚ÄúSea4Us‚ÄĚ √© uma empresa portuguesa da √°rea da biotecnologia avan√ßada, sediada em Sagres que, ao fim de 10 anos de investiga√ß√£o, est√° pr√≥xima de realizar um licenciamento de um novo analg√©sico descoberto a partir de organismos marinhos da costa algarvia, representando uma grande ajuda na luta contra a dor cr√≥nica que atinge um quinto da popula√ß√£o mundial e uma propor√ß√£o ainda maior em Portugal.

Este analgésico marinho, sem a presença de opióides, pretende ser eficaz contra a dor crónica sem criar dependências nem efeitos secundários, uma vez que não afeta centralmente o cérebro. Este medicamento provém das características especiais dos organismos incrustados nas rochas de grutas e cavidades da costa, perto de Sagres, que não conseguem ser sintetizadas pelo ser humano.

A empresa está, de momento, a realizar os testes precedentes aos testes clínicos em humanos. No entanto, uma vez que existe falta de recursos monetários para a finalização dos mesmos, o plano passa por vender o projeto quando estiver pronto para testar em pessoas.   

Descobre mais em: https://visao.pt/atualidade/sociedade/2023-12-02-startup-desenvolve-analgesico-para-dor-cronica-a-partir-do-mar-algarvio/

#EngenhariaBiomedica #DorCronica  #Analgesico 

Como podemos explicar as enxaquecas?

Crónicas de Inverno

A enxaqueca é uma doença crónica e genética que se caracteriza por momentos de dor de cabeça intensa. Atualmente, o mecanismo através do qual esta ocorre ainda não é totalmente percebido, sendo a hipótese mais aceite ligada à ativação de um nervo do sistema nervoso central, que leva à libertação de neurotransmissores e à vasodilatação que provoca a dor associada à enxaqueca.

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A enxaqueca é uma doença crónica e genética que se caracteriza por momentos de dor de cabeça intensa. Atualmente, o mecanismo através do qual esta ocorre ainda não é totalmente percebido, sendo a hipótese mais aceite ligada à ativação de um nervo do sistema nervoso central, que leva à libertação de neurotransmissores e à vasodilatação que provoca a dor associada à enxaqueca

Em 2020, investigadores pertencentes ao Instituto de Investiga√ß√£o e Inova√ß√£o na Sa√ļde da Universidade do Porto decidiram debru√ßar-se sobre esta quest√£o tendo sido descoberto um novo gene associado √† doen√ßa: a neurexina.Este √© um gene que facilita a liga√ß√£o dos neurotransmissores aos neur√≥nios, desencadeando assim os processos fisiol√≥gicos que levam √† enxaqueca.

Uma vez que esta é uma doença que não tem cura, a descoberta deste gene abre potencialidade para novas terapêuticas.

Descobre mais em: https://observador.pt/programas/e-mc2/o-gene-que-pode-explicar-as-enxaquecas/

#EngenhariaBiomedica #Enxaqueca  #Genes #Investigacao

FCUP testa bebidas funcionais para prevenir doenças cardiovasculares

Crónicas de Inverno

O projeto FERMEN.TO, financiado pela Funda√ß√£o para a Ci√™ncia e Tecnologia (FCT), prop√Ķe investigar o potencial terap√™utico de bebidas fermentadas, desenvolvidas em colabora√ß√£o com a SUMOL + COMPAL e Tetrapack, na preven√ß√£o de doen√ßas cardiovasculares (DCV).

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O projeto FERMEN.TO, financiado pela Funda√ß√£o para a Ci√™ncia e Tecnologia (FCT), prop√Ķe investigar o potencial terap√™utico de bebidas fermentadas, desenvolvidas em colabora√ß√£o com a SUMOL + COMPAL e Tetrapack, na preven√ß√£o de doen√ßas cardiovasculares (DCV).

Estas bebidas, cujo processo de fermenta√ß√£o se assemelha ao do vinho, s√£o concebidas sem √°lcool e enriquecidas com compostos fen√≥licos provenientes de frutas, reconhecidos pelos seus efeitos antioxidantes. O estudo inicial focar-se-√° na an√°lise exaustiva das propriedades qu√≠micas e nutricionais das receitas, com o intuito de elucidar sobre o seu impacto na sa√ļde e a poss√≠vel revers√£o de condi√ß√Ķes metab√≥licas adversas, tais como diabetes e hipertens√£o.

Os cientistas dedicar√£o especial aten√ß√£o √† simula√ß√£o do processo de digest√£o destas bebidas e ao seu efeito nas c√©lulas adiposas e musculares, visando fortalecer a flora intestinal e avaliar a sua capacidade de interven√ß√£o em condi√ß√Ķes metab√≥licas desfavor√°veis. A eventual comprova√ß√£o dos benef√≠cios terap√™uticos destas bebidas funcionais poder√° constituir um importante avan√ßo na preven√ß√£o de doen√ßas cardiovasculares e na promo√ß√£o da sa√ļde p√ļblica.

Descobre mais em: https://noticias.up.pt/fcup-testa-bebidas-funcionais-para-prevenir-doencas-cardiovasculares/

#EngenhariaBiomedica #COMPAL  #SUMOL #DoencasCardiovasculares

Sistemas robóticos são utilizados para ajudar reabilitação de sobreviventes de AVCs

Crónicas de Inverno

Todos os anos, milh√Ķes de pessoas sofrem de AVCs, e a maioria lida com m√ļltiplos efeitos secund√°rios, como paralisia ou fraqueza nos membros superiores. O esfor√ßo e dedica√ß√£o necess√°rios para manter o uso dos membros s√£o intimidantes para muitos sobreviventes.

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Todos os anos, milh√Ķes de pessoas sofrem de AVCs, e a maioria lida com m√ļltiplos efeitos secund√°rios, como paralisia ou fraqueza nos membros superiores. O esfor√ßo e dedica√ß√£o necess√°rios para manter o uso dos membros s√£o intimidantes para muitos sobreviventes.

Com isto em mente, uma nova abordagem para a reabilitação de vítimas de AVCs foi experimentada  por investigadores da Universidade do  Sul da Califórnia. Com o uso de um braço robótico para reunir informação espacial, e através de técnicas de machine learning para analisar os dados, hipotetizou-se ser possível ter uma melhor ideia sobre o progresso do paciente.

Para testar o dispositivo, participantes no estudo foram instru√≠dos por um rob√ī de assist√™ncia social (SAR), que explicou como o sistema de avalia√ß√£o funcionava. Ao longo de diversos testes, o rob√ī foi fornecendo encorajamento e feedback.

Descobre mais em: https://www.azorobotics.com/News.aspx?newsID=14471

#EngenhariaBiomedica #Reabilitacao #SAR

Ultrassom permite que medicamentos para Alzheimer cheguem mais rápido ao cérebro

Crónicas de Inverno

Investigadores desenvolveram uma abordagem inovadora para melhorar a entrega de medicamentos no cérebro de pacientes com a doença de Alzheimer, através da utilização de ultrassons para  abrir temporariamente a barreira hematoencefálica. 

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Investigadores desenvolveram uma abordagem inovadora para melhorar a entrega de medicamentos no cérebro de pacientes com a doença de Alzheimer, através da utilização de ultrassons para  abrir temporariamente a barreira hematoencefálica. 

Esta abordagem foi combinada com a administração intravenosa mensal de Aduhelm, um medicamento para Alzheimer, durante seis meses.

Os resultados do estudo, publicados no ‚ÄúNew England Journal of Medicine”, mostraram uma redu√ß√£o significativa na placa cerebral em √°reas onde a barreira hematoencef√°lica foi temporariamente rompida, em compara√ß√£o com as outras √°reas do c√©rebro. Embora o estudo tenha sido pequeno e mais pesquisa seja necess√°ria para confirmar os resultados, os dados sugerem que essa t√©cnica pode ser promissora para melhorar o tratamento da doen√ßa de Alzheimer.

Descobre mais em: https://sicnoticias.pt/saude-e-bem-estar/2024-01-04-Ultrassom-permite-que-medicamentos-para-Alzheimer-cheguem-mais-rapido-ao-cerebro-a6b00601

#EngenhariaBiomedica #Ultrassons #TratamentoDoAlzheimer

Ferramenta eletrónica para combater a polimedicação em doentes idosos

Crónicas de Inverno

A polimedicação é um problema cada vez mais prevalente em Portugal, estimando-se que 77% da população mais velha tome mais de cinco medicamentos simultaneamente.

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A polimedicação é um problema cada vez mais prevalente em Portugal, estimando-se que 77% da população mais velha tome mais de cinco medicamentos simultaneamente.

Neste sentido, o foco de uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto tem sido o desenvolvimento de uma ferramenta eletr√≥nica que visa controlar esta problem√°tica e melhorar a prescri√ß√£o de medicamentos para doentes com mais de 65 anos de idade. O objetivo passa pela identifica√ß√£o e posterior descontinua√ß√£o dos f√°rmacos que j√° n√£o s√£o necess√°rios ou ben√©ficos. A inten√ß√£o √© que esta ferramenta faculte aos m√©dicos sugest√Ķes sobre quais os medicamentos a descontinuar e como proceder nesse sentido.

A instituição está a estudar outras estratégias para aumentar a qualidade e segurança da prescrição, procurando estabelecer um canal de comunicação entre médicos, de família e hospitalares e farmacêuticos.

Descobre mais em: https://noticias.up.pt/ferramenta-eletronica-vai-combater-polimedicacao-em-doentes-idosos/ 

#EngenhariaBiomedica #FMUP  #Polimedicacao

Uma an√°lise ao sangue pode detetar a gravidade da depress√£o em adolescentes

Crónicas de Inverno

A medicina deu mais um passo crucial na compreens√£o e diagn√≥stico da depress√£o em adolescentes, conforme revelado por uma s√©rie de estudos apresentados na confer√™ncia ‚ÄúNeuroscience 2023". Cientistas conseguiram identificar marcadores no sangue associados √† gravidade da depress√£o em adolescentes, gerando novos indicadores para ajudar no diagn√≥stico da doen√ßa mental mais prevalente globalmente. Estas descobertas destacam nove mol√©culas de microRNA encontradas em adolescentes deprimidos, dando acesso a uma assinatura epigen√©tica √ļnica associada ao agravamento futuro de sintomas.

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A medicina deu mais um passo crucial na compreens√£o e diagn√≥stico da depress√£o em adolescentes, conforme revelado por uma s√©rie de estudos apresentados na confer√™ncia ‚ÄúNeuroscience 2023″. Cientistas conseguiram identificar marcadores no sangue associados √† gravidade da depress√£o em adolescentes, gerando novos indicadores para ajudar no diagn√≥stico da doen√ßa mental mais prevalente globalmente. Estas descobertas destacam nove mol√©culas de microRNA encontradas em adolescentes deprimidos, dando acesso a uma assinatura epigen√©tica √ļnica associada ao agravamento futuro de sintomas.

Outros estudos abordaram a rela√ß√£o entre variantes gen√©ticas, a estrutura cerebral e sintomas depressivos em crian√ßas. A pesquisa revelou que os riscos gen√©ticos est√£o correlacionados com volumes reduzidos de massa cinzenta em v√°rias regi√Ķes cerebrais, enfatizando marcadores estruturais partilhados pelos sintomas depressivos e riscos gen√©ticos. Al√©m disso, foi observado um aumento no tamanho da rede l√≠mbico-cortical em adolescentes com mais sintomas depressivos, proporcionando um alvo promissor para futuras interven√ß√Ķes antecipadas.

O estudo incluiu tamb√©m adultos mais velhos, examinando a rela√ß√£o entre a depress√£o e o desempenho cognitivo ao longo do tempo. Os resultados indicaram um padr√£o de sintomas depressivos que atingem o seu pico na idade adulta jovem, diminuem na meia-idade e retornam na idade mais avan√ßada, com um impacto mais prejudicial sobre o racioc√≠nio nesta √ļltima fase. Estas descobertas avan√ßam n√£o apenas a compreens√£o da depress√£o em adolescentes, como destacam a complexidade desta doen√ßa, e a necessidade de continuar este ramo de investiga√ß√£o,¬† para desenvolver m√©todos de detec√ß√£o precoce e tratamento mais eficazes.

Descobre mais em: https://sicnoticias.pt/saude-e-bem-estar/2023-11-26-Uma-analise-ao-sangue-pode-detetar-a-gravidade-da-depressao-em-adolescentes-8dcda9bc

#EngenhariaBiomedica #Depressao #Adolescentes

Prote√≠nas ajudam na dete√ß√£o da Esclerose M√ļltipla

Crónicas de Inverno

A Esclerose M√ļltipla √© uma doen√ßa neurol√≥gica cr√≥nica, inflamat√≥ria e degenerativa, geralmente diagnosticada em jovens adultos, que afeta o sistema nervoso central atrav√©s da destrui√ß√£o da bainha de mielina presente nos neur√≥nios. Esta degenera√ß√£o deve-se a um processo inflamat√≥rio que lesiona as c√©lulas nervosas e causa, assim, danos permanentes no sistema nervoso, como a dificuldade de comunica√ß√£o entre o Sistema Nervoso Central (SNC) e o restante corpo. Esta doen√ßa est√° diagnosticada, atualmente, em 2,5 milh√Ķes de pessoas no mundo, das quais 8 mil s√£o portuguesas. O diagn√≥stico desta doen√ßa √© ainda muito complexo devido ao conjunto de sintomas semelhantes a outras doen√ßas, assim como a aus√™ncia de indicadores espec√≠ficos.¬†

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A Esclerose M√ļltipla √© uma doen√ßa neurol√≥gica cr√≥nica, inflamat√≥ria e degenerativa, geralmente diagnosticada em jovens adultos, que afeta o sistema nervoso central atrav√©s da destrui√ß√£o da bainha de mielina presente nos neur√≥nios. Esta degenera√ß√£o deve-se a um processo inflamat√≥rio que lesiona as c√©lulas nervosas e causa, assim, danos permanentes no sistema nervoso, como a dificuldade de comunica√ß√£o entre o Sistema Nervoso Central (SNC) e o restante corpo. Esta doen√ßa est√° diagnosticada, atualmente, em 2,5 milh√Ķes de pessoas no mundo, das quais 8 mil s√£o portuguesas. O diagn√≥stico desta doen√ßa √© ainda muito complexo devido ao conjunto de sintomas semelhantes a outras doen√ßas, assim como a aus√™ncia de indicadores espec√≠ficos.¬†

Ao fim de 15 anos de investiga√ß√£o, uma equipa da Universidade de Coimbra, coordenada por Carlos Duarte, alcan√ßou um grande avan√ßo ao n√≠vel dos diagn√≥sticos de Esclerose M√ļltipla, conseguindo, atrav√©s de 8 prote√≠nas espec√≠ficas, classificar um doente com 80% de certeza.

O processo come√ßou pela compara√ß√£o do l√≠quido cefalorraquidiano entre doentes de Esclerose M√ļltipla e doentes com doen√ßas inflamat√≥rias do SNC e doen√ßas n√£o inflamat√≥rias, uma vez que s√£o doen√ßas similares a n√≠vel sintom√°tico. Este l√≠quido d√° suporte ao SNC e a sua composi√ß√£o cont√©m mol√©culas produzidas e libertadas atrav√©s deste, mudando quimicamente consoante as altera√ß√Ķes que o SNC sofre sendo, por isso, um bom indicativo cuja an√°lise fornece v√°rias informa√ß√Ķes. Para a obten√ß√£o deste l√≠quido, √© realizada uma pun√ß√£o lombar por um m√©dico capacitado para tal. Parte das prote√≠nas necess√°rias para o diagn√≥stico est√£o presentes neste l√≠quido.

Existem 3 tipos de Esclerose M√ļltipla, mas este estudo focou-se somente no tipo surto-remiss√£o, que representa 70% dos doentes, caracterizando-se por surtos seguidos de per√≠odos de remiss√£o com recupera√ß√£o total ou parcial. Os outros dois tipos s√£o denominados de prim√°ria progressiva e secund√°ria progressiva. Apesar disso, esta descoberta representa um grande progresso, permitindo um diagn√≥stico precoce e com muito mais certeza.¬†

Descobre mais em:

 

#EngenhariaBiomedica #EscleroseM√ļltipla¬† #Diagn√≥stico¬†

Como funciona a pele artificial?

Crónicas de Inverno

Na Universidade de Graz, um grupo de investiga√ß√£o liderado por Anna Coclite tem vindo a desenvolver, ao longo dos √ļltimos 6 anos, pele artificial. Este grupo √© respons√°vel pela cria√ß√£o da primeira pele artificial que consegue responder a 3 est√≠mulos ao mesmo tempo: for√ßa, temperatura e humidade, com uma resolu√ß√£o melhor do que a da pr√≥pria pele natural.

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Na Universidade de Graz, um grupo de investiga√ß√£o liderado por Anna Coclite tem vindo a desenvolver, ao longo dos √ļltimos 6 anos, pele artificial. Este grupo √© respons√°vel pela cria√ß√£o da primeira pele artificial que consegue responder a 3 est√≠mulos ao mesmo tempo: for√ßa, temperatura e humidade, com uma resolu√ß√£o melhor do que a da pr√≥pria pele natural.

Mas como √© que isto foi conseguido? A resposta est√° nos materiais usados e na sua combina√ß√£o. Para o desenvolvimento desta pele, os investigadores combinaram dois materiais numa forma cil√≠ndrica. Na parte interior, foi utilizado um material inteligente capaz de mudar a sua grossura quando exposto a diferentes condi√ß√Ķes de humidade, luz, pH ou temperatura. No que toca √† parte exterior do cilindro, este foi revestido por um material piezoel√©trico, capaz de gerar uma corrente el√©trica quando exposto a movimento, ou seja, quando a grossura do material na camada de dentro sofre mudan√ßas, a camada de fora produz corrente el√©trica.

Esta combinação de materiais faz com que a pele artificial funcione exatamente como a pele de um humano, uma vez que também esta gera corrente elétrica quando exposta a diferentes estímulos, que é depois conduzida até ao cérebro para ser descodificada.

Este √© um avan√ßo tecnol√≥gico de extrema import√Ęncia, uma vez que tem aplica√ß√Ķes que v√£o desde a rob√≥tica e aparelhos inteligentes, at√© √† √°rea da sa√ļde.Nesta √ļltima vertente, o futuro mostra-se esperan√ßoso. A pele artificial pode vir a desempenhar um papel vital na reabilita√ß√£o de pessoas que sofreram queimaduras graves ou que utilizam pr√≥teses, abrindo a possibilidade destas pessoas voltarem a ter sensa√ß√£o nas zonas lesadas, algo que n√£o seria poss√≠vel de outra forma.

Descobre mais em: https://www.ted.com/talks/anna_maria_coclite_artificial_skin_we_made_it_here_s_why

#EngenhariaBiomedica #PeleArtificial #Materiais

Criado hidrogel injet√°vel para tratamento local e menos agressivo do cancro da mama

Crónicas de Inverno

Uma equipa de cientistas, liderada por Eva Martín del Valle, do Instituto de Pesquisas Biomédicas de Salamanca (IBSAL), desenvolveu um gel termossensível para tratar localmente o cancro da mama HER 2+. O gel incorpora nanopartículas inteligentes para direcionar o tumor de forma específica. Publicado no “Journal of Pharmaceutical Sciences", o estudo contou com a colaboração de pesquisadores das áreas de Engenharia Química, Informática e Automação da Universidade de Salamanca, além do Instituto de Medicina Translacional de Birmingham.

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Uma equipa de cientistas, liderada por Eva Mart√≠n del Valle, do Instituto de Pesquisas Biom√©dicas de Salamanca (IBSAL), desenvolveu um gel termossens√≠vel para tratar localmente o cancro da mama HER 2+. O gel incorpora nanopart√≠culas inteligentes para direcionar o tumor de forma espec√≠fica. Publicado no ‚ÄúJournal of Pharmaceutical Sciences”, o estudo contou com a colabora√ß√£o de pesquisadores das √°reas de Engenharia Qu√≠mica, Inform√°tica e Automa√ß√£o da Universidade de Salamanca, al√©m do Instituto de Medicina Translacional de Birmingham.

O gel ser√° complementado com modelos computacionais para simular a sua aplica√ß√£o em interven√ß√Ķes contra o cancro da mama. Al√©m disso, est√° em curso um estudo em colabora√ß√£o com o professor Sasa Kenjeres, da Universidade de Delft, cujos resultados ser√£o brevemente publicados.

Mart√≠n enfatizou a relev√Ęncia dos sistemas locais de administra√ß√£o de medicamentos, destacando as suas vantagens na efic√°cia terap√™utica e na redu√ß√£o de efeitos colaterais. O hidrogel, l√≠quido √† temperatura ambiente e que solidifica √† temperatura fisiol√≥gica, √© composto pelo pol√≠mero PF-127 e por goma gelana, ambos aprovados pela FDA. Incorpora, tamb√©m, um sistema de liberta√ß√£o nanotecnol√≥gico que possibilita a libera√ß√£o controlada de dois componentes farmacol√≥gicos para inibir a forma√ß√£o de novas c√©lulas tumorais e eliminar as j√° existentes.

Descobre mais em: https://www.sabado.pt/ultima-hora/detalhe/criado-hidrogel-injetavel-para-tratamento-local-e-menos-agressivo-do-cancro-da-mama

#EngenhariaBiomedica #Hidrogel  #CancroDaMama

Mini-rob√īs s√£o capazes de regenerar neur√īnios humanos

Crónicas de Inverno

J√° todos estamos familiarizados com a ideia de cyborgs, correto? Humanos com partes rob√≥ticas. Mas, e se o oposto acontecesse? Rob√īs feitos a partir de partes humanas? Soa estranho? Vindo de fic√ß√£o cient√≠fica? Cient√≠ficos s√£o de certeza, mas fic√ß√£o j√° n√£o! Rob√īs criados a partir de c√©lulas humanas, apelidados de ‚ÄúAnthrobots‚ÄĚ, s√£o um dos mais recentes desenvolvimentos da Universidade de Tufts.

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J√° todos estamos familiarizados com a ideia de cyborgs, correto? Humanos com partes rob√≥ticas. Mas, e se o oposto acontecesse? Rob√īs feitos a partir de partes humanas? Soa estranho? Vindo de fic√ß√£o cient√≠fica? Cient√≠ficos s√£o de certeza, mas fic√ß√£o j√° n√£o! Rob√īs criados a partir de c√©lulas humanas, apelidados de ‚ÄúAnthrobots‚ÄĚ, s√£o um dos mais recentes desenvolvimentos da Universidade de Tufts.

Embora j√° tivessem sido criados rob√īs semelhantes de c√©lulas embrion√°rias de anf√≠bios, chamados ‚ÄúXenobots‚ÄĚ, os investigadores principais relacionados com este projeto, Michael Levin e Gizem Gumuskaya, descobriram que tamb√©m podiam ser feitos a partir de c√©lulas humanas adultas, dando origem aos ‚ÄúAnthrobots‚ÄĚ.

Estes min√ļsculos bio rob√īs come√ßam a sua vida como uma simples c√©lula, derivada do pulm√£o humano, mas desenvolvem-se¬† para robustos seres multicelulares em apenas 2 semanas. Mais do que isso, s√£o capazes de adquirir formas completamente diferentes. Algo particularmente entusiasmante, durante o estudo, os ‚ÄúAnthrobots‚ÄĚ foram capazes de induzir a repara√ß√£o de feridas em c√©lulas neurais humanas!

Agora surgem novas¬† quest√Ķes: que outras c√©lulas podem ser usadas? Que outras habilidades possuem? Conseguem regenerar outros tecidos? De acordo com os investigadores, outras aplica√ß√Ķes podem incluir a repara√ß√£o da medula espinhal ou at√© a identifica√ß√£o de bact√©rias e c√©lulas cancer√≠genas.

Descobre mais em: https://neurosciencenews.com/anthrobots-cell-robot-neuron-healing-25296/

#EngenhariaBiomedica #Anthrobots #Celulas

Pesquisadores desenvolvem promissor tratamento do cancro

Crónicas de Inverno

Um grupo de investigadores desenvolveu uma terapia promissora no tratamento do cancro, descrita num artigo publicado no ‚ÄúThe Journal of Clinical Investigation‚ÄĚ. Embora as terapias convencionais com inibidores de checkpoint imunol√≥gico mobilizem linf√≥citos T do sistema imunit√°rio, os cientistas da Albert Einstein College of Medicine optaram por usar linf√≥citos diferentes: as c√©lulas natural killer (NK). O l√≠der do estudo, Xingxing Zang, destaca que esta terapia inovadora tem potencial para avan√ßar para ensaios cl√≠nicos em v√°rios tipos de cancro.

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Um grupo de investigadores desenvolveu uma terapia promissora no tratamento do cancro, descrita num artigo publicado no ‚ÄúThe Journal of Clinical Investigation‚ÄĚ. Embora as terapias convencionais com inibidores de checkpoint imunol√≥gico mobilizem linf√≥citos T do sistema imunit√°rio, os cientistas da Albert Einstein College of Medicine optaram por usar linf√≥citos diferentes: as c√©lulas natural killer (NK). O l√≠der do estudo, Xingxing Zang, destaca que esta terapia inovadora tem potencial para avan√ßar para ensaios cl√≠nicos em v√°rios tipos de cancro.

Os linf√≥citos possuem prote√≠nas de checkpoint na superf√≠cie que regulam a sua atividade. No entanto, muitos tipos de c√©lulas cancer√≠genas expressam prote√≠nas que se ligam a esses checkpoints, evitando ataques do sistema imunit√°rio. Os inibidores de checkpoint s√£o anticorpos monoclonais que interrompem essas intera√ß√Ķes, permitindo que o sistema imunit√°rio ataque e destrua as c√©lulas cancer√≠genas.

A pesquisa focou-se numa proteína encontrada em muitos tumores, a PVR. Os cientistas descobriram que esta proteína suprime a atividade das células NK, ligando-se a um receptor chamado KIR2DL5. Assim, desenvolveram um anticorpo monoclonal para bloquear essa interação e demonstraram em estudos pré-clínicos que esta abordagem permitiu que as células NK atacassem e encolhessem tumores humanos, prolongando a sobrevivência dos pacientes.

Os resultados sugerem que interromper a via KIR2DL5/PVR pode ser uma estratégia eficaz para estimular a imunidade contra o cancro. A Albert Einstein College of Medicine já efetuou um pedido de patente para esta terapia e está interessada em parcerias para desenvolvê-la comercialmente. Esta descoberta soma-se a outras pesquisas do Dr. Zang em inibidores de checkpoint imunitário, alguns dos quais já estão em ensaios clínicos avançados nos Estados Unidos e na China para tratar vários tipos de cancro.

Descobre mais em: https://www.sciencedaily.com/releases/2022/11/221116085957.htm

#EngenhariaBiomedica #TratamentoDoCancro #Inovacao

Os novos avanços da tecnologia CRISPR

Crónicas de Inverno

Jennifer Doudna, bioquímica galardoada com o prémio Nobel da Química em 2020 dado o seu trabalho no desenvolvimento do CRISPR-Cas9, fala sobre os mais recentes avanços desta técnica revolucionária que permite a edição genética em organismos vivos.

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Jennifer Doudna, bioquímica galardoada com o prémio Nobel da Química em 2020 dado o seu trabalho no desenvolvimento do CRISPR-Cas9, fala sobre os mais recentes avanços desta técnica revolucionária que permite a edição genética em organismos vivos.

Apesar de o CRISPR j√° ter mostrado resultados promissores, nomeadamente na cura da anemia falciforme ou na cria√ß√£o de plantas resistentes a doen√ßas e √† seca, Jennifer refere que o potencial desta ferramenta n√£o √© ainda totalmente explorado, sendo o pr√≥ximo patamar a ser alcan√ßado a edi√ß√£o de popula√ß√Ķes inteiras de pequenos micr√≥bios, os microbiomas. Tal representa uma evolu√ß√£o importante dado que, durante d√©cadas, os cientistas t√™m investigado estes organismos um a um, contudo os seus comportamentos dependem fortemente das suas intera√ß√Ķes dentro de microbiomas complexos. A aplica√ß√£o do CRISPR para este prop√≥sito tem superado as limita√ß√Ķes dos m√©todos anteriormente utilizados, permitindo a identifica√ß√£o precisa de um gene espec√≠fico e possibilitando a modifica√ß√£o de um tipo de bact√©ria sem afetar os restantes.

A bioqu√≠mica refere ainda o trabalho da investigadora Jill Banfield que desenvolveu uma ferramenta, metagenomics, que permite identificar quais as esp√©cies presentes e qual o seu papel numa determinada comunidade de micr√≥bios. Deste modo, atrav√©s da combina√ß√£o das duas abordagens, emerge uma nova √°rea cient√≠fica, a edi√ß√£o de precis√£o de microbiomas, que possibilita: descobrir liga√ß√Ķes entre microbiomas disfuncionais e diferentes doen√ßas; o desenvolvimento de editores de microbiomas modificados e melhorados; e, finalmente, a implementa√ß√£o destas solu√ß√Ķes que ser√£o transformadoras no futuro.

Descobre mais em: https://www.ted.com/talks/jennifer_doudna_crispr_s_next_advance_is_bigger_than_you_think 

#EngenhariaBiomedica #CRISPR  #EdicaoDePrecisao

Cirurgia Robótica

Crónicas de Verão

A cirurgia rob√≥tica emergiu h√° cerca de 50 anos, com a promessa de tornar os procedimentos cir√ļrgicos mais seguros e eficazes e tem tido um crescimento exponencial ao longo dos √ļltimos anos.

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A cirurgia rob√≥tica emergiu h√° cerca de 50 anos, com a promessa de tornar os procedimentos cir√ļrgicos mais seguros e eficazes e tem tido um crescimento exponencial ao longo dos √ļltimos anos. Abrange uma vasta gama de especialidades, nomeadamente ortopedia, urologia, ginecologia e cirurgia geral. [1]

 

Normalmente, este tipo de cirurgia est√° associada a incis√Ķes (5-12mm) minimamente invasivas, o que pode ser ben√©fico, principalmente, para doentes ou cirurgias de alto risco e que exigem precis√£o. [2] Para al√©m disso, apresenta tamb√©m a grande vantagem de proporcionar um tempo de recupera√ß√£o mais r√°pido. No entanto, existem potenciais riscos envolvidos, como infe√ß√Ķes ou les√Ķes nos nervos.¬† [3]

 

Os sistemas cir√ļrgicos rob√≥ticos s√£o, normalmente, constitu√≠dos por tr√™s elementos: consola cir√ļrgica, bra√ßos rob√≥ticos e torre de comando, a qual, por sua vez, √© composta pelo processador e por uma c√Ęmara com imagem tridimensional, ampliada e de alta defini√ß√£o. O equipamento de bra√ßos mec√Ęnicos permite transportar diferentes instrumentos cir√ļrgicos mais √°geis e precisos que a m√£o humana. Atrav√©s da consola, o cirurgi√£o consegue controlar a c√Ęmara e os instrumentos, dando instru√ß√Ķes aos bra√ßos mec√Ęnicospara efetuar a cirurgia. Num ecr√£, o cirurgi√£o consegue ver imagens 3D ampliadas do local de interven√ß√£o, o que lhe possibilita ver estruturas anat√≥micas e planos de disseca√ß√£o que antes seriamdif√≠ceis ou, at√© mesmo, imposs√≠veis de visualizar. Os sistemas s√£o desenhados para imitarem at√© os movimentos mais complexos de um cirurgi√£o. No entanto, apesar de se designar ‚Äėcirurgia rob√≥tica‚Äô, esta ainda n√£o permite qualquer automatismo, sendo o cirurgi√£o a controlar todo o procedimento com a garantia dem√°xima seguran√ßa . [4],[6]

 

O primeiro registo de uma cirurgia com aux√≠lio de um sistema rob√≥tico data o ano de 1980 com o objetivo inicial de reduzir os tremores dos cirurgi√Ķes durante bi√≥psias ao c√©rebro. Rapidamente ganharam fama, tendo sido introduzidos, na mesma d√©cada, sistemas rob√≥ticos para opera√ß√Ķes √† pr√≥stata e para a prepara√ß√£o do f√©mur com vista √† substitui√ß√£o da bacia. [3]

 

Desde ent√£o, diversos t√™m sido os avan√ßos destes sistemas, desde algo t√£o simples como a otimiza√ß√£o do tempo de lat√™ncia – tempo que o sistema demora a receber o sinal dado pelo cirurgi√£o na consola, processo quase instant√Ęneo hoje em dia -at√© √† integra√ß√£o de intelig√™ncia artificial que d√° suporte na tomada de decis√Ķes durante a cirurgia atrav√©s de reconhecimento de imagem e an√°lise preditiva. Al√©m disso, muitos destes sistemas t√™m tamb√©m integrado feedback t√°ctil e realidade virtual, os quaisfornecem uma experi√™ncia mais imersiva ao cirurgi√£o, e aumentam a sua destreza e perce√ß√£o visual em tempo real. [3],[6]

 

Figura 1: Esquema da utilização de IA na cirurgia robótica [6]

 

O robot ‚Äėda Vinci Xi‚Äô √© um modelo de √ļltima gera√ß√£o. Em Portugal, as primeiras cirurgias, realizadas em Lisboa e no Porto evidenciaram menor dor no p√≥s-operat√≥rio e cicatrizes mais pequenas. A escolha entre a cirurgia rob√≥tica e cirurgia convencional √© feita caso a caso, de acordo com as necessidades do paciente. Esta pode provar ser vantajosa quando se trata de procedimentos que exigem alta precis√£o ou acesso a √°reas dif√≠ceis de alcan√ßar, como cancro da pr√≥stata, √ļtero ou intestino. [7]

 

A realiza√ß√£o de cirurgias rob√≥ticas nas melhores condi√ß√Ķes implica blocos operat√≥rios equipados com tecnologia moderna, equipas cir√ļrgicas competentes e com treino adequado. A cirurgia rob√≥tica √© de facto um marco na hist√≥ria da engenharia e da medicina e abre um campo infinito de novas possibilidades e fun√ß√Ķes.¬†¬†

 

Referências:

[1]https://blog.gitnux.com/robotic-surgery-statistics/

[2]https://www.uclahealth.org/medical-services/robotic-surgery/what-robotic-surgery

[3]https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1356187/

[4]https://cmirs.com/understanding-the-components-of-the-da-vinci-surgical-system/

[5]https://publishing.rcseng.ac.uk/doi/full/10.1308/rcsann.supp1.5#body-ref-bib3

[6]https://www.mdpi.com/2076-3417/13/6/3592

[7]https://www.cuf.pt/servicos-cuf/servicos-clinicos/cirurgia-robotica

Inteligência Artificial aplicada à Engenharia Biomédica

Crónicas de Verão

A Intelig√™ncia Artificial encontra-se presente em quase todas as ind√ļstrias de manufatura e servi√ßos, com uma longa hist√≥ria de poss√≠veis utiliza√ß√Ķes, estando tamb√©m presente na sa√ļde h√° v√°rios anos.

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A Intelig√™ncia Artificial encontra-se presente em quase todas as ind√ļstrias de manufatura e servi√ßos, com uma longa hist√≥ria de poss√≠veis utiliza√ß√Ķes, estando tamb√©m presente na sa√ļde h√° v√°rios anos. [1] A quantidade de dados de sa√ļde dispon√≠veis aumenta a cada dia que passa, sejam eles obtidos por dispositivos vest√≠veis (wearables) ou por equipamentos de imagem m√©dica. A Intelig√™ncia Artificial (IA) surgiu como uma ferramenta capaz de transformar esses dados em informa√ß√Ķes, ampliando as possibilidades de tratamento, diagn√≥stico e preven√ß√£o de doen√ßas para os pacientes, al√©m de contribuir para auxiliar o trabalho dos profissionais de sa√ļde.[2]

 

A Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde (OMS) retrata esta tecnologia como uma grande promessa, com enorme potencial para melhorar a aten√ß√£o √† sa√ļde, pois j√° provou a sua utilidade na comunidade cient√≠fica e m√©dica devido √†s suas utilidades e benef√≠cios, como os seguintes [3]:

¬† ¬†–¬† Fortalecer a pesquisa em sa√ļde e o desenvolvimento de medicamentos.¬†

¬† – Diagn√≥stico m√©dico ou dete√ß√£o de doen√ßas, uma vez que a IA permite analisar imagens m√©dicas, como tomografias ou resson√Ęncias magn√©ticas, de forma a identificar tumores ou anomalias, sendo que tamb√©m melhora a velocidade da triagem de doen√ßas, e a sua precis√£o.¬†

¬† ¬†– Permitir identificar padr√Ķes nos dados cl√≠nicos que podem ser indicativos de doen√ßas, como arritmias card√≠acas em ECG‚Äôs.¬†

¬† ¬†– Possibilitar a cria√ß√£o de dispositivos m√©dicos inteligentes, pois a IA pode ser incorporada em dispositivos m√©dicos, como monitores card√≠acos e medidores de glicose, de forma a monitorar continuamente a sa√ļde dos pacientes e alertar sobre poss√≠veis problemas.¬†

¬† ¬†– Poder ser¬† usada em sistemas de cirurgia rob√≥tica para aprimorar a precis√£o e a capacidade de realizar procedimentos cir√ļrgicos complexos. [1] [4] [5]

 

Para além destas vantagens, a IA permite melhorar a qualidade de vida de pessoas dependentes e idosas e diminuir a carga de trabalho dos profissionais médicos. [5]

 

Existe uma lista infind√°vel de estudos que est√£o a ser desenvolvidos √† volta do mundo em prol da Intelig√™ncia Artificial aplicada √† Sa√ļde. Um caso muito peculiar, cujo desenvolvimento √© do interesse de uma grande parte dos Engenheiros Biom√©dicos, toma lugar no Departamento de Engenharia Biom√©dica da Universidade de Minnesota. Neste local, est√° a ser desenvolvido um bra√ßo prot√©tico independente de um sistema de cabo ou arn√™s. Esta pr√≥tese tem inclu√≠do um pequeno dispositivo que se conecta a um nervo perif√©rico do plexo braquial, respons√°vel por inervar o bra√ßo,¬† de modo a possibilitar a dete√ß√£o e an√°lise de impulsos nervosos. Quando utilizado em conjunto com um bra√ßo rob√≥tico e um computador de IA, permite aos amputados do membro superior operar o bra√ßo apenas com os seus pensamentos, sendo, portanto, um m√©todo menos invasivo e de mais f√°cil aprendizagem. [6]

 

√Č evidente que o desenvolvimento deste dispositivo possibilitou um passo extra para alocar o desenvolvimento tecnol√≥gico ao servi√ßo da sa√ļde dos seres humanos e aproximar mais a rob√≥tica √†s pessoas que sofrem de algum problema incapacitante. No entanto, n√£o √© s√≥ na √°rea da biomec√Ęnica que se tem andado a realizar implementa√ß√£o de Intelig√™ncia Artificial. Concluindo, a Intelig√™ncia Artificial n√£o √© s√≥ algo que est√° presente em carros autom√°ticos ou em filmes de fic√ß√£o cient√≠fica onde m√°quinas tomam a√ß√£o por si mesmas. A IA tamb√©m se pode aplicar na sa√ļde em prol da melhoria da qualidade de vida da popula√ß√£o.

 

Referências:

[1]https://fastcompanybrasil.com/tech/inteligencia-artificial/saude-ja-e-o-setor-com-mais-investimento-em-inteligencia-artificial/

[2] Moro Caldas, Tain√° APLICA√á√ēES DE INTELIG√äNCIA ARTIFICIAL NA SA√öDE/ Tain√° Moro Caldas Orientador(a) Matheus Cardoso Moraes-S√£o Jos√© dos Campos, 2022. 60 p.¬†

[3]https://fastcompanybrasil.com/tech/inteligencia-artificial/saude-ja-e-o-setor-com-mais-investimento-em-inteligencia-artificial/

[4]https://sicnoticias.pt/saude-e-bem-estar/2023-04-18-O-maravilhoso-mundo-da-inteligencia-artificial-na-saude-7a37ae9f

[5] https://www.apd.pt/efeitos-da-inteligencia-artificial-na-medicina/

[6]https://pplware.sapo.pt/ciencia/nova-invencao-permite-aos-amputados-controlar-um-braco-robotico-com-a-sua-mente/

Integra√ß√£o de sensores em sistemas organs-on-a-chip para aplica√ß√Ķes biom√©dicas

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Os organs-on-a-chip, comummente designados por OoCs, são sistemas que contêm tecidos (naturais ou fabricados) cultivados dentro de chips microfluídicos.

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Os organs-on-a-chip, comummente designados por OoCs, s√£o sistemas que cont√™m tecidos (naturais ou fabricados) cultivados dentro de chips microflu√≠dicos. Estes s√£o projetados in-vitro com o objetivo de controlar os microambientes celulares e fornecer um ambiente in-vivo adequado para que conjuntos de c√©lulas se agrupem em tecidos 3D, capazes de se replicar. Deste modo, os OoCs permitem que as fun√ß√Ķes espec√≠ficas dos tecidos se mantenham [1].

 

Assim, seguindo duas vertentes que se interligam, a microfabrica√ß√£o e a engenharia de tecidos, os OoCs t√™m vindo a ganhar destaque, sobretudo por permitirem testar com rigor o efeito que certas terapias e medicamentos poder√£o vir a ter no organismo humano [2]. Deste modo, estes sistemas apresentam vantagens √©ticas significativas em rela√ß√£o √†s experi√™ncias realizadas em animais [3], [4]. No entanto, esta n√£o √© a √ļnica vantagem que os OoCs trazem face aos m√©todos mais tradicionais, pois¬† tamb√©m s√£o ferramentas √ļteis para a modela√ß√£o de doen√ßas ou a monitoriza√ß√£o de citotoxicidade [5]. Para al√©m disso, esta tecnologia permite a utiliza√ß√£o de amostras pequenas, mas que sejam complexas e tenham elevados n√≠veis de funcionalidade [3].

 

Assim, como se pode depreender dadas as caracter√≠sticas gerais dos OoCs, as suas aplica√ß√Ķes s√£o in√ļmeras, variando consoante os materiais e os m√©todos utilizados para desenhar, fabricar e operacionalizar estes sistemas [1], [3]. Em estudos recentes, como aqueles que se podem encontrar em [2], [3], [5], [6], uma das funcionalidades dos OoCs que tem vindo a ser desenvolvida √© a integra√ß√£o de diversos sensores, nomeadamente, mec√Ęnicos, eletroqu√≠micos e √≥ticos, com o objetivo de melhor observar os processos biol√≥gicos. A Figura 1 ilustra alguns exemplos de aplica√ß√Ķes de OoCs com sensores integrados.

 

Figura 1: Ilustra√ß√£o esquem√°tica de algumas aplica√ß√Ķes de OoCs com sensores integrados [6].

 

Estes sistemas s√£o constitu√≠dos, geralmente, por tr√™s camadas fundamentais, sendo a mais interna um scaffold, uma estrutura 3D porosa, que serve o prop√≥sito de suporte f√≠sico para o crescimento de tecidos biol√≥gicos, que, por sua vez, correspondem √† camada interm√©dia. Por √ļltimo, a camada mais externa da amostra consiste nos par√Ęmetros f√≠sicos e qu√≠micos que s√£o alvo de monitoriza√ß√£o [3]. Os par√Ęmetros cuja monitoriza√ß√£o tem sido objetivada, dividem-se essencialmente em dois grupos distintos: fatores metab√≥licos, como a concentra√ß√£o de oxig√©nio, de per√≥xido de hidrog√©nio, de glucose, de lactato e de citocinas; e fatores f√≠sicos, como a temperatura, a for√ßa e a frequ√™ncia de contra√ß√Ķes musculares e a for√ßa de cisalhamento do fluido [3], [5], [6].

 

Apesar de todos os avan√ßos que se t√™m feito sentir na √°rea, esta √© uma tecnologia recente e, como tal, apresenta ainda algumas limita√ß√Ķes. De facto, a medi√ß√£o dos par√Ęmetros de interesse √©, por vezes, desafiante devido ao reduzido tamanho dos dispositivos, √†s caracter√≠sticas gerais dos materiais utilizados e √† necessidade de unidades hardware externas para o funcionamento dos sensores [5]. Para al√©m disso, s√£o necess√°rios bastantes recursos para customizar cada ensaio, devido ao facto de n√£o existir uma padroniza√ß√£o dos OoCs e muitas das ferramentas de an√°lise comerciais ainda n√£o s√£o adapt√°veis para estes sistemas [1]. A busca por solu√ß√Ķes para estes e outros obst√°culos tem sido o foco do trabalho de cada vez mais profissionais nesta que √© uma √°rea promissora da Engenharia Biom√©dica.

 

Referências:

[1] ¬† C. M. Leung et al., ¬ęA guide to the organ-on-a-chip¬Ľ, Nature Reviews Methods Primers, vol. 2, n. 1. Springer Nature, dez. 2022. doi: 10.1038/s43586-022-00118-6.

[2] ¬† S. Liu et al., ¬ęBiosensors integrated 3D organoid/organ-on-a-chip system: A real-time biomechanical, biophysical, and biochemical monitoring and characterization¬Ľ, Biosens Bioelectron, vol. 231, jul. 2023, doi: 10.1016/j.bios.2023.115285.

[3] ¬†¬† S. Palma-Florez et al., ¬ęBBB-on-a-chip with integrated micro-TEER for permeability evaluation of multi-functionalized gold nanorods against Alzheimer‚Äôs disease¬Ľ, J Nanobiotechnology, vol. 21, n. 1, dez. 2023, doi: 10.1186/s12951-023-01798-2.

[4] ¬† H. Aydogmus et al., ¬ęAn organ-on-chip device with integrated charge sensors and recording microelectrodes¬Ľ, Sci Rep, vol. 13, n. 1, dez. 2023, doi: 10.1038/s41598-023-34786-5.

[5] ¬† H. Chen, Z. Luo, X. Lin, Y. Zhu, e Y. Zhao, ¬ęSensors-integrated organ-on-a-chip for biomedical applications¬Ľ, Nano Research. Tsinghua University, jul. 2023. doi: 10.1007/s12274-023-5651-9.

[6] ¬† Y. S. Zhang et al., ¬ęMultisensor-integrated organs-on-chips platform for automated and continual in situ monitoring of organoid behaviors¬Ľ, Proc Natl Acad Sci U S A, vol. 114, n. 12, pp. E2293‚ÄďE2302, mar. 2017, doi: 10.1073/pnas.1612906114.

Engineering Solutions for Socket Fitting: Empowering Lives

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In the domain of lower limb amputation, where a segment of the lower limb is partially or entirely lost along a transverse anatomical plane, a profound challenge emerges.

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In the domain of lower limb amputation, where a segment of the lower limb is partially or entirely lost along a transverse anatomical plane, a profound challenge emerges. This challenge is not merely physical, but extends to the conceptions of mental and emotional well-being [1], casting a shadow over the quality of life for countless individuals. This disability affects millions and is projected to persistently rise until the year 2050 [2]. The reasons behind this troubling trend can be attributed to the increase of life expectancy and of the incidence of diabetes and vascular diseases. Among the various types of lower limb amputations, the transtibial (below the knee) and transfemoral (above the knee) levels are the most prevalent [3] .

 

In the midst of this challenging scenario, lower limb prosthetics appear as a hope, promising to alleviate the burdens imposed by such disabilities. The modular form of lower limb definitive prosthesis is made up of a limited number of elements, as is possible to see in Figure 1: a socket, a knee (TF), a tube/pylon, a foot and a variety of lock and joint types to assemble the various components [4].

Figure 1: Lower limb prosthesis components. Adapted from [5].

 

Yet, achieving this promise is no simple feat. The key to unlocking the full potential of lower limb prostheses lies in the intricate design of the socket. This socket serves as more than just a structural component as it represents the crucial boundary between the prosthetic device and the amputee’s residual limb. However, this objective presents obstacles, arising from the presence of soft tissues in the limb and its limited tolerance to pressure and shear stress. Poor distribution of pressure in the soft tissues surrounding a residual limb can trigger great suffering. Therefore, it is vital to discern that achieving an ideal fit is not synonymous with merely replicating the negative shape of the residual limb. Instead, the socket’s shape must dynamically adapt to encourage the most balanced distribution of pressures.

 

Nowadays, there are many options in the market that present a solution to this very important condition. Some of them use a complex combination of 3D scanners with Computer Aided Design and Manufacturing (CAD/CAM) techniques [6]. While the scanners create a digital version of the residual limb or socket, the CAD tool makes it possible to rectify minimum details in the socket, presenting a faster and cheaper way to achieve the comfort needed by these patients.

Figure 2: Examples of 3D Scanners.

 

Nevertheless, although efficient, these methods are very iterative and, consequently, time-consuming. Furthermore, CAD/CAM technology can be integrated with real-time pressure monitoring sensors, acting as vigilant observers that continuously assess stress and strain distribution across the amputee’s residual limb [1]. This dynamic stress map based in Finite Element Analysis (FEA) (Figure 3) empowers prosthetists with valuable insights, enabling them to make prompt and well-informed decisions when it comes to socket adjustments.

Figure 3: Stress distribution map result based in a Finite Element Analysis. Adapted from [7].

 

Another noteworthy advancement is the emergence of sophisticated computer algorithms that enable the creation of automatic prosthetic sockets tailored to each patient’s unique lower limb measurements. These algorithms utilize a combination of 3D scanning technology and machine and deep learning techniques to analyze the precise contours and dimensions of the amputee’s residual limb. By inputting these measurements into the system, the algorithm generates a socket shape that dynamically adapts to the individual’s residual limb, optimizing comfort and functionality. This groundbreaking approach, not only streamlines the prosthetic fitting process, but also enhances the overall quality of life for lower limb amputees by ensuring a more accurate and comfortable fit, ultimately empowering them to regain mobility and confidence with their prosthetic limbs.

 

In the ever-evolving effort to enhance the lives of lower limb amputees, the fusion of empathy and innovation remains the guiding force. From the profound challenges of amputation to the promising solutions on the horizon, it is clear that progress is being made. As we continue to explore the intricate design of prosthetic sockets, making use of the power of 3D scanning and CAD/CAM technologies, embrace real-time pressure monitoring and even the proficiency of AI algorithms, we are not only improving the fit of these devices but also offering hope and dignity to countless individuals. The road ahead may present obstacles, but it is also full of opportunities to transform the lives of amputees, empowering them to stride confidently towards a brighter and more comfortable future.

 

References:

[1] Linda Paternò, Michele Ibrahimi, Emanuele Gruppioni, Arianna Menciassi, and Leonardo Ricotti. Sockets for limb prostheses: A review of existing technologies and open challenges. IEEE Transactions on Biomedical Engineering, 2018. doi:10.1109/TBME. 2017.2775100.

[2] Priya Varma, Margaret G. Stineman, and Timothy R. Dillingham. Epidemiology of limb loss. Physical Medicine and Rehabilitation Clinics of North America, 2014. Amputee Rehabilitation. doi:10.1016/j.pmr.2013.09.001.

[3] Alberto Esquenazi and Stanley K Yoo. Lower limb amputations‚Äďepidemiology and assessment. PMR Knowledge Now, 3, 2016.

[4] Giancarlo Facoetti, Stella Gabbiadini, Giorgio Colombo, and Caterina Rizzi. Knowledgebased system for guided modeling of sockets for lower limb prostheses. Computer-Aided Design and Applications, 2010. doi:10.3722/cadaps.2010.723-737.

[5] DF Matos. Dispositivos protésicos exteriores: Estudo, desenvolvimento, produção, ensaio e certificação. Master in Industrial Design MSc thesis, Universidade do Porto, FEUP, 2009. URL: https://paginas.fe.up.pt/~tavares/downloads/ publications/teses/MDI_DMatos.pdf.

[6] Elena Seminati, David Canepa Talamas, Matthew Young, Martin Twiste, Vimal Dhokia, and James LJ Bilzon. Validity and reliability of a novel 3d scanner for assessment of the shape and volume of amputees’ residual limb models, 2017. doi:10.1371/journal.pone.0184498.

[7] Zhaojian, Meng & Wong, Duo & Zhang, Ming & Leung, Aaron. Analysis of compression/release stabilized transfemoral prosthetic socket by finite element modelling method. Medical Engineering & Physics, 2020. doi:10.1016/j.medengphy.2020.05.007.

Nova geração de medicamentos derivados da penicilina

Produ√ß√Ķes de Natal

Américo Alves, um investigador da Universidade de Coimbra, está integrado num projeto com o objetivo de sintetizar novos compostos com uma atividade antimicrobiana de largo espectro, que visam o desenvolvimento de novos tipos de medicamentos.

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Estes são compostos originados a partir da penicilina, cujo nome é piropenincilanatos. Aquando do desenvolvimento desta nova classe de moléculas, estas foram estudadas como agentes antivirais, e os testes efetuados tiveram resultados bastante promissores, visto que demonstraram a capacidade de inibir não só o HIV1 e HIV2, como também estirpes multirresistentes dos mesmos.     

Posteriormente, e em parceria com o Instituto de Medicina Molecular, também foi possível comprovar que estes compostos têm a capacidade de inibir a malária em ambas as fases desta doença, isto é, na fase hepática e na fase sanguínea.

Atualmente, e tendo em conta todos os resultados obtidos e supramencionados, os mecanismos de ação destes compostos são o alvo de estudo, bem como o seu efeito em outros agentes patogénicos, como nos vírus respiratórios, o vírus Influenza e SARS-CoV-2.

Futuramente, pretendem obter financiamento para concluir os ensaios pré-clínicos, pois os resultados obtidos foram realizados in-vitro,visam testar o seu efeito em animais, de modo a que este produto chegue ao mercado de forma mais acelerada. Com este objetivo foi fundada a startup, BSL Pharmaceutics.

 

Descobre mais em: https://www.rtp.pt/play/p2936/e656631/90-segundos-ciencia

AppToTest permite a distribuição gratuita de autotestes de HIV no Grande Porto

Produ√ß√Ķes de Natal

AppToTest é uma aplicação móvel da Agência Piaget para o Desenvolvimento, e distribuiu 600 autotestes de HIV gratuitos a partir desta aplicação, que puderam ser levantados em 10 farmácias parceiras.

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Este projeto visa aumentar o acesso ao rastreio para o HIV no Grande Porto. Para al√©m disso, os utilizadores da AppToTest contam com o apoio, em tempo real, de um t√©cnico especializado com a capacidade de encaminhar para os cuidados de sa√ļde desta regi√£o. A app conta tamb√©m com uma sec√ß√£o de literacia sobre VIH, com apoio √† realiza√ß√£o do autoteste atrav√©s de um v√≠deo demonstrativo

Este projeto conta com o apoio de diferentes institui√ß√Ķes e organiza√ß√Ķes como a Admintra√ß√£o Regional de Sa√ļde do Norte, da Associa√ß√£o de Farm√°cias de Portugal e da Gilead Sciences. Para o levantamento dos testes, a aplica√ß√£o gera um c√≥digo autom√°tico e partir do mesmo levantar nas farm√°cias aderentes.

 

Descobre mais em: https://observador.pt/2022/12/01/projeto-piloto-permite-realizar-autotestes-de-vih-gratuitos-e-anonimos-no-grande-porto/

Stem cells: Playing the waiting game

Produ√ß√Ķes de Natal

Células estaminais são células que têm a habilidade de se especializar em qualquer tipo de célula e, por esse motivo, desempenham uma ação imprescindível no nosso desenvolvimento e reparação de tecidos e órgãos. Possuem, assim, um papel fulcral no que toca a tratamentos relacionados com a regeneração de tecidos danificados.

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Um dos maiores problemas associado √†s c√©lulas estaminais √© o fato destas apresentarem um potencial de a√ß√£o que funciona quase como um ‚Äúprazo de validade‚ÄĚ. Este tratamento requer, na maioria dos casos, a manipula√ß√£o in vitro destas c√©lulas fazendo com que estas se proliferem e diferenciem, ou seja, percam a capacidade de se especificar. Portanto, de forma a aumentar a sua efici√™ncia, √© imperativo descobrir um meio que re√ļna as condi√ß√Ķes de equil√≠brio nas quais as c√©lulas estaminais possam permanecer em quiesc√™ncia [dorm√™ncia, at√© que se juntem as condi√ß√Ķes ideais para a sua atua√ß√£o].

Atrav√©s de estudos com prote√≠nas musculares de roedores foi poss√≠vel descobrir a sequ√™ncia gen√©tica e, consequentemente, as prote√≠nas, que n√£o s√≥ promovem a quiesc√™ncia como tamb√©m previnem a prolifera√ß√£o das c√©lulas estaminais musculares. O pr√≥ximo passo foi determinar a elasticidade do meio, onde foram usadas fibras de colag√©nio artificiais, semelhantes √†quelas presentes nos m√ļsculos dos ratos. As c√©lulas cultivadas neste novo meio n√£o s√≥ apresentaram uma maior perman√™ncia em quiesc√™ncia como tamb√©m aumentaram a sua taxa de auto-renova√ß√£o quando retransplantadas¬† nos animais.

A próxima fase desta investigação irá consistir em levar mais longe esta realidade em termos de optimização, podendo mesmo vir a comprovar-se que este método é válido para todos os outros tratamentos com células estaminais somáticas, não apenas as musculares. 

 

Descobre mais em : Stem cells: Playing the waiting game | Nature Reviews Materials

Qual √© o impacto do merc√ļrio do √Ārtico na nossa vida?

Produ√ß√Ķes de Natal

O √Ārtico constitui constitu√≠ uma das maiores reservas de merc√ļrio no planeta, uma vez que ao longo dos s√©culos, este tem vindo a ser armazenado no solo gelado que lhe √© caracter√≠stico (permafrost). Neste local, o aquecimento global deixa um rasto devastador: a temperatura aumenta a um ritmo tr√™s vezes superior ao resto do planeta, sendo os efeitos j√° vis√≠veis no ecossistema.

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Uma das suas consequ√™ncias √© o derretimento do solo, e por conseguinte liberta√ß√£o de subst√Ęncias t√≥xicas, como o merc√ļrio. Uma vez que este √© um dos 3 metais mais perigosos e nocivos, segundo a Ag√™ncia Europeia do Ambiente, √© importante monitorizar esta liberta√ß√£o. Deste modo, e assim 8 cientistas portugueses foram rumo ao √Ārtico para investigar o impacto que o merc√ļrio tem nas nossas vidas.

Jo√£o Can√°rio, um dos cientistas envolvidos nesta miss√£o, exp√Ķe as descobertas com preocupa√ß√£o. √Č uma quest√£o de tempo at√© o merc√ļrio entrar na nossa cadeia alimentar e p√īr em risco , o que representa um risco para a sa√ļde p√ļblica, uma vez que os organismos t√™m uma capacidade muito maior para absorver o merc√ļrio do que para o eliminar. Para al√©m disto, √† medida que subimos na cadeia alimentar, a sua concentra√ß√£o aumenta exponencialmente. Uma vez libertado, este espalha-se globalmente, quer atrav√©s da atmosfera quer atrav√©s dos oceanos, sendo assim inevit√°vel que chegue at√© n√≥s.

Este é um tema ainda pouco estudado, e os cientistas partem com a promessa de voltar durante o verão, para continuarem esta investigação.

 

Descobre mais em: Impacto do Merc√ļrio do √Ārtico

Face masks as a platform for wearable sensors

Produ√ß√Ķes de Natal

Wearable sensors s√£o importantes para providenciar informa√ß√£o sobre o estado fisiol√≥gico da sa√ļde de um paciente.

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Estes sensores j√° existem e podem ter a forma de rel√≥gios ou at√© mesmo tatuagens, sendo capazes de medir par√Ęmetros como a taxa de batimentos card√≠acos ou os n√≠veis de glucose no sangue. Com a pandemia de COVID-19, as pessoas habituaram-se a usar m√°scaras e, deste modo, tornaram-se potenciais plataformas para implementar novos tipos de sensores. As m√°scaras facilmente permitem acompanhar padr√Ķes de respira√ß√£o ou gases poluentes que podem ser fulcrais na dete√ß√£o de problemas respirat√≥rios.

Assim, investigadores do MIT desenvolveram um sensor flex√≠vel para ser usado com m√°scaras que consegue medir padr√Ķes de respira√ß√£o, a temperatura da pele, tosse e atividade f√≠sica. Para al√©m disto, atrav√©s de aceler√≥metros, sensores de capacit√Ęncia e ainda machine learning, os sensores s√£o capazes de avaliar o ajuste da m√°scara ao rosto e com machine learning evitar uma incorreta recolha de dados.

Apesar do enorme avan√ßo que esta m√°scara representa, um dos desafios ser√° diminuir os seus custos, bem como a melhoria da performance quando sujeita a condi√ß√Ķes externas tais como chuva. Contudo, √© ineg√°vel o avan√ßo desta tecnologia que se espera que se torne na base para novas investiga√ß√Ķes.

 

Descobre mais em: https://www.nature.com/articles/s41928-022-00871-2

Descoberta de investigador português em Nova Iorque pode ser novo trunfo no combate à tuberculose

Produ√ß√Ķes de Natal

Um investigador da Faculdade de Medicina da Universidade de Cornell descobriu uma proteína capaz de abrir novos caminhos no combate à tuberculose.

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Apesar de existir cura para esta doen√ßa, a bact√©ria caracter√≠sticas da tuberculose √© um dos agentes patog√©nicos que provoca mais mortes no mundo devido a infe√ß√Ķes, levando a que a cria√ß√£o de tratamentos eficazes continue a ser uma prioridade.

Este agente patog√©nico ataca os pulm√Ķes e depende da energia dos √°cidos gordos e do colesterol. Contudo, apesar da descoberta da enzima que tem esta fun√ß√£o, existe uma prote√≠na presente na mesma teia enzim√°tica sem a qual a enzima n√£o consegue funcionar de forma normal. Ou seja, deixa de se alimentar dos √°cidos gordos e provoca a morte esperada da bact√©ria.

Assim, perante uma doença que tem um tratamento muito complexo, esta nova descoberta pode oferecer um novo avanço à comunidade científica.

 

Descobre mais em: https://www.dn.pt/ciencia/descoberta-de-investigador-portugues-em-nova-iorque-pode-ser-novo-trunfo-no-combate-a-tuberculose-14317688.html#media-1 

Investigadores concluem que paramiloidose se estende de forma precoce ao cérebro

Produ√ß√Ķes de Natal

A paramiloidose é uma doença genética rara e de origem progressiva caracterizada pela produção de fibras de amiloide pelo fígado que vão sendo depositadas nos tecidos e nos nervos, perturbando-os e destruindo-os lentamente.

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Normalmente, a doença manifesta-se ao atingir o sistema nervoso periférico. Perda de sensibilidade à temperatura, formigueiros, picadas e dormências, dor intensa nos pés e parte inferior das pernas, fraqueza e atrofia muscular conjugada com emagrecimento muito rápido são alguns dos sintomas mais frequentes. E, se não existir nenhuma intervenção terapêutica após o início dos sintomas, existe uma probabilidade de morte estimada após 10 anos da manifestação da doença.

Contudo, neurologistas do Centro Hospitalar Universit√°rio do Porto em conjunto com Ricardo Taipa, respons√°vel pelo Banco Portugu√™s de C√©rebros, notaram que, com o aumento da sobrevida de doentes de paramiloidose [atrav√©s do transplante hep√°tico, medica√ß√£o ou tratamentos inovadores] e devido √† gravidade dos sintomas sens√≥rio-motores manifestados, sintomas do c√©rebro n√£o eram detetados. Apesar da causa espec√≠fica para estes sintomas ainda n√£o ser reconhecida, um estudo recente levou √† descoberta que uma acumula√ß√£o da prote√≠na mutada sob a forma de amiloide no c√©rebro acontece nas fases inicias dos sintomas e evolui ao longo do desenvolvimento da doen√ßa. Uma melhor interpreta√ß√£o dos marcadores in vivo, tais como as resson√Ęncias que permitem detetar a amiloide no c√©rebro usadas, podem servir de grande aux√≠lio para outras doen√ßas graves, como o Alzheimer. Para al√©m disso, a descoberta das zonas do c√©rebro onde a amiloide est√° depositada neste estudo levou a Ricardo Taipa salientar que ser√° necess√°rio criar novas formas de atuar antes de os doentes manifestarem estes sintomas.¬†

 

Descobre mais em:  https://www.jn.pt/inovacao/investigadores-concluem-que-paramiloidose-se-estende-de-forma-precoce-ao-cerebro-15267158.html 

Mulher curada com VIH. Como?

Produ√ß√Ķes de Natal

Recentemente foi reportado o terceiro caso mundial de uma paciente que foi curada do vírus de imunodeficiência humana, o VIH.  A doente também tinha leucemia e, como medida de tratamento, recebeu um transplante de células estaminais do cordão umbilical que substituiu a sua medula óssea.

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A particularidade destas células reside numa mutação que carregam consigo, a imunidade ao VIH, curando, desta forma, a mulher. 

Contudo, esta cura n√£o pode ser generalizada, n√£o s√≥ pelo facto deste tratamento apenas se realizar em casos de leucemia como tamb√©m pela dificuldade em encontrar um doador de medula √≥ssea compat√≠vel que seja, em simult√Ęneo, imune ao VIH. No entanto, neste caso n√£o foi necess√°rio uma compatibilidade de 100%, uma vez que estas c√©lulas estaminais s√£o menos espec√≠ficas.

De momento sabemos que a mulher viveu cerca de 14 meses sem o vírus após o tratamento. 

 

Descobre¬† mais em: Mulher curada do VIH. Como? ‚Äď Observador¬†

How AI is saving lives in stroke and other neurovascular care

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Karim Karti é o CEO da RapidAI, uma empresa que usa inteligência artificial (IA) que agiliza e trata mais rapidamente pacientes de AVCs, fundada há mais de 10 anos pelo Dr. Greg Albers, um importante investigador e diretor do Stanford Stroke Center. A sua pesquisa demonstrou que a trombectomia, um procedimento para remover coágulos sanguíneos, até 24 horas após o ataque ainda beneficia os pacientes, revolucionando assim a maneira como os neurocientistas pensam e tratam esta condição.

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Esta empresa criou um software para scans de CT e MRI que processa imagens √† base de IA. Tal, tem permitido aos profissionais tomar decis√Ķes mais r√°pidas e¬† detetar, por exemplo, aneurismas quando estes n√£o s√£o claros nos scans, levando a uma diminui√ß√£o do tempo de diagn√≥stico e de tratamento.

A tecnologia está neste momento a ser usada em mais de 2000 hospitais de cerca de cem países. 

 

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Why cancers caused by BRCA mutations recur

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J√° √© conhecido na comunidade cient√≠fica que a muta√ß√£o no gene BRCA1/2 est√° relacionada com uma forte predisposi√ß√£o para o cancro da mama e dos ov√°rios em mulheres, bem como com uma maior probabilidade de recorr√™ncia de cancro. No entanto, uma nova investiga√ß√£o na Universidade da Pensilv√Ęnia vem explicar o porqu√™.

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Este estudo mostra que o RNA do gene BRCA2 adquire formas mais curtas do que o esperado durante a sua transcrição, levando-o a ter maior estabilidade e impossibilitando a sua total eliminação destruição total através do tratamento convencional como a quimio e radioterapia. Esta característica leva não só à recorrência, como também a uma maior taxa de mortalidade.

Esta nova informação abre portas à investigação de novos tratamentos, havendo assim e há assim esperança no horizonte para os pacientes afetados com esta mutação.


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Como é que as bactérias podem ajudar os tumores a progredir e resistir ao tratamento?

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Os tumores são definidos como um crescimento celular anormal com potencial de se espalhar para outros locais do corpo através de metástases. Geralmente, têm o auxílio de células humanas envolventes que os protegem de ataques do sistema imunitário e que os escudam de possíveis tratamentos. No entanto, segundo dois novos estudos de investigadores do Fred Hutchinson Cancer Center, em Seattle, as bactérias derivadas da falta de higiene bucal, por exemplo, também contribuem para o  desenvolvimento de tumores.

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Um dos seres procarióticos responsáveis pelo auxílio no crescimento de tumores é a bactéria bucal Fusobacterium nucleatum que está geralmente associada a cancros colorretais. Acredita-se que proteja, tal como as células envolventes, o tumor de ataques do sistema imunológico ou mesmo de medicamentos e pode ser erradicada através da administração de um fármaco denominado 5-fluorouracil. No entanto, descobriu-se que a bactéria E. coli consegue metabolizar este composto e diminuir a exposição do mesmo ao tumor ou mesmo a outras bactérias.

Outro problema derivado da existência destas bactérias junto a tumores é que as mesmas podem, eventualmente, prender as células T, células do sistema imunitário responsáveis pelo controlo de células cancerígenas, tornando-as obsoletas.

A partir destes estudos, foi-se percebendo que diversos tumores geralmente hospedam uma comunidade microbiana que afeta em larga escala o tratamento de tumores. Com estes estudos compreendeu-se que, daqui em diante, o tratamento de tumores não se deve realizar apenas combatendo o tumor em si, mas também combater com antibióticos a flora microbiana ao seu redor que, de modo algum, pode ser desprezada. 

 

Descobre mais em: https://www.sciencedaily.com/releases/2022/11/221116113125.htm 

Brasileiros mostram como estimulação cerebral ajuda a controlar epilepsia

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Investigadores da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo investigam, através do uso de pequenos animais, como é que a estimulação cerebral profunda com altas frequências pode auxiliar na redução de eventos de epilepsia.

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A epilepsia √© uma doen√ßa que afeta 50 milh√Ķes de pessoas em redor do planeta e √© caracterizada por descargas el√©tricas excessivas e descontroladas em certas zonas do c√©rebro, que variam de paciente para paciente, resultando em convuls√Ķes. Estas descargas anormais s√£o resultado da adenosina quinase, uma enzima que efetua a metila√ß√£o do DNA dos neur√≥nios, uma rea√ß√£o bioqu√≠mica que altera a express√£o gen√©tica (adi√ß√£o de um grupo metil √† mol√©cula), mudando a fun√ß√£o da c√©lula. No entanto, os investigadores brasileiros descobriram que a estimula√ß√£o do n√ļcleo anterior do t√°lamo, por meio de el√©trodos implantados na parte central do c√©rebro, aumenta a produ√ß√£o de adenosina, diminuindo, consequentemente, a quantidade de adenosina quinase, sendo, portanto, eficaz na diminui√ß√£o das crises de epilepsia.

Atualmente, a epilepsia pode ser tratada por remo√ß√£o da zona do c√©rebro respons√°vel pelas descargas descontroladas, por√©m essa zona nem sempre √© detect√°vel.Este m√©todo inovador j√° est√° a ser aplicado¬† em alguns pa√≠ses como no Brasil e Estados Unidos o que d√° esperan√ßa para que futuras investiga√ß√Ķes aprimorem este tratamento.¬†

 

Descobre mais em: https://veja.abril.com.br/saude/brasileiros-mostram-como-estimulacao-cerebral-ajuda-a-controlar-epilepsia/

Genética do Crime

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¬†A gen√©tica pode ser entendida, nas palavras de Ant√≥nio Amorim, investigador da Universidade do Porto, como o estudo das regras e propor√ß√Ķes de transmiss√£o de caracter√≠sticas entre progenitores e descendentes. Este conhecimento tem vindo a ser aplicado na investiga√ß√£o criminal, nomeadamente, para o esclarecimento de quest√Ķes que existam em rela√ß√£o a um facto estabelecido, mas sobre o qual existam d√ļvidas.

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Apesar de a gen√©tica forense n√£o ser a dona da verdade, a mesma trouxe uma precis√£o que n√£o existia antes, auxiliando o trabalho judici√°rio. Provas disso j√° foram dadas pela ‘Innocence Project‚Äô que, com o objetivo de averiguar se arguidos teriam sido julgados corretamente, verificou que as per√≠cias cl√°ssicas tinham uma taxa de erro de aproximadamente 50% e que, em contrapartida, a taxa da gen√©tica forense √© inferior a 1%.

Com a evolu√ß√£o do conhecimento sobre a gen√©tica, percebeu-se que zonas do genoma que n√£o s√£o codificantes para caracter√≠sticas externas, isto √©, zonas que n√£o s√£o transcritas e traduzidas em prote√≠nas, podem ser fundamentais na intera√ß√£o entre os genes. As mesmas, que s√£o √ļnicas para cada indiv√≠duo, revolucionaram a gen√©tica forense com a cria√ß√£o de bases de dados que cont√™m perfis gen√©ticos para fins de identifica√ß√£o civil e criminal. Assim, no sentido de criar uma ferramenta de combate √† criminalidade transfronteiri√ßa, surge uma rede de coopera√ß√£o que funciona ao n√≠vel da UE, sendo que cada pa√≠s tem as suas conting√™ncias locais quanto aos dados que partilha em caso de necessidade.

A exist√™ncias de bases de dados gen√©ticos levanta algumas quest√Ķes √©ticas, nomeadamente, devido √† pol√≠tica de prote√ß√£o de dados. No entanto, √© importante perceber que os dados n√£o informam sobre a natureza da pessoa em quest√£o, j√° que as informa√ß√Ķes n√£o s√£o codificantes.

 

Descobre mais em: Ponto de Partida 96: Genética do Crime 

By any stretch

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 As suturas e os agrafos são as técnicas mais utilizadas no fecho de feridas, no entanto, as mesmas podem ser problemáticas por não prevenirem o perda de ar ou líquido dos tecidos.

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Deste modo, Ali Khademhosseini e a sua equiapa tiraram partido da natureza el√°stica da elastina para desenvolver um selante √† base de hidrogel el√°stico a que chamaram ‚ÄėMeTro‚Äô. O mesmo pode ser, ou injetado no tecido como um pr√©-pol√≠mero sendo depois polimerizado com luz UV, ou aplicado diretamente como um adesivo.

Ao controlar a sua composi√ß√£o qu√≠mica, as propriedades mec√Ęnicas do selante podem ser moduladas para corresponderem √†s de um tecido espec√≠fico. Para al√©m disso, a elastina tem algumas¬† vantagens, tais como as de proporcionar ades√£o celular e biodegradabilidade e permitir o controlo da taxa de degrada√ß√£o com a incorpora√ß√£o de algumas enzimas.

Neste momento, os investigadores trabalham no sentido de se conseguir uma polimerização da elastina com luz visível para evitar possíveis danos causados pela luz UV.

 

Descobre mais em: By any stretch

Investiga√ß√£o liderada por portugu√™s descobre que prote√≠na cerebral atrasa ‚Äúorigem‚ÄĚ de Alzheimer

Produ√ß√Ķes de Natal

Uma equipa internacional de cientistas liderada pelo português Cláudio Gomes descobriu que a proteína S100B, abundante no cérebro, atrasa a formação de depósitos tóxicos de uma segunda proteína, tau, que estão associados à doença de Alzheimer.

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Na origem desta doen√ßa est√£o altera√ß√Ķes bioqu√≠micas que promovem a liberta√ß√£o da prote√≠na tau nos microt√ļbulos (estruturas que mant√™m a arquitetura dos neur√≥nios), desencadeando a sua agrega√ß√£o. Estes agregados de prote√≠na tau s√£o t√≥xicos e matam os neur√≥nios, sendo tamb√©m libertados para o exterior das c√©lulas, disseminando a patologia √†s c√©lulas vizinhas. O aparecimento de sintomas cognitivos est√° associado aos danos causados pelos agregados da prote√≠na tau.

Por sua vez, a prote√≠na S100B, cuja deposi√ß√£o t√≥xica no c√©rebro est√° associada a v√°rias dem√™ncias, incluindo¬† √† fase de agravamento da doen√ßa de Alzheimer, atua sobre a prote√≠na tau. O grupo observou que a prote√≠na tau √© atrasada na presen√ßa da prote√≠na S100B. Esta tem fun√ß√Ķes protetoras contra a agrega√ß√£o de prote√≠nas na fase que antecede o aparecimento de sintomas da doen√ßa, mas na qual ocorrem altera√ß√Ķes nos neur√≥nios e se d√° a acumula√ß√£o de dep√≥sitos de prote√≠nas como parte da resposta inflamat√≥ria precoce. A fun√ß√£o protetora da S100B √© inativada na fase sintom√°tica tardia da doen√ßa, quando aumenta a acumula√ß√£o t√≥xica de prote√≠nas, passando a fun√ß√£o da S100B como mediador pr√≥-inflamat√≥rio a ser preponderante. √Č, portanto, de esperar que o efeito protetor de prote√≠nas como a S100B possa servir de base ao desenvolvimento de medicamentos com potencial terap√™utico, que atuem de forma semelhante.

 

Descobre mais em: https://www.dn.pt/sociedade/investigacao-liderada-por-portugues-descobre-que-proteina-cerebral-atrasa-origem-de-alzheimer-14276866.html

Prótese valvular feita à medida do coração implantada pela primeira vez em Portugal

Produ√ß√Ķes de Natal

Realizou-se, pela primeira vez em Portugal, no Hospital CUF Tejo, a substitui√ß√£o da v√°lvula card√≠aca tric√ļspide por uma pr√≥tese feita √† medida exata do cora√ß√£o do doente, atrav√©s de cateterismo card√≠aco.

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Esta interven√ß√£o foi feita sob anestesia geral e √© menos invasiva do que a cirurgia convencional, por se tratar de um procedimento percut√Ęneo realizado atrav√©s da veia femoral. O mesmo foi efetuado sem recurso a qualquer incis√£o cir√ļrgica, requer menos tempo de internamento e possibilita uma recupera√ß√£o mais r√°pida.

A realiza√ß√£o de um AngioTAC pr√©vio permitiu estudar os detalhes anat√≥micos do cora√ß√£o, efetuando-se medi√ß√Ķes precisas das estruturas card√≠acas. Assim, foi poss√≠vel desenhar uma pr√≥tese √ļnica e adaptada ao cora√ß√£o do doente. O processo de constru√ß√£o da pr√≥tese demorou cerca de 8 semanas e foi realizado na Alemanha.

 

Descobre mais em: https://observador.pt/programas/e-mc2/implantada-a-1o-protese-a-medida-exata-do-coracao/

Tecnologia inovadora usa nanobolhas para o tratamento de osteoporose

Produ√ß√Ķes de Natal

Investigadores da Central Florida est√£o a desenvolver uma tecnologia √ļnica para o tratamento da osteoporose, recorrendo a nanobolhas para o transporte de subst√Ęncias para a √°rea-alvo do corpo de um indiv√≠duo.

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A osteoporose é um quadro clínico caracterizado pelo desequilíbrio entre a habilidade de formar novo tecido ósseo, denominado por ossificação, e a remoção de tecido antigo, designado por deterioração, conduzindo, portanto, ao aumento do risco de fratura.

Atualmente, grande parte dos tratamentos incidem no uso de drogas, em geral bifosfonatos, para inibir a reabsor√ß√£o √≥ssea. No entanto, este tipo de tratamentos t√™m repercuss√Ķes, nomeadamente problemas gastrointestinais e¬† osteonecrose da mand√≠bula.

Deste modo, o desenvolvimento desta nova tecnologia vem revolucionar o tratamento, uma vez que usa nanobolhas reativas a ultrassons, reduzindo a deteriora√ß√£o, facilitando a forma√ß√£o √≥ssea e sendo uma alternativa segura e vi√°vel que trata e previne os efeitos da osteoporose. Numa das suas aplica√ß√Ķes, as nanobolhas transportam o gene silenciador ou knockdown relacionado com a osteoporose, a catepsina K interferindo em √°cido ribonucleico (CTSK siRNA). Estas nanobolhas n√£o s√≥ protegem o siRNA de interagir diretamente com as √°reas em redor, mas tamb√©m sinalizam os osteoclastos, c√©lulas √≥sseas que cont√©m o gene CTSK, sendo por isso determinantes na deteriora√ß√£o √≥ssea.¬†

As nanobolhas s√£o encapsuladas por um l√≠quido e nucleadas por um g√°s, do grupo dos perfluorocarbonetos. Este n√ļcleo gasoso auxilia na visualiza√ß√£o da imagem e localiza√ß√£o das mesmas. Elas s√£o orientadas para as c√©lulas √≥sseas, encontram os genes causadores de osteoporose e deterioram a CTSK siRNA que cria um complexo termodinamicamente inst√°vel e que consequentemente leva ao silenciamento destes genes.

Concluindo, esta t√©cnica ainda est√° a ser alvo de melhorias e avan√ßos, a fim de combater as suas limita√ß√Ķes e poder ser utilizada globalmente, ser n√£o invasiva e ter um baixo custo financeiro. Os investigadores acreditam que poder√° ser uma t√©cnica adaptada para outras aplica√ß√Ķes, tais como doen√ßas neurodegenerativas, como o Alzheimer.

 

Descobre mais em: https://www.news-medical.net/news/20221206/Unique-technology-uses-ultrasound-responsive-nanobubbles-for-treating-osteoporosis.aspx

Wearable device monitoriza em tempo real par√Ęmetros fisiol√≥gicos associados √† insufici√™ncia card√≠aca

Produ√ß√Ķes de Natal

Existem cerca de 64 milh√Ķes de casos de insufici√™ncia card√≠aca mundialmente. Este caso cl√≠nico √© caracterizado por uma anormalidade na estrutura do cora√ß√£o, na qual este √≥rg√£oorg√£o √© incapaz de bombear o sangue suficiente para as necessidades do corpo humano.

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Para combater a car√™ncia e as limita√ß√Ķes dos atuais sistemas de monitoriza√ß√£o, investigadores da Florida Atlantic University‚Äôs College of Engineering and Computer Science em colabora√ß√£o com a FAU‚Äôs Christine E. Lynn College of Nursing desenvolveram um prot√≥tipo de um wearable device que continuamente monitorizamontoriza, em tempo real, todos os par√Ęmetros fisiol√≥gicos associados √† insufici√™ncia card√≠aca.¬†

Esta tecnologia √© baseada em sensores embutidos num cinto usado em redor da cintura, que monitoriza a imped√Ęncia tor√°cica, o ECG, a frequ√™ncia card√≠aca e deteta o movimento. Estes s√£o par√Ęmetros extremamente relevantes para avaliar a progress√£o e prever uma insufici√™ncia card√≠aca.¬†

O desenvolvimento deste cinto √© um avan√ßo tecnol√≥gico bastante importante, uma vez que, sem afetar as atividades do dia a dia de um paciente, √© poss√≠vel monitorizar e alertar minutos antes de uma crise de sa√ļde.

 

Descobre mais em: https://www.news-medical.net/news/20221212/Novel-wearable-device-can-monitor-physiological-parameters-associated-with-heart-failure-in-real-time.aspx

Mobile Health

Artigo

Este artigo faz parte de uma série de artigos anualmente redigidos por colaboradores do Departamento de Ensino e Ação Social da ANEEB. Autor: LinkedIn

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Mobile Health (M-Health) is an area of healthcare that is constantly growing in the last years, owing to an unprecedented demand and rising cost of healthcare services and an increased use of mobile phones around the world. According to Pew Research Center [1],  88% of adults own a mobile phone, where 43% are a smartphone [1,2].

M-Health consists in the use of medical sensors, body area networks, mobile computing and telecommunication technologies in healthcare. Due to the fact that different biosensors are being incorporated in mobile phones and that these are being transformed into mobile health platforms, M-Health is gaining more interest. The number of applications present in mobile app stores, like app store and google play, have increased in the last decade. In 2012 there were more than 13 000 healthcare-related apps in the app store and in 2013 there were more than 23 500, which shows that, in one year, the number of apps doubled. Before the existence of apps, there was telehealth, which was based on text messages, phone calls and data exchange over cellular networks. At the time, it was revolutionary for patients and healthcare providers, but nowadays, smartphones have much more potential, since they are connected to the internet, have different sensors like GPS, camera, compass, accelerometer, pedometer, among others. This opens a broad range of applications [2,3,4]. The role of apps in healthcare is growing since the public is more and more interested in self-care and care of family members. According to Pew Research center [5], in 2013, 69% of the adults of the US were keeping track of at least one health indicator like weight or exercise routine. These allow for interest to increase from healthcare organizations, in order to fulfill people’s needs.

An example of an application is for asthma control, where the available apps focus on different approaches to both help and inform the patient. For example, some focus on teaching techniques to help manage asthma, which can be through yoga postures, acupressure and breathing exercises, or through information about asthma or treatment techniques passed via audio, texts or video. Other apps focus on helping the users keep track of the symptoms by recording the peak flow and details about the asthma attacks. There are also apps that allow the users to track the inhaler use and set reminders for medication [4]. These apps may prove very useful in self-management, due to all the features above mentioned.

This is one of the many areas that M-Health is present and has an impact. It is very likely that mobile phones and healthcare apps will have a very important role in alerting patients to be more concerned about self-care. However, the role of M-Health is still uncertain, since it depends on the union between app developers and medical professional societies, clinical experts to develop better apps that may fulfill people’s needs.

– Pedro Teodoro

Bibliography:

[1]¬†J. Poushter, ‚ÄúSmartphone Ownership and Internet Usage Continues to Climb in Emerging Economies ,‚ÄĚ Feb. 22, 2016. https://www.pewresearch.org/global/2016/02/22/smartphone-ownership-and-internet-usage-continues-to-climb-in-emerging-economies/?fbclid=IwAR0ZnCicotsaCM6RvcwKSgRt0x3WYJG9J2aC7uYM0g7Bj_vtYsRWeQQCIjo (accessed Jun. 27, 2021).

[2]¬†Karandeep Singh, Adam B. Landman, Chapter 13 ‚Äď Mobile Health, Key Advances in Clinical Informatics, Academic Press, 2017, 183-196, ISBN 9780128095232,¬†https://doi.org/10.1016/B978-0-12-809523-2.00013-3.

[3]¬†Narpat S. Gehlot, ‚ÄúState-of-the-Art of Mobile-Health: Technology, Sensors and Clinical Applications‚ÄĚ, Revista de Tecnologia da Informa√ß√£o e Comunica√ß√£o, p. 20-24, out. 2012.

[4] Wu AC, Carpenter JF, Himes BE. Mobile health applications for asthma. J Allergy Clin Immunol Pract. 2015;3(3):446-8.e16. doi:10.1016/j.jaip.2014.12.011

[5]¬†S. Fox and M. Duggan, ‚ÄúTracking for Health‚ÄĚ, Jan. 28, 2013. https://www.pewresearch.org/internet/2013/01/28/tracking-for-health/ (accessed Jun. 27, 2021).

Carbon Nanotubes for Cancer Therapy: Drug Delivery Approaches

Artigo

Este artigo faz parte de uma série de artigos anualmente redigidos por colaboradores do Departamento de Ensino e Ação Social da ANEEB. Autor: LinkedIn

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Over the last decades, when analysing the main causes of human mortality, we are faced with the determining role that cancer plays, being only surpassed by cardiovascular pathologies. Homologous, the statistics provided by the World Cancer Report 2018 [1], estimate that 18.1 million new cases of cancer have been diagnosed and, simultaneously, 9.6 million people have succumbed due to the same pathology. This worrying mortality rate is a consequence of the limitations of conventional therapeutic approaches, namely the low solubility of drugs, their poor pharmacokinetic profile, non-specificity, and brutal side effects, which currently define the majority of contemporary treatments such as radiotherapy, chemotherapy or surgical intervention. Therefore, the present problem gives meaning to the investigation of new and better treatments that maximize the life expectancy and quality of the global population.

The term nanotechnology was first introduced by physicist Richard Feynman, in the famous lecture he conducted in 1959, entitled ‚ÄėThere¬īs plenty of room at the bottom‚Äô. In this work, Richard Feynman explores the vast potential, both in terms of properties and applications, which could arise from the atomic manipulation of materials. The continuous research and development of this area has been increasingly attracting interest from the scientific community, showing great relevance in future therapeutics.

In this sense and within the scope of this article, nanomaterials, and more specifically carbon nanotubes, appear as therapeutic alternatives, which stand out for their distinct properties, such as the ultra-high aspect ratio, high cargo loading, chemical stability and intracellular bioavailability [2]. These same assets enable the introduction of a new revolutionary methodology, Controlled Drug Delivery, which minimizes premature drug degradation and, simultaneously, sustains drug concentrations within the therapeutic window, culminating in a higher percentage of absorbed active principle and treatment effectiveness.

Structure and Production

Carbon nanotubes (CNTs) were firstly introduced by Lijima and colleagues in 1990, during the process of developing C60 carbon molecules. Regarding the structure of CNTs, these consist of rolled graphene sheets, which acquire a cylindrical configuration, with the ends having an arrangement suchlike the aforementioned C60 molecules [3]. On the other hand, CNTs can be subdivided into two distinct categories, Single-walled CNTs (SWCNTs), which comprise a single sheet of graphene, while Multi-walled CNTs (MWCNTs) are defined by the presence of multiple embedded graphene cylinders, with a spacing of approximately 0.34 nm. Therefore, due to the characteristics of its structures, SWCNTs have a smaller diameter and greater flexibility, whereas MWCNTs exhibit a greater surface area and, consequently, a higher drug loading capacity. As for their dimensions, CNTs have a diameter between 0.4-100 nm and a length that can reach several micrometres. When it comes to chirality, this nanomaterial can present different forms such as zigzag, armchair and chiral [3].

The production of carbon nanotubes can be carried out according to three main techniques, namely arc-discharge, laser ablation and chemical vapor deposition, originating CNTs with different features. The analysis of the literature makes it evident that the CVD method is the most promising due to its simplicity, low cost, process control, energy efficiency, raw materials used, as well as the ability to obtain CNTs with a high degree of precision (diameter, length) and yield. Finally, CNTs must undergo a purification and functionalization process to ensure their suitability for clinical use.

Applications in Cancer therapy: Delivery of anticancer agents

The presented methodology is extremely versatile, where different types of biomolecules have been associated with CNTs, with diverse principles of operation associated (Tumour Cell Vaccines, Gene Therapy), such as peptides, proteins, plasmid DNA, small interference RNA, among others [2].

In the present article, the strategies for therapeutic delivery of anticancer drugs will be discussed, in which a multitude of drugs can be associated with CNTs, such as Carboplatin, Oxaliplatin, Doxorubicin, among others. More specifically, the association of the drug gemcitabine (GEM) is explored, which operates by inhibiting DNA replication to trigger apoptosis of cancer cells. Despite this drug being applied in a wide range of oncological diseases, it presents major limitations due to its rapid metabolism and reduced half-life (17 min), leading to the necessity of implementing a prolonged drug delivery methodology with CNTs. Therefore, SWCNTs were initially purified by acid refluxing with hydrochloric acid and then functionalized through carboxylation, acylation, amination, PEGylation and conjugation with the desired GEM, in order to adapt the nanomaterial to biomedical use. The connection of the GEM to the CNTs was performed according to an ester bond that presents a high degree of sensitivity to changes in pH, in other words, in the presence of a pH below 7.4, the drug will tend to free itself from the respective nanostructure. Considering that the healthy tissue has a pH value of 7.4, while tumour regions have values below 6.8, this justifies the principle of operation of the therapy under study. In addition, these targeted delivery mechanisms will be completed by the Enhanced Permeability Effect, which involves the preferred displacement of nanomaterials to tumour regions, due to the superior dimensions of the blood and lymph vessels in these regions. Finally, in in vitro tests with human lung cancer cell lines (A549) and human pancreatic cancer (MIA PaCa-2), the potential for continued drug release was demonstrated, as shown in Figure 1. Subsequently, in in vivo tests with nude rats, the suppression of significant tumour growth was observed, which then culminated in an increase in average life expectancy of 23 days, with one subject showing complete remission of the tumour [4].

– Miguel Carvalho

Bibliography:

[1]¬† ¬† F. Bray, J. Ferlay, I. Soerjomataram, R. L. Siegel, L. A. Torre, and A. Jemal, ‚ÄúGlobal cancer statistics 2018: GLOBOCAN estimates of incidence and mortality worldwide for 36 cancers in 185 countries,‚Ä̬†CA. Cancer J. Clin., vol. 68, no. 6, pp. 394‚Äď424, 2018, doi: 10.3322/caac.21492.

[2]¬† ¬† A. V. V. V. Ravi Kiran, G. Kusuma Kumari, and P. T. Krishnamurthy, ‚ÄúCarbon nanotubes in drug delivery: Focus on anticancer therapies,‚Ä̬†J. Drug Deliv. Sci. Technol., vol. 59, no. June, p. 101892, 2020, doi: 10.1016/j.jddst.2020.101892.

[3]¬† ¬† R. Jha, A. Singh, P. K. Sharma, and N. K. Fuloria, ‚ÄúSmart carbon nanotubes for drug delivery system: A comprehensive study,‚Ä̬†J. Drug Deliv. Sci. Technol., vol. 58, no. February, p. 101811, 2020, doi: 10.1016/j.jddst.2020.101811.

[4]¬† ¬† A. Razzazan, F. Atyabi, B. Kazemi, and R. Dinarvand, ‚ÄúIn vivo drug delivery of gemcitabine with PEGylated single-walled carbon nanotubes,‚Ä̬†Mater. Sci. Eng. C, vol. 62, pp. 614‚Äď625, 2016, doi: 10.1016/j.msec.2016.01.076.

Modelação Epidemiológica

Artigo

Este artigo faz parte de uma série de artigos anualmente redigidos por colaboradores do Departamento de Ensino e Ação Social da ANEEB. Autora: LinkedIn

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Do ponto de vista individual, o percurso de uma doença é descrito pelo que se passa entre o momento em que o indivíduo começa a ter sintomas e o momento em que estes acabam, mas do ponto de vista epidemiológico é mais importante a distribuição no tempo e no espaço dos contactos infeciosos tidos pelo indivíduo infetado com outros indivíduos e a forma como isso se repercute na propagação da infeção pela população. A complexidade deste assunto implica então a necessidade de modelar o problema recorrendo a instrumentos apropriados, nomeadamente modelos matemáticos.

Particularizando, um modelo estoc√°stico √© uma ferramenta para estimar distribui√ß√Ķes de probabilidade de resultados potenciais, permitindo uma varia√ß√£o aleat√≥ria numa ou mais entradas ao longo do tempo, tendo a capacidade de determinar a dissemina√ß√£o estat√≠stica de doen√ßas a n√≠vel de agentes em pequenas ou grandes popula√ß√Ķes. Por outro lado, quando se trata de grandes popula√ß√Ķes, s√£o frequentemente utilizados modelos matem√°ticos determin√≠sticos ou compartimentados, nos quais os indiv√≠duos da popula√ß√£o s√£o atribu√≠dos a diferentes subgrupos ou compartimentos, cada um representando uma fase espec√≠fica da epidemia.

Um dos par√Ęmetros importantes a ter em conta √© o R0, ou seja, o n√ļmero m√©dio de pessoas que uma √ļnica pessoa infetada ir√° contagiar durante o curso da sua infe√ß√£o. Se R0 > 1, cada pessoa infeta, em m√©dia, mais do que uma outra pessoa; se R0 < 1, cada pessoa infeta, em m√©dia, menos do que uma pessoa; e se R0 = 1, ent√£o cada pessoa infeta, em m√©dia, exatamente uma outra pessoa. Tendo isto em conta, diz-se que uma doen√ßa infeciosa √© end√©mica quando pode ser sustentada numa popula√ß√£o sem a necessidade de inputs¬†externos.

Se um programa de vacina√ß√£o fizer com que a propor√ß√£o de indiv√≠duos imunes numa popula√ß√£o exceda o limiar cr√≠tico durante um per√≠odo de tempo significativo, a transmiss√£o da doen√ßa¬† nessa popula√ß√£o ir√° parar. Este conceito √© conhecido como elimina√ß√£o da infe√ß√£o e √© diferente da erradica√ß√£o, que √© a redu√ß√£o a zero dos organismos infeciosos na natureza, a n√≠vel mundial. Para chegar √† erradica√ß√£o, a elimina√ß√£o em todas as regi√Ķes do mundo tem de ser conseguida, tal como aconteceu no caso da var√≠ola.

Por fim, √© poss√≠vel observar que o estudo de epidemias utilizando modelos matem√°ticos tem-se mostrado uma ferramenta importante para que se possa entender e prever o comportamento de uma epidemia e adotar uma pol√≠tica de preven√ß√£o para que esta n√£o se alastre causando um grande n√ļmero de mortes.

– B√°rbara Brand√£o

Bibliografia:

[1] ¬† ¬† M. C. Gomes, ‚ÄúModela√ß√£o da transmiss√£o da doen√ßa,‚Ä̬†Din. Doen√ßas Infecc., pp. 1‚Äď21, 2008, [Online]. Available: http://webpages.fc.ul.pt/~mcgomes/aulas/biopop/Mod7/Text¬† Model.pdf.

[2] ¬† ¬† L. R. Alvarenga, ‚ÄúModelagem de epidemias atrav√©s de modelos baseados em indiv√≠duos,‚ÄĚ p. 130, 2008.

[3] ¬† ¬† R. Ramon, ‚ÄúModelagem Matem√°tica Aplicada a epidemiologia,‚ÄĚ 2011.