Panel Session: Is the Portuguese Healthcare System ready to scale Artificial Intelligence?

No passado dia 17 de dezembro de 2020, a ANEEB esteve presente na sessão Is the Portuguese Healthcare System ready to scale Artificial Intelligence realizada no âmbito da conferência On Artificial Intelligence in Healthcare: A perspective from Portugal organizada pelo EIT Health.

Mariana Barbosa (Chicas Poderosas), a moderadora, deu início à sessão que contou com Filipa Fixe (Glintt), Alexandre Lourenço (Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra) e António Murta (Pathena).

Ao longo da sessão foi discutida a implementação de soluções tecnológicas integradas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) português, com vista ao “combate” à doença, de carácter preventivo e curativo. Foi unânime entre os convidados que a tecnologia já é parte do dia-a-dia da Humanidade, sendo que vivemos num mundo cada vez mais global e digital.

Quais os passos para a integração da tecnologia no SNS?

Na saúde, esta implementação requer registos e aparelhos que visem a monitorização. Em particular, Filipa sublinhou a importância da monitorização em pacientes crónicos, assim como alertou para a necessidade do desenvolvimento da tecnologia artificial para a gestão de recursos hospitalares, através do processamento de bases de dados internas.

Alexandre apontou a necessidade de digitalizar a informação, por forma a suportar o desenvolvimento de inteligência artificial na gestão de recursos, assim como destacou a relevância de começar a inovação nos hospitais em departamentos e infraestruturas dedicadas à mesma, “profissionalizando a inovação” e criando um ecossistema propulsor de startups com soluções disruptivas.

António notou que assistimos a uma mudança de paradigma na saúde, caminhando para uma medicina cada vez mais preventiva, aliada à monitorização, acreditando que a longo prazo os fármacos serão substituídos por tecnologia não invasiva. Adicionalmente, António fala-nos dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e da necessidade crescente destes integrarem data scientists para futura coordenação dos serviços informáticos hospitalares/clínicos.

Por fim, Mariana inquiriu os convidados relativamente ao papel da revolução tecnológica do setor na resposta do serviço de saúde a futuras pandemias, como a resultante do COVID-19. Assim, os convidados sublinharam que é expectável que o diagnóstico de patologias agudas seja cada vez mais precoce e eficaz, uma vez que à mudança de paradigma está associada uma maior preocupação com a contenção de patologias crónicas sem descurar as restantes. Por outras palavras, uma monitorização constante e consistente do paciente não só deverá resultar numa redução da evolução de patologias crónicas, como também proporcionará um diagnóstico mais ágil e eficiente de patologias agudas.

Se desejares assistir a esta sessão e à restante conferência, a gravação está disponível em Artificial Intelligence in Healthcare: a perspective from Portugal.

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