Filipa Castro

A ANEEB teve o prazer de entrevistar a Filipa Castro, Mestre em Engenharia Biomédica formada pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). A Filipa contou-nos acerca das experiências formativas e profissionais que viveu no Reino Unido, em 2017 (Center for Computational Imaging & Simulation Technologies in Biomedicine), e na Holanda, em 2018 (Technische Universiteit Delft).

Classificação da Experiência em Sheffield
Acessibilidade Linguística 100%
Clima 10%
Custo de Vida face a Portugal 80%
Oportunidades Culturais 80%
Vida Social/Noturna 70%
Classificação da Experiência em Delft
Acessibilidade Linguística 90%
Clima 30%
Custo de Vida face a Portugal 80%
Oportunidades Culturais 90%
Vida Social/Noturna 90%

Considera-se 50% como o nível mais similar a Portugal. Por exemplo: No Clima entende-se “50%” como um clima semelhante a Portugal, a baixo climas mais extremos, a cima climas mais agradáveis.

[Entrevistadora] – Telma Esteves (ANEEB)

[Entrevistada]Filipa Castro

[Entrevistadora] – Boa tarde Filipa! Fala-nos sobre ti, após a tua entrada na FEUP, como e quando decidiste ter não só uma, mas duas, experiências “lá fora”?

[Entrevistada] – Quando entrei para Bioengenharia, logo no primeiro ano, e ao contrário do que previamente tinha idealizado, decidi que o ramo em que iria enveredar seria o de Engenharia Biomédica [obs.: na FEUP os estudantes do Mestrado Integrado em Bioengenharia escolhem, no 3º ano, o seu ramo de especialização, sendo um dos quais ‘Engenharia Biomédica’]. Após a escolha do ramo, o meu 3º ano coincidiu com o lecionamento de unidades curriculares introdutórias à programação, à análise de imagem e ao machine learning, e ao tê-las reparei que seria por aí que gostaria de enveredar no futuro. As experiências internacionais surgiram pouco depois, dado que os segundos semestres do 4º e do 5º ano do mestrado integrado, na FEUP, são os semestres indicados para as experiências de Erasmus, e eu nunca tive grandes dúvidas de que queria fazer pelo menos uma, uma vez que sempre tive amigos mais velhos que mo recomendaram, e mesmo os meus pais também. Pessoalmente, sempre achei também que fosse uma boa experiência para alargar horizontes e que, simultaneamente, passar 5 anos na mesma instituição de ensino superior pudesse ser limitador. Desta forma, decidi que o máximo que eu pudesse fazer fora, devia aproveitar. Regra geral, nós podemos fazer 12 meses no estrangeiro ao abrigo do programa Erasmus e eu decidi então gastar 5 desses meses no 4º ano num estágio, e outros 5 no 5º, para concretização de tese.

[Entrevistadora] – Para onde foste nessa primeira experiência em estágio e porque escolheste esse sítio?

[Entrevistada] – No 4º ano fui então para um centro de investigação ligado à simulação biomédica (CISTIB) em Sheffield, no Reino Unido. Tinha algum receio de ir para um sítio completamente novo para onde ninguém tivesse ido previamente por isso escolhi este sítio com base em colegas que para lá já tinham ido, acabando por fazer um estágio nos mesmos moldes e com o mesmo professor orientador.

[Entrevistadora] – No mesmo semestre em que realizaste o estágio, podias ter optado por completar unidades curriculares, também em Erasmus. Porque decidiste desta forma?

[Entrevistada] – Bioengenharia na FEUP deixa-nos, em vez de fazer cadeiras em Erasmus, fazer um estágio cujos créditos lhes equivalem. Isto acaba por nos dar muita liberdade, uma vez que, quando se trata de completar unidades curriculares, apenas algumas instituições de ensino superior têm uma oferta formativa que nos concebe equivalências. Pelo contrário, ao irmos em estágio,a flexibilidade é muito maior. Não temos sequer protocolos pré-estipulados. Assim, os docentes dizem-nos para contactarmos com as entidades (institutos/empresas) que quisermos, e se estas  porventura nos aceitarem durante um semestre, o protocolo é estabelecido de forma a atribuir-nos as equivalências necessárias. Normalmente é relativamente fácil que as entidades aceitem a nossa proposta porque, estando a usufruir da bolsa de Erasmus, a maior parte dos alunos acaba por não exigir uma remuneração durante o estágio.

[Entrevistadora] – E em que consistia o teu trabalho no centro de investigação?

[Entrevistada] – Consistia em prever, tomando em consideração um determinado fluxo de sangue e a forma de um aneurisma, a probabilidade de este rebentar num determinado momento e com uma determinada pressão. Simulava esta situação para várias velocidades, formatos e localizações do aneurisma na rede sanguínea. O objetivo final do projeto de doutoramento em que o meu estágio estava integrado era auxiliar na decisão médica de operar ou não um paciente com um aneurisma, com base na probabilidade de este poder rebentar no futuro.

[Entrevistadora] – Já alguma vez tinhas feito algum trabalho do mesmo género?

[Entrevistada] – O trabalho que eu fiz em Sheffield foi muito ligado à simulação biomédica, que no meu caso era algo completamente diferente do que tinha feito ao longo do curso. Considero a experiência de desbravar terrenos que não tenhamos explorado previamente muito importante, e foi também interessante comprovar que a Engenharia Biomédica é muito caracterizada por incorporar backgrounds de muitas áreas. No estágio apliquei conhecimentos de várias unidades curriculares que já tinha tido, desde mecânica dos fluídos, a programação (para fazer as simulações utilizei python e foi a primeira vez que o usei), conhecimentos de anatomia e até de biomateriais. Foi engraçado este cruzamento de áreas que, no fundo, acho que é o que melhor carateriza um engenheiro biomédico.

[Entrevistadora] – E relativamente à tese, porque decidiste que também a querias realizar ao abrigo do programa Erasmus Estágio?

[Entrevistada] – Como gostei da experiência em Sheffield decidi, ainda lá, que ia voltar a fazer Erasmus para a tese. Muita gente gosta tanto do sítio onde estagiou que até opta por fazer a tese no mesmo sítio, no entanto esse não foi o meu caso, queria ir para um sítio diferente.

[Entrevistadora] – Gostaria que nos falasses acerca do teu processo de pesquisa, contacto e seleção do tema de tese e do instituto. Primeiramente, como direcionaste a pesquisa de oportunidades?

[Entrevistada] – Ao longo do curso gostei muito das áreas de machine learning e inteligência artificial, no entanto, como só tive duas ou três unidades curriculares relacionadas, acabei por não aprofundar muitos conhecimentos. Isto fez-me ver a tese quase como uma “última oportunidade” na academia para estar um semestre a aprender coisas novas nestas áreas, que eu achava que me iam dar jeito para o que eu queria fazer no mercado de trabalho. Outra coisa que me direcionou na procura foi o tipo de projetos de machine learning. Na faculdade estes incidiam sempre em problemas médicos, por exemplo, na deteção de nódulos numa radiografia. Por esse motivo, na tese, queria fazer algo diferente, numa área que me interessa: desporto. Ao fim e ao cabo, sabia então que queria fazer a tese em machine learning, nomeadamente em deep learning (porque era uma área emergente naquele momento e que eu sabia que ia fazer parte do futuro), e em desporto, uma vez que gosto muito de desporto e nunca tinha trabalhado num domínio semelhante. Foi assim que comecei a procurar, com muito tempo de antecedência (cerca de um ano), um tema de tese que conseguisse, ou tentasse, juntar estas duas áreas de interesse.

[Entrevistadora] – Após esta pesquisa, como procedeste aos contactos com as instituições/empresas que te despertaram interesse?

[Entrevistada] – Contactei as entidades via email tendo iniciado estes contactos ainda quando estava em Sheffield. Enviei imensos emails. Nunca os somei mas totalizaram certamente perto de 100 mensagens.

[Entrevistadora] – E eis que começaram a chegar respostas. Como foi a seleção a partir deste ponto?

[Entrevistada] – As duas principais respostas afirmativas que tive foram uma novamente no Reino Unido, embora numa universidade diferente; e uma em Delft, num instituto especificamente dedicado ao desporto. Postas estas hipóteses acabei por preferir a oportunidade em Delft, por ser também uma universidade muito conceituada em termos de engenharia, e por me dar oportunidade de conhecer uma nova cultura.

[Entrevistadora] – Aceite a oportunidade, como correram as coisas?

[Entrevistada] – Após escolher a oportunidade em Delft falei ainda, também com bastante antecedência, com um professor da instituição que queria certificar-se de que eu possuía os conhecimentos básicos para desenvolver uma tese na área de machine learning e desporto. Relativamente ao projeto considero que tive bastante sorte pois, exatamente no momento do meu contacto, a equipa de investigação encontrava-se a planear começar um projeto em ténis, que é o meu desporto de eleição. A calendarização do projeto assentava numa recolha de dados durante o primeiro semestre (em que ainda me encontraria na FEUP), e no semestre seguinte iria então desenvolver a minha tese usando essa base de dados de jogos de ténis para reconhecer automaticamente os movimentos dos jogadores, isto é, reconhecer quando um jogador está a realizar um serviço, por exemplo. Todo este trabalho estaria enquadrado no objetivo de otimizar a análise desportiva no ténis. Efetivamente, o que se verificou foi que ao longo do primeiro semestre desse ano a equipa não conseguiu terminar a recolha e preparação da base de dados, pelo que no segundo semestre eu acabei por continuar até mais essa fase do projeto do que trabalhar em machine learning. Ainda assim foi uma experiência interessante.

[Entrevistadora] – Relembrando novamente a tua experiência de estágio, como a compararias com a tua experiência de tese?

[Entrevistada] Gostei mais de Delft do que de Sheffield, mas provavelmente esta preferência deve-se à cultura dos holandeses. Para ambas as situações, fui acompanhada de uma colega minha da FEUP, e em ambas morei com pessoas naturais do país de destino, experiência que aconselho. Antes destas experiências ouvia falar em “choque de culturas” e achava que era uma coisa do passado e que agora com a internet já todos sabíamos tudo sobre todos. Nesta convivência em casa acabei por perceber que afinal não, mas acredito que é também assim que conhecemos a cultura de um país.

[Entrevistadora] – Ao nível da tua adaptação à Inglaterra e à Holanda, particularmente quanto ao alojamento, sentiste maior dificuldade em qual? Tiveste apoio?

[Entrevistada] – A adaptação nas duas experiências foi muito semelhante porque já tinha arranjado alojamento online autonomamente, pelo que quando cheguei ao país de destino já tinha tudo tratado, sem qualquer intervenção dos institutos onde fiz estágio e tese. Este mercado em Inglaterra acaba por ser mais acessível porque lá, normalmente, os contratos são formais e feitos por intermédio de uma agência, havendo também mais oferta porque Sheffield é uma cidade muito universitária. Já em Delft há muito mais procura do que oferta o que tornou a pesquisa mais difícil, mas ainda assim conseguimos lugar numa residência que iria abrir portas no nosso mês de chegada ao país. Esta residência constituía um projeto social com o objetivo de alojar estudantes, idosos e ex-sem-abrigos, promovendo o convívio entre estes grupos. Na primeira semana todos os estudantes até ajudaram a dispor a mobília na sala, o que foi bastante interessante.

[Entrevistadora] – E quanto às condições meteorológicas?

[Entrevistada] – O frio foi igualmente custoso nos dois casos. No Reino Unido custou-me mais em termos de boa disposição, dado que o tempo é sempre muito cinzento. Não achei que chovesse assim tanto, mas também nunca havia um dia inteiro de sol e isso, parecendo que não, mexe com uma pessoa que está habituada à meteorologia de Portugal.

[Entrevistadora] – Relativamente ao estilo de vida e alimentação…

[Entrevistada] – Na Holanda adorei o facto de não precisar de transportes para quase nada, diariamente desloquei-me sempre de bicicleta. Senti também que a Holanda era um país muito mais limpo e com uma alimentação muito mais saudável face ao Reino Unido. Ao ir ao supermercado na Holanda via peixe, carne e vegetais muito bem apresentados, enquanto no Reino Unido o que está a atrair mais o cliente, quer em termos de exposição como de preço, são os chocolates e as batatas fritas, sendo a fruta, carne e peixe de boa qualidade mais difíceis de encontrar. No Reino Unido até mesmo nos restaurantes tornava-se mais difícil encontrar um espaço com uma alimentação parecida com a nossa, na Holanda tal era mais fácil.

[Entrevistadora] – E a nível social?

[Entrevistada] – Em termos de ambientação social, em Sheffield não havia Erasmus Student Network (ESN), e em Delft, mesmo sendo uma cidade muito pequena, existia ESN e isso fez toda a diferença. No Reino Unido acabava por conviver basicamente com pessoas só do laboratório, que eram quase todas mais velhas do que eu, apesar de uma vez por mês termos jantares de portugueses, o que ajudou. Já na Holanda, pela ESN conheci muitas pessoas de outros países e na primeira semana criámos logo um grupo de amigos que nos acompanhou até ao fim da experiência. Relativamente ao contacto com os meus colegas de casa, no Reino Unido tinha 7 ingleses a viver comigo, no entanto eram pessoas mais fechadas, tinham o hábito de comer sempre no quarto, por exemplo. Já na Holanda as pessoas eram mais abertas e interessadas em saber sobre o nosso país e os nossos hábitos. Em ambos os casos, são todos muito mais desarrumados do que nós! [risos]

[Entrevistadora] – Sentiste alguma diferença face às instituições de ensino superior?

[Entrevistada] – Em Delft era absolutamente visível que a universidade tinha muitos mais fundos e recursos do que as nossas em Portugal e, nesse sentido, penso que me fez bem perceber que, apesar de Portugal ter um ensino superior de grande qualidade, há também oportunidades muito boas de aprender lá fora.

[Entrevistadora] – Tradicionalmente existe muita burocracia subjacente a uma experiência de Erasmus. Tiveste dificuldades a este nível?

[Entrevistada] – Eu nunca tive propriamente dificuldades e as outras pessoas que conheço também não. Claro que sempre nos aconselhámos muito junto de colegas que já tinham ido. Os nossos dois contactos essenciais eram a Coordenadora de Erasmus de Engenharia Biomédica, e o Departamento de Cooperação da FEUP. O Departamento de Cooperação articulava com a reitoria da Universidade do Porto, que era quem tratava da bolsa, dando-nos apenas datas limite para entregarmos documentos como a proposta de estágio (com instituto/empresa, descrição, objetivos, tarefas, e período temporal). Isto implicava que nós contactássemos previamente a entidade, ela aceitasse e fizesse a proposta, e a nossa coordenadora validasse tecnicamente a proposta até à data limite estabelecida pelo departamento. Estando tudo entregue o departamento avisar-nos-ia posteriormente do dia em que tivéssemos de ir assinar e receber a bolsa Erasmus. A comunicação fluiu sempre bem cá em Portugal, no Reino Unido também foi super fácil porque o professor orientador do meu estágio já tinha feito isto, e na Holanda o professor responsável era muito descontraído, o que também ajudou. A Coordenação de Engenharia Biomédica da FEUP foi exemplar, nunca me tendo apresentado problemas e dando-nos sempre muita liberdade. Houve um ano em que correu um rumor de que não iria haver bolsa para todos, mas depois toda a gente a teve e ninguém da FEUP, que eu saiba, foi alguma vez impedido de ir para fora por burocracia.

[Entrevistadora] – Agora estás a trabalhar. No teu crescimento a nível profissional e pessoal o que é que te ensinaram estas duas experiências?

[Entrevistada] – Primeiramente fiquei muito mais à vontade a falar inglês e a apresentar em inglês. De holandês aprendi apenas algumas palavras. Não acredito que apenas o facto de uma pessoa ter ido para o estrangeiro signifique que ela ganhou mais “bagagem”, no entanto tenho a certeza de que para uma empresa essa experiência confere um destaque positivo, independentemente da pessoa ter aprendido pouco ou mais do que em todo o curso. Tendo passado por processos de recrutamento consigo atestar que, num candidato, ter nenhuma, uma, duas, ou mais experiências internacionais, é valorizado de forma diferente. Quando entrevisto candidatos e vejo currículos também me faz diferença a presença destas experiências porque me mostra, essencialmente, que a pessoa não tem medo de abraçar novos desafios. Quando vamos para uma experiência no estrangeiro é impossível não termos receio porque vamos trabalhar com pessoas desconhecidas, num ambiente desconhecido e, portanto, é natural que tenhamos medo de estar a desperdiçar um semestre ou um ano. Neste sentido, valorizo um candidato que não teve medo de enfrentar essa experiência que, simultaneamente, o possibilita de abrir horizontes. O facto de, por exemplo, almoçarmos e jantarmos todos os dias com pessoas de outras nacionalidades prepara-nos para lidar com diferentes pessoas e, numa empresa, é bom ter este tacto desenvolvido no caso de nos enviarem para trabalhar noutro país. Noutra nota, pessoalmente sou uma pessoa que gosta muito de viajar e, como tal, tinha a ideia de que queria ir trabalhar para fora. Posso afirmar que as minhas experiências ajudaram-me a perceber que eu afinal queria era trabalhar em Portugal, pela cultura e pela meteorologia, não descuidando, contudo, o contacto com o estrangeiro. Assim, para mim, revelou-se importante trabalhar numa empresa que tenha clientes internacionais e constante contacto com outras nacionalidades.

[Entrevistadora] – O que dirias a estudantes que procurem ter experiências semelhantes às que nos apresentaste?

[Entrevistada] – Chega sempre um momento em que te perguntam se queres fazer Erasmus ou não e, no limite, ires sozinho pode colocar-te mais receio e ser o fator que te faz dar um passo atrás. Mas ainda assim, às vezes, temos de decidir sem pensar nas consequências: “vou fazer a minha candidatura sem pensar, vou enviar”. Após 5 anos de curso todos os teus colegas tiveram um percurso académico muito semelhante ao teu. Se a tua instituição de ensino forma 60 engenheiros biomédicos por ano então, no limite, uma empresa pode receber 60 candidatos iguais. Se metade destes fez Erasmus eu diria que a outra metade estaria em desvantagem. Se fizeres Erasmus duas vezes então terás mais um ponto por isso, pelo que quando temos uma oportunidade temos de nos obrigar a “dar o passo em frente”. Dado este passo, podes moldar a tua experiência de forma a que ela seja mais fácil para ti: podes tentar ir com alguém que tenha a mesma ambição e queira ir para o mesmo sítio, podes tentar ir para um local sobre o qual já tenhas tido bom feedback, mas nunca deixes de ir por causa do medo. O mais importante é lembrares-te que, ao dar esse passo estás a distinguir-te de todos os outros. Não te esqueças, também, que mesmo que não acabes por trabalhar numa área relacionada com as tuas aprendizagens técnicas de estágio/tese, estas serão sempre importantes por te diferenciarem.

[Entrevistadora] – Muito obrigada, Filipa, por teres despendido um bocadinho do teu tempo nesta entrevista e pelas motivadoras palavras, espero que ajudes muitos estudantes que ambicionem ter uma experiência semelhante à tua.

[Entrevistada] Obrigada eu mais uma vez pelo convite!

A ANEEB agradece por teres aceite esta entrevista e pela partilha da tua experiência fora de Portugal, esperando com isto ajudar outros estudantes que estejam prestes a tomar esta decisão. Votos de sucesso