No passado dia 5 de novembro decorreu, na sede Nacional da Ordem dos Engenheiros (OE), o evento “As Engenharias nas Biociências” organizado pelos Colégios Nacionais de Engenharia Química e Biológica, Engenharia Eletrotécnica, Engenharia de Materiais, Engenharia Mecânica e Engenharia Informática da OE. Este evento teve como principal objetivo discutir o papel que as Engenharias ocupam e poderão vir a ter nas Biociências.

Desta forma, o evento começou após uma breve sessão de abertura onde o Bastonário da OE, Engenheiro Carlos Mineiro Aires, referiu a importância da Engenharia Biomédica e das Bioengenharias para o futuro da Engenharia; para além disso, frisou a necessidade de abrir novos colégios que abarquem as mesmas, embora tal esteja vetado pelo parlamento. 

A Engenheira Lídia Santiago, após uma breve introdução ao evento, apresentou a Engenheira Ana Teresa Freitas que expôs o trabalho que tem vindo a desenvolver junto da HeartGenetics.

No primeiro painel de especialistas, o Engenheiro José Sobral presenteou-nos com uma apresentação sobre a gestão de equipamentos médicos e o papel que os engenheiros, e em especial os biomédicos, desempenham nesta área. Posteriormente, o Engenheiro Valdemiro Monteiro introduziu-nos ao grupo Grupo Luz Saúde, fazendo uma apresentação dos processos de manutenção na operação e no investimento dentro do mesmo e enaltecendo a facilidade de adaptação dos Engenheiros Biomédicos ao ambiente hospitalar.

Já o Engenheiro João Paulo Borges, falou sobre o papel do Engenheiro de Materiais no desenvolvimento de dispositivos médicos elucidando-nos com o exemplo da utilização de hipertermia magnética para a libertação de fármacos.

No segundo painel, o Engenheiro Hermínio Sousa falou do seu percurso enquanto académico e cientista, tendo posteriormente esclarecido a definição de nanobiomateriais e as suas aplicações farmacêuticas e biomédicas, bem como o papel das Engenharias no seu desenvolvimento. Terminando a sua apresentação enfatizando a necessidade de criar um Colégio que represente os mesmos.

Por fim, a Ex-Presidente da ANEEB, Ana Freire, falou sobre a contextualização do ensino da Engenharia Biomédica em Portugal, referindo que existem 12 Instituições que lecionam as diferentes vertentes do curso e que estamos a presenciar uma mudança de paradigma no ensino superior com o fim dos Mestrados Integrados. Referiu, ainda, que o mercado de trabalho em Portugal de momento não é o mais favorável aos Engenheiros Biomédicos e que tal ser mudado aquando da criação de uma Especialização Horizontal em Engenharia Biomédica ou no limite com a criação do Colégio. Terminado por referir que só conseguiremos alcançar a institucionalização da profissão através da OE e que é da máxima importância que os estudantes continuem de mãos dadas com a OE e que esta continue a validar a opinião dos estudantes.

A ANEEB gostaria, assim, de agradecer à OE pelo convite feito, não só para estar presente neste evento de prestígio, como para nele tomar parte. Ademais, é ainda importante parabenizar a OE pela organização de um evento que permitiu a discussão da importância destas Engenharias emergentes.

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