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A fibra ótica, uma das grandes invenções do século XX, senão a maior, é um filamento extremamente fino e flexível, feito de vidro ultrapuro, plástico ou outro isolante elétrico (material com alta resistência ao fluxo de corrente elétrica). Apesar do seu complexo desempenho, é composta por três partes: núcleo (pequeno centro de vidro da fibra, no qual a luz percorre o seu caminho), interface (material ótico externo que envolve o núcleo e espelha a luz de volta para ele) e capa protetora (cobertura plástica que protege a fibra de estragos e humidade). O uso deste material em aplicações biomédicas tem evoluído bastante, apresentando importância vital atualmente.

Primeiramente, no que diz respeito à condução de luz na iluminação cirúrgica, são utilizados cabos compostos por feixes de fibras óticas com altíssimo padrão de qualidade, pois em caso de falha, poderá dar origem a imagens endoscópicas escuras, gerando prejuízo ao paciente e ao médico.

Por outro lado, o uso de fibra óticas devidamente projetadas para a transmissão de imagens médicas em contexto de salas cirúrgicas torna possível transmitir imagens para vários monitores dentro das salas e inclusive para locais externos, como auditórios. Os cabos de imagem de fibras óticas possuem capacidade de transmissão por quilómetros, sem qualquer tipo de perda ou interferência, fazendo com que a imagem chegue ao destino final com a mesma qualidade com a qual sai da fonte original.

Por fim, há uma variedade de sensores com fibras óticas, importantes para diagnóstico e cirurgias, destacando-se os seguintes: sensores de temperatura (utilizados, por exemplo, em terapia hipertérmica radiológica de tumores cancerígenos, onde as qualidades de imunidade eletromagnética das fibras óticas são únicas, face à radiação de microondas da fonte de calor utilizada); sensores de pressão (utilizados para monitorizar a pressão intracraniana, cardiovascular, uretral ou retal); sensores magnéticos (permitem obter o mapeamento dos campos magnéticos gerados pelo cérebro, útil no tratamento de ataques de epilepsia); sensores de pH (utilizados para monitorizar o nível de oxigénio do sangue) e sensores de vazão (utilizados para monitorizar o sistema de circulação ou para avaliar grau de queimaduras com precisão).

Bibliografia:

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