No passado dia 19 de junho, realizou-se a 1ª edição do Lisbon Health Summit no LISPOLIS – Associação para o Polo Tecnológico de Lisboa. Este evento pretendeu reunir a elite da saúde em Portugal para, em conjunto, debater os assuntos mais pertinentes das áreas de Health, Wellness e Beauty.

A primeira temática discutida foi “O Marketing nas áreas de Health, Wellness e Beauty: O Que mudou e o que ainda vai mudar?” moderada por João Gomes de Almeida, co-fundador da Lisbon Awards Group. Nuno Espanã, Head of Marketing & Customer Manager no Lusíadas Saúde, afirma que os serviços deverão estar focados no cliente, indo de encontro às suas necessidades, como aumentar a acessibilidade aos hospitais e reduzir o tempo de espera, que em média corresponde a 70% do período do cliente no hospital. Deste modo, sugere a utilização de apps que poderão auxiliar as pessoas. José Borralho, CEO da ONE BCAM FIVE SGPS, discorda, expressando debilidades a nível de proteção de dados e intuição do sistema, que não beneficiariam na aceleração de processos. Todavia, é unânime concordar que o próximo passo na área da Saúde passa por uniformizar o conceito de medicina personalizada, dado que é um tema corrente e que deverá “passar de um projeto”.

De seguida, decorreu a  sessão “Os desafios da indústria farmacêutica. A palavra dos líderes.” moderada por Miguel Mauritti, Diretor da Saúde Online. Prontamente, Jaime Moreira, Presidente da PSOPortugal, apela a uma reorganização do sistema de saúde, sugerindo a multidisciplinaridade das equipas médicas. Não é suficiente otimizar processos, mas sim apostar na inovação, face às necessidades crescentes dos doentes, fruto do seu maior conhecimento e informação. Nélson Pires, General Manager da Jaba Recordati, afirma que a gestão integrada do doente deverá começar na sua prevenção e que deverá ser vista como um investimento e não uma despesa, dado que muitos dos eventuais custos na gestão da doença se devem a consequentes comorbidades, que, geridas desde cedo, poderiam ser evitadas. Por fim, Rita Carmo Ferreira, Country Manager da Stago Portugal, indica que 70% dos deputados que constituem a Assembleia da República são formados em Direito, sendo que ainda existe uma significativa percentagem de diplomados em Economia e Gestão. Posto isto, deveremos estudar como transmitir informações junto à rede parlamentar e à comunicação social, visto que não possuem formação na área da Saúde.

Durante a parte da tarde, a primeira sessão teve como tema “Vida Sustentável: uma oportunidade de negócio”. Os intervenientes neste debate, com formações bastante diferentes, cobriram as várias áreas que estão implicitamente ligadas à saúde e que a tornam mais completa: desporto, alimentação e biotecnologia. Esta última, esteve representada por José Pereira Leal (Executive Director da Ophiomics, empresa que oferece testes de diagnóstico molecular inovadores e de grande valor acrescentado na definição de uma Medicina de Precisão, apoiando esse valor numa atividade de R&D intensiva).   

O evento terminou com a sessão mais aguardada do dia: “Como as novas tecnologias estão a mudar a saúde? – Sponsored by Glintt”. A primeira oradora do painel, Ana Geada (Enfermeira de Controlo de Infeção do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central – CHULC), explicou o sucesso que a plataforma digital desenvolvida no CHULC com vista a maximizar as estratégias de prevenção contra infeções teve. O segundo interveniente, José António Bastos (Co Founder & CEO KNOCK Healthcare) afirma que o termo interoperabilidade, nos dias de hoje, é considerado algo difícil de se atingir mas que dentro de 10 a 20 anos esta realidade irá mudar e que os diferentes médicos em diferentes hospitais vão poder ter acesso aos dados do paciente facilmente. Outro conceito chave é a qualidade dos dados: mesmo num mundo em que haja interoperabilidade, a qualidade dos dados é crítica. Neste sentido, têm vindo a ser desenvolvidos softwares que “traduzem” uma dor de barriga do paciente num conjunto de possíveis diagnósticos que, por sua vez, irão facilitar o diagnóstico feito pelo médico. Marina Borges (Diretora do Serviço de Planeamento e Apoio à gestão IPO Porto) foi a última interveniente na sessão e como desafio futuro para as tecnologias aplicadas à saúde referiu o formato em que os dados são introduzidos nos softwares.

Desta forma, a ANEEB gostaria de dar os parabéns à organização do evento e agradecer pela oportunidade de estar presente no mesmo.

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