Este artigo faz parte de uma série de artigos redigidos por colaboradores do Departamento de Ensino e Ação Social da ANEEB. Apoie o autor lendo o artigo no seu LinkedIn.

O mundo está cada vez mais visual. O volume de dados não estruturados (imagens e vídeos) tem vindo a aumentar exponencialmente ao longo do tempo. E claro, todos os conteúdos criados e a velocidade de mudança da paisagem de uma cidade ou lugar fazem com que quem não vê tenha problemas, não só de orientação, mas de saúde. Quem falha em ver as novidades sente-se, necessariamente, excluído da sociedade cada vez mais.

É portanto muito ampla a quantidade de campos de saúde que a falta de um sentido invade, especialmente a nível psicológico. A qualidade de vida diminui de forma muito maior do que apenas pela perda dessa sensação.

Como tal, inúmeros esforços são feitos para que estas incapacidades, especificamente a cegueira, sejam marginais, e que o mundo possa ser interpretado de forma semelhante pelos invisuais.

O desenvolvimento de aparelhos que compensam estas diferenças passa desde varas a óculos de realidade virtual adaptados, com sinais sonoros.

Mas não só essas tecnologias especificamente desenvolvidas, como outras, diminuem as diferenças na qualidade de vida que estas incapacidades geram. Um claro exemplo são os carros autónomos. Estes veículos vão tornar a visão dispensável para uma tarefa vedada a todos os que sofrem de cegueira.

O passado diz-nos que as incapacidades têm sido colmatadas. O presente diz-nos que o futuro promete um avanço biológico tecno-dependente. Isto significa que a tecnologia estudada para tornar o mundo compreensível para os cegos poderá torná-lo ainda mais compreensível para as pessoas que têm visão.

Apesar de não ser diretamente, esta visão de negócio pode revolucionar o financiamento que é dado a estas tecnologias. Se o mercado é maior, a disponibilidade e recursos que investem num certo produto são superiores.

O futuro reside, por isso, em compactuar inabilidades com avanços culturais ou com melhorias que sejam aplicáveis à população no geral. Compactuar a inabilidade de conduzir com a revolução cultural de todas as pessoas poderem não conduzir leva a que os carros autónomos prometam uma mobilidade diferente para as pessoas cegas.

Recentemente, a realidade virtual permitiu que um mundo fosse criado à volta das pessoas que vêem. Permitirá que exista uma capacidade de obter informação que não está lá, informação que se poderá aceder na lente de contacto, nos óculos ou no telemóvel. Sendo assim, usar este tipo de tecnologia para criar um mundo com mais informações à volta das pessoas invisuais é o passo seguinte.

Em resumo, o futuro promete que a responsabilidade social das empresas passará, não só por aplicarem parte dos seus lucros a causas solidárias, mas também pelo desenvolvimento de tecnologias específicas para colmatar problemas sociais, revolucionando a vida de quem os sofre, ao mesmo tempo que pode também melhorar a vida da população em geral.

Bibliografia:

Categorias: Artigo