No passado dia 28 de novembro de 2018, a ANEEB teve o prazer de participar numa das palestra do círculo Edu Talks intitulada “Há falta de Médicos em Portugal?”. Este círculo de palestras faz parte da iniciativa EDULOG, pensada pela Fundação Belmiro de Azevedo, sendo que esta última teve lugar no Colégio Efanor, no Porto.

A sessão iniciou com a apresentação de um pequeno vídeo que sintetizava o motivo do aumento e diminuição do número de vagas disponíveis para o curso de medicina em Portugal ao longo dos anos, apresentando o tema à audiência.

De seguida, os vários membros do painel expressaram a sua opinião sobre o tema proposto. O Professor Manuel Sobrinho Simões, Presidente do IPATIMUP, respondeu que, em Portugal, há, em média, mais médicos per capita do que nos restantes países da Europa, revelando, assim, que existem mais médicos do que é possível ao sistema absorver. Acrescentou, ainda, que o problema reside na distribuição dos recursos humanos e não na sua existência ou falta dela.

Por outro lado, o Dr. Miguel Guimarães, Bastonário da Ordem dos Médicos, argumentou que efetivamente existem médicos a mais em Portugal, mas não no seio do Sistema Nacional de Saúde (SNS), o que, neste momento, condiciona o acesso à saúde pela região onde se reside.

Posteriormente, o Professor António de Sousa Pereira, Reitor da Universidade do Porto, recaiu sobre as condições de ensino dos cursos de Medicina, referindo que os contratos programa, onde são definidos os números clausus de cada curso, não estão a ser cumpridos à risca, tendo até havido um aumento de 30% dos mesmos, enquanto o orçamento e os recursos  se mantiveram, pondo em causa a qualidade de ensino.

Edgar Simões, Presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM), reforçou a ideia transmitida pelo Professor António de Sousa Pereira, mencionando que todos os anos mais de 700 alunos ficam sem vaga de especialidade e que, aqueles que têm acesso à mesma, têm visto a qualidade da sua tutoria comprometida, devido ao excesso de estudantes por orientador.

Por fim, foi aberto o debate à audiência, tendo a oportunidade de tecer alguns comentários e perguntas, devidamente respondidas pelo painel de convidados.

A ANEEB gostaria de congratular a Fundação Belmiro de Azevedo por este projeto e em particular pela organização desta palestra.

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