Ian Pearson é um futurista e um orador aclamado que identifica e explica as principais mudanças em todos os setores de negócio e sociedade que surgirão como resultado da rápida mudança de tecnologia. No mais recente livro, You Tomorrow, define o trabalho como “um livro sobre o futuro da vida quotidiana” no qual faz extrapolações para o futuro baseando-se no panorama atual. De acordo com as suas previsões, no prazo de 20 anos, os computadores serão mais inteligentes que os seres humanos, capazes de transmitir sensações e mesmo de preservar o conteúdo da mente humana.

Existem, hoje em dia, supercomputadores cujo processamento e capacidade de armazenamento de dados suplanta em muito a capacidade do cérebro humano, contudo a sua tradução de forma autónoma em informação é limitada e é alvo de intensa investigação. Desta forma prevê que esta realidade se altere em 2025 e que as máquinas consigam ganhar consciência semelhante à dos humanos, colocando o desafio na forma de como os computadores poderão aumentar as capacidades do cérebro humano.

A compreensão incompleta do funcionamento do cérebro o que impossibilita a sua recriação, no entanto o seu conhecimento está sendo progressivamente desenvolvido. Com o aprimoramento dos computadores é expectável que estes tenham uma inteligência superior à dos humanos. Assim, teoriza que parte da ciência seja realizada por máquinas, até mesmo a psicologia através de experiências e análises científicas idóneas.

Raymond Kurzweil, inventor e futurista, foi contratado pela Google e conta com livros publicados nas áreas da saúde, inteligência artificial, singularidade tecnológica e futurologia. Kurzweil acredita que, em 2020, a tecnologia vai possibilitar o tratamento de doenças neurológicas como Parkinson, Alzheimer e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A crescente evolução da tecnologia antecipa a chegada do momento no qual a capacidade dos computadores suplantará a humana. Contudo, enquanto muitos olham para os computadores como seus substitutos, outros encaram-nos como uma sua extensão num regime de cooperação e não competição. Independentemente do que o futuro nos reserva, é certo que teremos de arranjar forma de lidar com os desafios éticos que daí advirão.

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