A ficção científica e o cinema têm sido grandes impulsionadores para o desenvolvimento da tecnologia médica. Tornar real os instrumentos que vemos no cinema tornou-se um objetivo para muitos no ramo científico e comercial.

Foram desafiadas equipas de todo o mundo pela Nokia Sensing X Challenge para criarem dispositivos capazes de funcionar como o famoso Tricorder do filme Star Trek, conseguindo, através de uma gota de sangue, detetar: malária, elevada pressão arterial, monitorização de epilepsia e condições semelhantes.

Um Tricorder, dispositivo manual capaz de apontar os sinais vitais, identificar e diagnosticar anomalias e patologias após a análise do corpo de um paciente, uma definição que até agora era puramente fictícia. Já não é! De forma a criar um dispositivo com utilidades reais, capaz de diagnosticar corretamente 15 condições médicas diferentes, o Qualcomm Tricorder X Prize, ofereceu prémios a rondar os milhões de dólares a quem conseguisse atingir o objetivo.

Projetos como estes revolucionam a relação paciente-médico, uma vez que a posse de um dispositivo destes iria permitir aos utentes conseguirem fazer um auto diagnóstico e ter acesso ao seu estado clínico sem necessitar de uma consulta médica. Isto levaria a uma diminuição de listas de esperas, diminuição no período de tempo de obtenção de resultados e a um maior conhecimento do estado de saúde por parte do paciente/usuário. Tendo principal interesse para a melhoria da condição médica e acesso a cuidados de saúde nos países subdesenvolvidos e zonas remotas, que com um simples dispositivo de fácil utilização, permitiria que a medicina chegasse, sem restrições, a todos os cantos do mundo.

Este é um tema de discussão entre profissionais de saúde, cientistas e autoridades desta área, havendo oposição das últimas devido à pouca ciber-segurança existente para permitir essa troca de dados, e a perda de poder por parte dos médicos. Por um lado, a solução e independência dos serviços de saúde disponíveis, por outro o confronto com a perda do contacto médico-utente, as taxas de erro, ainda elevadas, e a falta de testes necessários para aplicação em humanos.

Prevê-se que o caminho a percorrer no desenvolvimento do Tricorder seja longo, mas esperamos que nos ajude a cumprir o seu desígnio original “Live long and prosper!”.

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