Os métodos de diagnóstico são, atualmente, um dos fatores mais preponderantes na medicina. A identificação prévia de qualquer doença é considerado um dos tópicos ao qual se dá maior destaque e, por isso, uma área de grande aposta por parte do ramo de investigação. O principal objetivo, neste momento, passa por conseguir reduzir o tempo de diagnóstico de qualquer patologia e, se possível, fazê-lo em tempo real.

Nos últimos anos verificou-se uma enorme evolução neste setor, tendo sido desenvolvidos diversos dispositivos médicos e métodos que permitem uma rápida execução ao nível de diagnóstico. Um dos dispositivos mais relevantes neste processo é o iKnife. O iKnife, desenvolvido por Zoltan Takats do Imperial College London, consiste num bisturi “inteligente” que une um bisturi elétrico convencional com um espectrómetro de massa que permite realizar análises químicas. O funcionamento deste dispositivo baseia-se, essencialmente, na análise do fumo que surge quando o tecido em questão é cortado através da corrente elétrica do bisturi. Desta forma, torna-se possível identificar rapidamente, e com um grau de certeza elevado, se um tecido é cancerígeno ou saudável. Esta tecnologia vem de facto revolucionar as cirurgias que pretendem retirar tumores, tornando este processo mais eficiente. Até então, o procedimento usual consistia em enviar as amostras de tecido para serem examinadas em laboratório enquanto o paciente permanecia sedado. No entanto, cada análise demora cerca de 30 minutos até se obter uma resposta definitiva, enquanto que o iKnife faz tudo isto em apenas 3 segundos! Posto isto, verificamos que com este novo método de diagnóstico em tempo real conseguimos ter cirurgias mais rápidas, com tudo de benéfico que isso possa incluir, menos tecido saudável retirado por precaução e redução no número de intervenções adicionais.

Um outro caso de enorme sucesso é o PCR em tempo real, qPCR. Esta tecnologia é uma evolução do método convencional de PCR (Polymerase Chain Reaction), cujo o princípio se baseia na duplicação de cadeias do DNA para a produção de DNA suficiente para se realizar análises específicas. Através da adição de sondas fluorescentes às reações de PCR, tornou-se possível dispensar a eletroforese e, desta forma, agilizar todo o processo. Esta alteração permite que os ensaios, cuja duração seria de 1 a 3 dias, sejam realizados em apenas 2 a 3 horas. Para além disso, com a tecnologia qPCR a sensibilidade é muito maior assim como a especificidade. Este método veio, desta forma, revolucionar a velocidade de diagnóstico de infeções respiratórias, dengue, doenças sexualmente transmissíveis, DSTs, meningites e, até mesmo, doenças genéticas como é o caso da anemia falciforme.

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