As 14ª edição da Normédica e a 15ª edição da Ajutec reuniram na Exponor – Feira Internacional do Porto, de 2 a 4 de novembro, apresentando a NORMÉDICA AJUTEC 2017 no âmbito das Ciências Médicas e da Saúde, Gestão Hospitalar, Ajudas Técnicas, Mobilidade e Inclusão.

O Fórum, com um vasto programa de atividades em sala e com a presença de especialistas, técnicos, decisores e prescritores, tem como principal objetivo promover o debate de temas da atualidade, contribuindo para o enriquecimento formativo, informativo e técnico-científico dos profissionais do setor. A Exposição, reuniu as novas soluções, produtos e serviços destinados ao universo da Saúde, Gestão Hospitalar e Ajudas Técnicas, tendo como objetivo mostrar ao visitante, os profissionais e as empresas fornecedoras de bens e serviços do setor.

O vasto programa de atividades, resultou em 3 auditórios com palestras sobre diferentes temas durante os 3 dias. A ANEEB marcou presença nos painéis de Metrologia em Saúde e no  E-health: Estratégias e oportunidades, ambas providenciadas pelo Instituto Português da Qualidade.

A Metrologia é, por definição, a ciência da medição, sendo exequível através da operacionalidade entre instrumentos/sistemas de medição e processos. No setor da saúde, as medições e os instrumentos de medição desempenham um papel fundamental uma vez que variadíssimas decisões clínicas são fundamentadas por resultados de medições, e suportadas na evidência dos mesmos. Por razões de diversa índole, os resultados obtidos a partir de sistemas de medição podem apresentar variabilidade que conduzem a erros de diagnóstico e de tratamento, comprometendo o rigor da medição e os recursos disponíveis.

Neste contexto, as Instituições de Metrologia desempenham um papel fundamental nos Sistemas Nacionais de Medição, como estrutura de topo da rastreabilidade dos resultados de medição e como garantia da disseminação do Sistema Internacional de Unidades, SI.

No segundo painel, abordaram-se algumas das políticas europeias para informatização em saúde. Falou-se do conceito de e-health como a interseção entre a informática médica e a saúde pública, e da necessidade da interoperabilidade entre os diferentes sistemas de informação no sistema de saúde português. No entanto, os sistemas de informação em saúde devem ser mais do que mera partilha de informação, e em virtude da natureza da informação existe um conjunto de boas práticas, associadas ao tratamento dos dados, a serem cumpridas tais como: a confidencialidade, credibilidade (com base em evidências), a proteção de dados (referentes ao acesso e à edição) e a cibersegurança. O e-health torna-se assim um tópico de relevo na área da saúde, pois promete mais eficiência no sistema de saúde, tanto na diminuição de custos como no aumento da qualidade; a troca de informação entre diferentes serviços; a extensão geográfica do processo clínico (outros países); e, numa altura em que se fala sobre o paciente no centro da prestação de cuidados de saúde, um empowerment do paciente (como “consumidor” de serviços de saúde) e uma melhoria na relação médico/paciente.

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