Sabias que, à semelhança do Reino Unido, Portugal tem um parlamento 100% dedicado à saúde, com o objetivo de discutir as suas políticas?

Este parlamento é constituído por 60 jovens, dos 21 aos 40 anos, com formação na área da saúde e conta ainda com as parcerias de várias entidades, tais como a Janssen (da farmacêutica Jonhson & Jonhson), a Microsoft, o Expresso e a Universidade Nova de Lisboa, assim como o acompanhamento de um Conselho Consultivo e um grupo de curadores composto por ex-governantes da área da saúde, investigadores e outros políticos.

Nesta edição, o parlamento teve como foco a discussão de 6 temas estruturantes, dividindo-se no mesmo número de comissões. Foi ainda redigido um livro intitulado “Recomendações para o futuro da Saúde” compilando todas as ilações de cada comissão. É de notar ainda que o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, pretende reunir mensalmente com cada uma das comissões com o propósito de dar corpo às medidas que foram propostas.

Os temas abrangem questões de relevo na área da saúde, desde a ética e o que espera a sociedade da prestação de cuidados nesta área, ao doente no centro da decisão e qual o seu impacto sobre os profissionais e os próprios cuidados, até à saúde mental e como diminuir custos para o Estado, otimizando os meios. São ainda debatidas outras questões como as barreiras nos cuidados de saúde e quais os desafios demográficos, realidades locais e futuras respostas, como também a alteração na economia do conhecimento através do impacto da investigação e desenvolvimento, são assuntos a considerar.

O último tema que destacamos, refere-se às tecnologias de informação em saúde, na qual se fez uma análise profunda e se identificaram os principais desafios associados aos sistemas de informação em Portugal. Desta análise, foram propostas 19 recomendações ao Governo divididas pelas áreas da governação em sistemas de informação, literacia digital em saúde, proteção e privacidade de dados e interoperabilidade. Nesta última recomendação, dirigida ao Ministério da Saúde, defende-se que o futuro da saúde em sistemas de informação terá que garantir a interoperabilidade entre os vários setores de atividade de forma a que a prestação de cuidados de saúde à população seja simultaneamente abrangente e eficiente.

Reiteramos em jeito de conclusão, o repto lançado pelo Ministro da Saúde: “Não sejam menos jovens. Ajuda-vos a ser saudavelmente menos prudentes e mais audazes, atrevidos.”

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