O Fórum Europeu de Active and Assisted Living (AAL) decorreu em Coimbra no Convento de São Francisco entre os dias 2 e 4 de Outubro. O programa debruçou-se sobre a melhoria da qualidade de vida na terceira idade com foco em projetos sociais e tecnológicos. Este ano o Fórum contou com 780 participantes internacionais com representantes de universidades, instituições de solidariedade, empresas e entidades governamentais europeias. Foram promovidas inúmeras mesas redondas que constituíram uma plataforma para a troca de experiências e ideias e houve espaço para exposições de soluções tecnológicas integradoras.

A nossa presença no AAL Fórum 2017

A ANEEB teve a oportunidade de poder presenciar alguns debates pertinentes sobre o envelhecimento ativo, onde participou nas seguintes sessões:

  • Plenário 2 que discutiu as políticas de ação de envelhecimento ativo ao nível regional, nacional e europeu;
  • Sessões  W17 e W19 que abordaram de que forma é que os estudos piloto e a experiência dos utilizadores podem funcionar como potenciadores da adesão de soluções de AAL;
  • Sessão de encerramento do fórum que contou com a divulgação dos vencedores da Hacktown;

Houve ainda tempo para participar no jantar social e na festa de encerramento que contou contou com atuações dos gaiteiros de Coimbra, a tuna Estudantina e os Anaquim na igreja do Convento de São Francisco.

As pausas entre sessões foram aproveitadas para conhecer de perto as novidades tecnológicas das empresas e universidades naquilo que se revelou uma excelente oportunidade para explanar a rede de contactos e dar a conhecer a ANEEB.

Plenário 2 – Active and Healthy Ageing Policies in Action at regional, national & EU level

O plenário 2 teve como tema as políticas de envelhecimento ativo aos níveis local, regional e nacional na UE, onde se destacou a necessidade de mudança cultural nas políticas sociais e modelos de financiamento.

No panorama macroeconómico destacou-se que a prevenção na saúde compensa baseando-se na estratégia das seguradoras. Sobre as políticas de fundo debateu-se a regionalização onde se defende que um aumento da autonomia local deveria acarretar maior exigência nos requisitos e que esta mesma autonomia se traduz num maior envolvimento e reconhecimento da população.

Sobre a tímida adesão dos idosos à tecnologia, defendeu-se a venda da ideia ao invés da venda do produto apesar do maior custo envolvido. Propôs-se que a adoção do modelo de falhar rápido neste segmento é ineficiente dado que é necessário envolver os utilizadores e prestadores de saúde no processo criativo. Destacou-se o bom exemplo de Coimbra no programa de envelhecimento activo da União Europeia (EIP-AHA) com o Ageing @ Coimbra criado por 5 entidades nas vertentes de Investigação, Inovação e Educação que já contribui com 16 boas práticas e que contribui para que Coimbra seja centro de referência no AAL com 3 em 4 estrelas possíveis.

Sessão W17 – Pilot Studies as enabler for the market introduction of AAL solutions

O impacto da tecnologia de apoio, que motivaram o surgimento de vários estudos-piloto, foi o tema abordado desta sessão moderada por Markus Garschall, consultor especialista do AIT Austrian Institute of Technology. Esta sessão teve como foco a divulgação de experiências sobre os obstáculos e desafios no planeamento, realização e análise de projetos-piloto.

Tivemos o prazer de contar com: Nesrin Ates, University of Innsbruck; Felix Piazolo, Andrássy University Budapest & University of Innsbruck; Johannes Oberzaucher, Carinthia University of Applied Sciences; Kurt Majcen, Joanneum Research, que numa primeira parte da sessão partilharam experiências sobre o planeamento da metodologia de avaliação e as lições aprendidas durante o mesmo, os pontos centrais de cada projeto, e seleção de indicadores de impacto apropriados das regiões piloto sustentadoras – Smart VitAALity, RegionaAAL, WAALTeR , WestAAL – assim como um relato sucinto dos resultados obtidos até então.

A segunda parte da sessão foi dedicada a uma discussão aberta sobre a implementação de estudos-piloto em projetos AAL. Sendo o primeiro tópico o Planeamento de Estudos, este foi alvo de várias intervenções principalmente por parte dos representantes das regiões-piloto que discutiram a definição de indicadores (ou seja, definição de avaliação), a taxonomia, a produtividade, as inibições existentes e a integridade física dos pacientes. Destacou-se ainda que a falta de adesão dos participantes carece de resolução urgente, pois prejudica o funcionamento saudável dos estudos. O segundo tópico teve como tema a Seleção de Tecnologias que foi mais consensual dado que os presentes concordaram que entre o uso de soluções individualizadas e desenvolvimento de produtos prontos a vender, a escolha deveria recair para a segunda. Referiu-se a flexibilização da legislação, sem descurar o primeiro tópico, destes produtos tecnológicos para o mercado para facilitar a sua disseminação e retorno do investimento.

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