A ANEEB marcou presença no dia 11 de dezembro no Worldwide Accelerator Rally at Porto (WARP) que pretende agregar as aceleradoras nacionais e internacionais de inovação na área da saúde que teve lugar no Centro de Congressos da Alfândega do Porto. O evento foi organizado, pelo programa RESOLVE, proveniente do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) no âmbito da convocatória aberta do ScaleUp Porto inserido na estratégia da Câmara Municipal do Porto para a inovação e empreendedorismo.

O WARP pretendeu ser um espaço para partilha de experiências e de promoção de novas ideias na área da saúde. Desta forma, este evento contou com um painel internacional que incluiu empreendedores, reguladores e investidores na área biomédica bem como as principais aceleradoras nacionais, com o intuito de promover o trabalho em rede. Entre os vários programas de aceleração, de âmbito regional, encontramos o Business Ignition Programme, FASTStart, Escola de Startups do UPTEC entre outros de âmbito nacional como o ANJE Startup Accelerator e HighTec (antigo CoHitec).

No decorrer de uma das sessões paralelas o Dr.º Alípio Torres indicou os três motivos pelos quais as Startups falham. Os primeiros dois motivos não causam grande admiração, sendo estes a não existência de  mercado para o produto desenvolvido e o esgotamento das fontes de financiamento. Contudo, o terceiro, que motivou a formação dada por si, era o de que a constituição da equipa teria de ser adaptada e equilibrada mediante o perfil de cada elemento. Assim, os elementos classificados em fundadores e trabalhadores a tempo completo (full-timers – com perfil mais técnico) ou parcial (part-timers – com competências transversais) deveriam ter em comum o compromisso, a competência e o sentido de bem comum. Este último valor teria de ser reforçado na equipa através da confiança mútua e comunicação estrita onde por vezes se encontram barreiras linguísticas entre os full-timers, que desenvolvem o produto, e os part-timers, no qual se incluem gestores, advogados ou até mesmo investidores.

O Dr.º Filipe Portela explicou-nos que o crowdfunding consiste na angariação de financiamento para um projeto através de uma comunidade que partilha os mesmos interesses e na qual se dá em troca aos investidores uma pequena parte da empresa (equity). A Seedrs, plataforma de crowdfunding mais utilizada na Europa, classifica a nossa nossa rede de contactos em três níveis: familiares e amigos, amigos dos amigos e a multidão. A startup medtech portuguesa OncoStats constitui um ótimo exemplo de sucesso de crowdfunding dado que conseguiu angariar cerca de 250 mil euros através de uma campanha nesta plataforma.

No espaço reservado para apresentação de posters constatamos a existência de trabalhos promissores, apoiados pelo programa RESOLVE, em fase inicial de lançamento como VRcare e Proregen e outros em fase mais madura como a Adapttech.

A ANEEB gostaria de agradecer à organização do evento WARP, o convite endereçado e de salutar o espírito empreendedor e de partilha observado na conferência entre as aceleradoras e startups que confirmam Portugal como um ecossistema propício à incubação de novas empresas nas áreas de medtech e biotech.

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