No primeiro dia da eHealth Summit, a ANEEB assistiu a um painel dedicado ao “SNS + Proximidade | + Literacia”.

O Professor Constantino Sakellarides divulgou algumas das boas práticas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) onde destacou a cooperação de várias entidades como os  Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) e a City Nova Lisboa.

A Professora Andreia Silva sintetizou os eixos de atuação do SNS onde realçou o Plano Nacional de Vacinação, vigente há 53 anos, que consiste em muitos casos na única forma de proteção de doenças como o Sarampo. Destacou ainda os planos locais de saúde, onde a maior dimensão de intervenção é a literacia em saúde com os livros digitais que capacitam o utente.

Relativamente à rede de cuidados no Alentejo, o Doutor José Robalo testemunhou que se observa uma elevada dispersão populacional, envelhecimento e baixa instrução. Como medidas de maior impacto para o utente deu especial enfoque à sua capacitação para os cuidados de saúde individuais e a integração de cuidados ao domicílio pelos profissionais de saúde em resposta à baixa mobilidade dos utentes.

O Professor Carlos Correia resumiu o sucesso da biblioteca de literacia em saúde como a conciliação do conto de uma história com a qual os utentes se identificam com o suporte rigoroso dado pelos conhecimentos técnicos. Espera igualmente que o “Diário da minha saúde” seja alvo de revisão adaptando-se a realidade temporal em que se insere. Sugeriu outros veículos de informação como os teatros debate nos quais a interação provoca uma maior ativação dos utentes.

As principais transições que o SNS pretende implementar com o “Integrar + Proximidade + Saúde” foram alvo de atenção por parte da Professora Ana Escoval, defendendo que a valorização do percurso integrado do doente faz-se pela redução da verticalidade da prestação de cuidados em três eixos: doença, gestão de doença e níveis de cuidados estanques. Desta forma, concretizou o programa nas vertentes: adequação de resposta ao doente no plano individual de cuidado;  literacia em saúde com ações de capacitação e gestão de expectativas de doentes e familiares; e em espaços de recepção de atendimento desde a capacitação dos profissionais de saúde, à melhoria das condições logísticas e alargamento dos projetos de telessaúde.

O debate foi aberto ao público e os oradores destacaram a performance do livro digital, “Saúde no Inverno”, (com 800 mil acessos) e o fomento da comunicação entre cuidados de saúde primário e hospital (fomentando a diminuição das falsas urgências e proporcionar um acesso e resultados equitativos da saúde). A audiência inquiriu o painel sobre a melhor forma de capacitação dos jovens, onde se referiu que a parceria com os Ministérios da Saúde e da Educação são fomentadas pela inclusão de livros digitais de saúde nos planos nacionais de leitura.

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